terça-feira, 14 de maio de 2013

Portas manipulou os portugueses, mas o CDS foi humilhado por Gaspar e Passos Coelho
Há uma coisa que certamente não passava pela cabeça dos “cismáticos grisalhos” quando ainda tinham o cabelo da cor original: que a palavra dos políticos não tivesse ter valor nenhum.

Sabiam certamente que nem sempre é possível cumprir o que se promete, mas não adivinhavam que quando um político proclama exaltado que há uma linha que não pode transpor pudesse oito dias depois arranjar um acordo que estabelecesse o inverso.

Ora foi isso que aconteceu. Paulo Portas definiu um novo paradigma para a ética política ao jeito do elástico, ou, como se trata do discurso, da própria pastilha Gorila, que se faz em balão ou se estica para depois voltar a ficar compacta. Uma espécie de geometria variável.

Não vale a pena iludirmo--nos. Portas faltou à verdade e manipulou. O mal é tão grave que ontem João Almeida teve de vir dizer que as decisões do Conselho de Ministros extraordinário não são para levar a sério. Outra declaração surrealista. Canta bem, mas não embala.

O que Portas transmitiu inicialmente foi que não haveria cortes em pensões. Foi isso que todos perceberam. Mas ao jeito do discurso da banha da cobra veio a saber-se (através do i) que ia mesmo haver cortes, de 740 milhões, em pensões para certos reformados do Estado. Ora para isso tinha de haver retroactividade, a que oficialmente chamaram convergência. Ou seja, a TSU dos reformados passou a ficção e o corte nas pensões dos reformados transformou-se numa questão semântica, mas a verdade é que ambas estão inscritas para ser executadas somando sacrifícios novos a certos reformados, pensionistas e aposentados.

Por mais voltas que dê, Portas sai deste episódio de rastos e achincalhado por Passos Coelho e Vítor Gaspar. Este último nem sequer se dignou ir ao Conselho de Ministros de ontem, em que Portas engoliu o sapo.

O estranho caso Abreu Amorim
Aqui está um personagem surpreendente. Oriundo do quadrante ideológico do CDS/PP, tornou-se conhecido através da RTP quando foi convidado para comentador. Para os ingénuos, era o contraponto num programa em que também estavam Emídio Rangel e Joana Amaral Dias. Emídio mais próximo do PS e Joana mais ligada ao Bloco de Esquerda. A lógica era Amorim sustentar o discurso de Manuela Ferreira Leite. Mas não. O propósito do programa no tempo socrático era outro: denegrir e boicotar a líder da oposição e do PSD e, simultaneamente, abrir caminho a uma alternativa interna chamada Passos Coelho. Com denodo e zelo, Amorim deu forte contributo. E como afinal Roma é generosa, foi premiado. Hoje é deputado. E mesmo mais (vá lá perceber-se como), é vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, apesar de ser um independente. Este meteoro político marcou o fim-de-semana ao dizer (o que é verdade) que Vítor Gaspar devia ser substituído. Amorim é agora também candidato independente de um PSD esfrangalhado à Câmara de Gaia. Face aos antecedentes, seria interessante saber a quem servem as suas bombásticas declarações prontamente repudiadas por Moreira da Silva. Esperemos para ver.

AS MALABARICES DE PORTAS E AMORIM SÃO DE OPORTUNISMO BARATO.
COM POLÍTICOS DESTES PORTUGAL VAI-SE AFUNDANDO.
GASPAR NÃO FOI ELEITO COMO DISSE E PASSOS NÃO ACERTA UMA.
MAS VÃO DESTRUINDO O PAÍS ALEGREMENTE.
O REGULAR FUNCIONAMENTO DADS INSTITUIÇÕES FOI POSTO EM CAUSA E SÓ HÁ UMA SOLUÇÃO SENHOR PRESIDENTE DA REPUBLICA: DISSOLVER A AR E CONVOCAR ELEIÇÕES. FOI ASSIM COM SÓCRATES E POR MUITO MENOS, FOI ASSIM COM SANTANA E VAI SER ASSIM COM PASSOS COELHO E PORTAS PORQUE MENTIRAM AO PAÍS E NÃO TÊM SOLUÇÕES PARA VENCER A CRISE,.
 

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