terça-feira, 12 de novembro de 2013

Juros da dívida pública portuguesa seguem subida das "yields" na Europa
12 Novembro 2013, 16:29 por Patrícia Abreu | pabreu@negocios.pt
As "yields" portuguesas estão a acompanhar a subida dos juros na Europa, com os investidores a recearem uma retirada de estímulos nos EUA.
As “yields” das Obrigações do Tesouro estão a subir em praticamente todos os prazos, com os juros da dívida pública portuguesa a acompanharem a tendência de subida registada no Velho Continente, perante receios de uma redução de estímulos nos EUA.

Os juros da dívida pública portuguesa a 10 anos estão a avançar 9,6 pontos base, para 5,916%, invertendo a tendência descendente registada nas últimas sessões. As “yields” quebraram a barreira dos 6% na semana passada e encerraram a última sessão a negociar em 5,82%, com a dívida portuguesa a beneficiar com um relatório da Moody’s, onde a agência de notação financeira destacou os “progressos” feitos pelo País.

A Moody’s melhorou as perspectivas para Portugal, colocando o “Outlook” em "estável" e deixando em aberto uma revisão em alta da sua avaliação para a dívida portuguesa. Este relatório ofuscou as declarações do ministro Rui Machete, que admitiu que caso as “yields” a 10 anos não recuem para 4,5%, Portugal poderá ter que recorrer a um segundo resgate.

Os analistas consultados pelo Negócios acreditam que a Standard & Poor’s e a Fitch poderão seguir o exemplo da Moody’s e melhorarem as suas perspectivas para a dívida portuguesa. Mas, tudo irá depender do processo de consolidação do País.

Nas taxas a cinco anos, os juros estão a subir 11,7 pontos base, para 4,856%, enquanto nos prazos mais curtos as “yields" a dois anos avançam para 3,378%.

Os juros portugueses estão a acompanhar a tendência de subida que se verifica na Europa. As “yields” a 10 anos alemãs estão a subir dois pontos base, para 1,77%, depois de já terem tocado no nível mais elevado desde 23 de Outubro.

No caso espanhol, os juros das obrigações a 10 anos sobem três pontos base para 4,13%, enquanto no mesmo prazo, as “yields” italianas avançam para 4,15%.

A determinar a descida dos preços das obrigações europeias está a expectativa que a Reserva Federal (Fed) dos EUA possa iniciar o seu plano de retirada de estímulos monetários, uma vez que a economia americana está a crescer de forma sustentada. Os EUA reportaram na semana passada que o PIB do país cresceu 2,8% no terceiro trimestre de 2013, superando as estimativas dos ecONOMISTAS

E COMO IRÁ AGORA REAGIR O GOVERNO?
A MENTIRA TEM A PERNA CURTA.

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