Swaps: Gestores na mão de Passos
26 de Abril, 2013por David Dinis, José António Lima e Tânia Ferreira*
A secretária de Estado do Tesouro foi ao Conselho de Ministros explicar a polémica e o que fez no processo. Não convenceu todos, mas tem o apoio inequívoco de Passos. Por resolver está o caso de alguns gestores públicos no activo: o Governo divide-se sobre a sua exoneração.Maria Luís Albuquerque, a secretária de Estado responsável pelo caso das swaps, foi esta terça-feira ao Conselho de Ministros explicar os contornos da polémica e de como ela pode ser prejudicial ao Governo – do ponto de vista financeiro, mas também jurídico e político.
A sua exposição, segundo apurou o SOL, convenceu vários membros do Governo («ela tem o dom da credibilidade», dizia um centrista esta semana). Mas deixou outros desconfiados. Isto porque, afinal, não há um relatório para publicar já, como se fizera constar – uma consultora externa ainda está a trabalhar o assunto.
Além disso, não há uma distinção clara entre ‘bons’ e ‘maus’ – ou seja, entre os que, nas empresas públicas, fizeram contratos ‘só’ prejudiciais e os que entraram em produtos ‘tóxicos’. E ainda porque a própria secretária de Estado é fiscalizadora e fiscalizada: esteve na Refer em 2007, empresa que também assinou swaps, mas, segundo garantiu, nenhum deles é ‘tóxico’ para o Estado.
O que ficou certo para todos é que Maria Luís Albuquerque tem total apoio do primeiro-ministro e do ministro das Finanças. Central na preparação do regresso aos mercados, toda a estratégia do núcleo político foi montada para a proteger dos estilhaços do caso
SE NÃO LHES SAIU O TIRO PELA CULATRA ATÉ PARECE.
É PRECISO CONTAR TUDO.
A sua exposição, segundo apurou o SOL, convenceu vários membros do Governo («ela tem o dom da credibilidade», dizia um centrista esta semana). Mas deixou outros desconfiados. Isto porque, afinal, não há um relatório para publicar já, como se fizera constar – uma consultora externa ainda está a trabalhar o assunto.
Além disso, não há uma distinção clara entre ‘bons’ e ‘maus’ – ou seja, entre os que, nas empresas públicas, fizeram contratos ‘só’ prejudiciais e os que entraram em produtos ‘tóxicos’. E ainda porque a própria secretária de Estado é fiscalizadora e fiscalizada: esteve na Refer em 2007, empresa que também assinou swaps, mas, segundo garantiu, nenhum deles é ‘tóxico’ para o Estado.
O que ficou certo para todos é que Maria Luís Albuquerque tem total apoio do primeiro-ministro e do ministro das Finanças. Central na preparação do regresso aos mercados, toda a estratégia do núcleo político foi montada para a proteger dos estilhaços do caso
SE NÃO LHES SAIU O TIRO PELA CULATRA ATÉ PARECE.
É PRECISO CONTAR TUDO.
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