quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou hoje que o Governo pretendia uma flexibilização da meta do défice de 4% para 2014, mas "aceitou" que o cumprimento do objectivo acordado "era crítico para sinalizar o seu compromisso contínuo com as reformas".
No seu relatório sobre a oitava e nona revisões ao Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF) de Portugal, hoje divulgado, lê-se que as discussões se focaram nas medidas que seriam necessárias para manter o programa no caminho certo e que face ao estreito caminho existente de acesso completo aos mercados, houve acordo de que "aderir à estratégia do programa era fundamental para sinalizar um compromisso com as reformas e aumentar a confiança".
Assim, prossegue o relatório, "as metas orçamentais foram reafirmadas e foram identificadas as medidas adicionais para alcançar essa meta".
Na sétima avaliação regular ao programa português, a meta do défice para 2014 foi estendida dos 2,5% para os 4% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo que o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, afirmou em Setembro que o Governo pretendia que a meta passasse para os 4,5%, uma opção com que a 'troika' discordou (FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu).
A 11 de Setembro, Paulo Portas afirmou no parlamento que o Governo ia continuar a defender que o objectivo do défice para o próximo ano fosse de 4,5%: "O Governo continua a pensar que a meta de 4,5% [para o défice de 2014] é a mais adequada", defendeu na altura.
"As autoridades inicialmente defenderam que uma maior flexibilização da trajectória orçamental programada - além do que tinha sido já acordado aquando da sétima revisão - poderia reforçar a recuperação ténue, mas eventualmente concordaram que a adesão aos objectivos previamente acordados era crítica para sinalizar o seu compromisso contínuo com as reformas", referem os técnicos do Fundo no documento hoje divulgado.
De acordo com o FMI, Portugal argumentou que "era necessário alargar o objectivo orçamental para reduzir o peso orçamental tendo em conta a recuperação ténue".
Já a instituição liderada por Christine Lagarde entendeu que o cenário económico para uma flexibilização "é fraco, tendo em conta a melhoria das perspectivas, o elevado e ainda crescente nível da dívida e as condições de financiamento difíceis".
Além disso, defendeu o FMI, "repetidos ajustamentos dos objectivos do programa iriam destruir a credibilidade já abalada pelo tumulto político deste verão", aquando da demissão de Vítor Gaspar da pasta das Finanças e da de Paulo Portas dos Negócios Estrangeiros, tendo este último acabado por assumir o cargo de vice-primeiro-ministro.
Assim, "no final [as autoridades portuguesas] concorreram para a visão do pessoal" do Fundo, pelo que o objectivo de 4% para o défice orçamental no próximo ano "foi reafirmado".
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COM NEGOCIADORES COMO OS DO GOVERNO PORTUGUÊS A TROIKA PODE ESTAR DESCANSADA. ELES ACEITAM TUDO O QUE LHE PÕEM À FRENTE.
A MENTIRA TEM A PERNA CURTA.
ESTAMOS A SER GOVERNADO POR UM "BANDO" DE RAPAZES QUE QUEREM DESTRUIR O PAIS.

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