quarta-feira, 6 de março de 2013

Vasco Lourenço: "Não há condições para um novo 25 de Abril"
   Antigo membro do MFA afirma que "se sentisse que havia condições [para fazer um novo 25 de Abril] já estava a preparar outro".
Carlos Abreu
Última atualização há 19 minutos
Vasco Lourenço fotografado em 25 de abril de 2008 no ParlamentoAlberto Frias Vasco Lourenço fotografado em 25 de abril de 2008 no Parlamento
O presidente da Associação 25 de Abril e antigo membro do Movimento das Forças Armadas (MFA) disse em entrevista à TSF que só não organiza uma nova revolução dos cravos porque entende que "não há condições para isso".
"Se sentisse que havia condições [para fazer um novo 25 de Abril] já estava a preparar outro. Sinto que não há condições para isso. Sinto que se justificava para pôr cobro a esta situação de ilegitimidade", afirmou Vasco Lourenço.
Na opinião deste tenente-coronel na reserva, o atual Governo está "vendido à finança internacional" e "não é nada patriota, antes pelo contrário".
"A minha esperança é que os portugueses sejam capazes de correr com eles e levá-los até à prisão, porque os crimes que se estão a cometer não devem ficar impunes", acrescentou.

Aguiar-Branco quer "destruir as Forças Armadas"


No dia em que as associações de militares se reúnem no Pavilhão dos Desportos de Almada para debater a atual situação das Forças Armadas, o general Garcia Leando, antigo apoiante do ministro da Defesa, diz agora que Aguiar-Branco "não sabe o que está a fazer".
"Não conheço ninguém que tenha confiança nele. Ninguém. Isto não é a mesma coisa que estar num gabinete de advogados no Porto. Tem de se fazer um esforço para aprender. Estamos todos muito preocupados, muito magoados, muito ofendidos", disse Garcia Leandro à TSF.
"Na terça feira de Carnaval do ano passado, passei uma hora e meia com o senhor ministro a explicar-lhe o que é que se devia fazer e pus-me à sua disposição. Ele quer dar cabo das Forças Armadas. Julgo que o objetivo é destruir as Forças Armadas", remata.

Militares não confiam no ministro


Em entrevista ao Expresso no sábado passado, o ex-chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas, general Valença Pinto, também reconhecia que o poder político está a funcionar em relação às Forças Armadas como uma espécie de "aprendiz de feiticeiro".
"O ministro pôs no ar uma série de sentimentos negativos que agora não sabe controlar e já não creio que sejam controláveis com ele. Lamento dizê-lo, mas a confiança entre o atual titular e as Forças Armadas está irremediavelmente ferida. Pode continuar lá mas já não governará no sentido pleno e correto do conceito", disse Valença Pinto ao Expresso.

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