domingo, 23 de dezembro de 2012



Mais desemprego e fecho de restaurantes, jornais e televisões é o que prevê para 2013.
"Tinha que ser possível uma trajectória que nos aproximasse da Europa", afirma Maria de Lurdes Rodrigues que prevê que 2013 trará "tempos difíceis". Mais que estabilidade política, defende a necessidade de "estabilidade das políticas". E acha que este Governo tem condições para continuar.
Estamos no rescaldo da aprovação do Orçamento do Estado que apresenta um aumento da carga fiscal. Haveria outras alternativas?
Há alternativas que exigem tempo. Este governo é um governo de urgência, que temos que compreender. Mas a falta de tempo e recursos é inimigo de fazer bem e de forma mais ponderada. Muitas vezes, para se fazer uma reforma estrutural que vai levar a diminuição do défice é preciso fazer um investimento inicial.
Tendo em conta o OE 2013 adivinha que vamos ter um ano complicado?
Adivinho tempos muito difíceis. Acho que o pior ainda está para vir. Aumento de desemprego, baixa do rendimento das famílias e mais empresas a falir. Ficaremos mais pobres, de todos os ponto de vista. Pobres nas infra-estruturas que criámos. Não teremos jornais, não teremos televisões e não teremos restaurantes. Vamos perder uma série de instituições que demoraram anos a criar. Tinha que ser possível, com uma mobilização diferente, fazer o que é preciso e continuar numa trajectória que nos aproximasse da Europa e não o contrário.
Tendo em conta a contestação de que está ser alvo, acha que este governo tem condições para continuar?
É um governo legitimamente eleito e tem condições para governar. Precisamos de estabilidade política, mas não apenas governativa. Tem que haver estabilidade nas políticas.

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