domingo, 23 de dezembro de 2012




Equipa der economistas da ONU esteve a analisar as economias europeias.
O Governo português deve inicar, de imediato, negociações para rever o memorando de entendimento com a "troika", e renegociar uma fatia de 41% da dívida do país, defendem os economistas do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, que passaram o último ano a analisar as economias dos países do Sul da Europa.
Em entrevista à TSF, o coordenador deste Observatório, o economista Artur Baptista da Silva, revela as preocupações das Nações Unidas com o avanço da pobreza neste ponto do globo, e avança com uma saída para a crise.
No caso português, o responsável afirma que há uma fatia de 41% da dívida soberana portuguesa que foi contraída apenas para que o país, desde 1986, pudesse beneficiar dos fundos estruturais da União Europeia.
"Esses 121 mil milhões de euros têm que ser separados do resto da dívida. Porque isso não foi viver acima das possibilidades, não foi de os portugueses terem todos a mania que são ricos, sendo pobres. Não. Foi o Estado que teve que aportar este dinheiro, endividando-se no exterior, para ter acesso aos fundos estruturais, os tais fundos de ajuda", disse.
Artur Baptista da Silva considera ainda que, perante os efeitos do programa de ajustamento, Portugal tem todo o direito a exigir uma renegociação do memorando de entendimento.
Nas contas destes economistas das Nações Unidas, os juros que Portugal vai pagar pelos 78 mil milhões de euros do resgate são incomportáveis. O resposável fala mesmo em "agiotagem".
O PNUD passou o último ano a avaliar os efeitos do programa de ajustamento na sociedade portuguesa. Segundo Artur Baptista da Silva, os resultados

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