terça-feira, 8 de outubro de 2013

Líder distrital diz que PS deve abdicar de pelouros em eventual coligação na Câmara do Porto

Publicado às 08.47

 
  
O líder da distrital do PS/Porto, José Luís Carneiro, disse esta terça-feira que, numa eventual coligação na autarquia portuense, os socialistas deverão viabilizar as grandes propostas, mas abdicar de pelouros ou entidades municipais, defendendo o diálogo com o presidente eleito, Rui Moreira.
 
foto José Carmo/Global Imagens
Líder distrital diz que PS deve abdicar de pelouros em eventual coligação na Câmara do Porto
José Luís Carneiro, presidente da Federação do PS Porto
 
Nas eleições de 29 de setembro, o independente Rui Moreira venceu as eleições para a Câmara do Porto com maioria relativa, ficando a candidatura do PS, encabeçada por Manuel Pizarro, em segundo lugar e a do PSD, liderada por Luís Filipe Menezes, na terceira posição.
Na segunda-feira à noite decorreram duas reuniões entre socialistas - uma ao nível concelhio e outra ao nível distrital - onde foi discutida a possibilidade de uma coligação entre Rui Moreira e o PS para a Câmara do Porto.
Em declarações à agência Lusa, o líder da distrital do PS/Porto, José Luís Carneiro - que esteve presente em ambas as reuniões -, transmitiu a sua posição "pessoal" de que a vontade de cooperação e colaboração do PS na Câmara do Porto "não deve passar pela assunção de responsabilidades executivas nem tão pouco ao nível das empresas municipais".
José Luís Carneiro explicou que, ao nível da reunião da estrutura local - presidente da comissão política concelhia, Manuel Pizarro, e secretários coordenadores -, "há uma maioria favorável ao estabelecimento dessa coligação, para que o PS participe no poder".
"Todavia, naqueles que se pronunciaram na reunião de comissões políticas concelhias há a afirmação de que o PS deve aceitar um compromisso que viabilize um conjunto de linhas de orientação estratégicas para a cidade do Porto e para a área metropolitana, mas abdicando da participação em pelouros ou em entidades municipais", relatou.

QUANDO NÃO HÁ ESTRATÉGIA A MÉDIO E LONGO PRAZO, OS PROBLEMAS DA POLÍTICA E DO PS RESOLVEM-SE NA PRAÇA PÚBLICA. OS MILITANTES NÃO SÃO OUVIDOS.
HOJE HÁ VÁRIOS PALPITES PARA O FUTURO. INDIVIDUALMENTE CADA UM, SENADORES OU NÃO, VÃO ENVIANDO RECADOS E TOMANDO POSIÇÃO NA LIMHA DE PARTIDA. A DIREITA AGRADECE E ASSISTE AO TRISTE ESPETÁCULO PÚBLICO. MAIS UMA VEZ OS PARTIDOS NÃO SOUBERAM OU NÃO QUEREM LER OS RESULTADOS DAS ELEIÇÕES.
A DIREITA SILENCIOU AS ELEIÇÕES E RETOMOU OS ATAQUES DESPUDORADOS AOS GOVERNOS DO PS.
O PS DEDICA-SE AGORA À VIDA INTERNA NA PRAÇA PÚBLICA PARA TENTAR ENGANAR OS TANSOS.
OS GRUPOS REALINHAM-SE. OS OPORTUNISTAS CORREM ATRÁS DA CENOURA.
O POVO, ESSE, SOFRE A BOM SOFRER PORQUE JÁ PERDEU A ESPERANÇA NOS POLÍTICOS. JÁ NÃO TEM FORÇA PARA LUTAR.
SE ISTO NÃO MUDA É A DEMOCRACIA QUE TEM DE MUDAR.

 

1 comentário:

R. da Cunha disse...

Primeiro: os eventuais cenários já deviam ter sido objecto de estudo, mesmo antes do acto eleitoral.
Segundo: estas coisas discutem-se nos locais próprios, com sigilo, pesando os prós e os contras e só depois devem vir para a praça pública, com as devidas reservas. Ou é tudo ao molho e fé em Deus?
Quanto aos militantes, que paguem as quotas e não se intrometam nas decisões dos crânios que tudo sabem e tudo decidem.