Os social-democratas e verdes alemães, derrotados nas eleições do domingo passado, deixaram claro este sábado para a chanceler Angela Merkel que não abrirão mão das suas promessas eleitorais e que as negociações para formar uma coligação de governo serão duras.
Após as renúncias em séries nos dois partidos da oposição ao longo da semana, ambos se mostraram dispostos a iniciar conversas com a União Democrata-Cristã de Merkel (CDU) e a sua ala bávara da CSU, que ficaram a cinco cadeiras da maioria absoluta e procuram um parceiro para conseguir um governo estável.
A expectativa é que as primeiras negociações com o Partido Social-Democrata (SPD), cujo candidato eleitoral, Peer Steinbrück, deixou na sexta-feira a primeira linha da política, aconteçam na próxima semana, embora as conversas possam prolongar-se até Novembro.
O caminho rumo a uma «grande coligação» como a que Merkel dirigiu na sua primeira legislatura (2005-2009) mostra-se longo e tortuoso, já que o SPD decidiu que, se as negociações progredirem, o acordo será submetido pela primeira vez ao voto dos seus 470 mil militantes.
É BOM QUE A NEGOCIATA SE FAÇA ÀS CLARAS.
SE NÃO FOR FORMADO GOVERNO EM 30 DIAS TERÁ DE HAVER NOVAS ELEIÇÕES.
AFINAÇ A GRANDE VITÓRIA DO NEOLIBERALISMO NÃO É ASSIM TÃO GRANDE.
QUE A ESQUERDA NÃO TENHA ILUSÕES. SE MAIS UMA VEZ SERVIR DE BENGALA À DIREITA SERÁ DERROTADA POR MUITOS ANOS.
sábado, 28 de setembro de 2013
Bruxelas vê segundo resgate como "largamente inevitável"
Por Isabel Arriaga e Cunha (Bruxelas)
Novo pacote de empréstimos já está "parcialmente na mesa". Participação do FMI deverá ser limitada a 10%
Considerada impensável há seis meses, a eventualidade de Portugal precisar de um segundo resgate para assegurar o seu financiamento é agora vista em Bruxelas como o cenário mais provável e que já está, aliás, "parcialmente na mesa".
O primeiro-ministro, Passos Coelho, já tinha levantado a eventualidade de um segundo resgate em Agosto, após o chumbo da requalificação da função pública pelo Tribunal Constitucional (TC) e voltou a falar no tema há uma semana.
Todos os interlocutores atribuem a desconfiança dos mercados ao "ruído" - ou seja, ao desacordo - gerado dentro do Governo ao longo da Primavera em torno do nível dos cortes nas despesas do Estado e que levou, no início de Julho, à demissão do ministro das Finanças, Vítor Gaspar, e à crise política subsequente.
QUEM FALOU EM RESGATE NAS CAMPANHAS ELEITORAIS FOI O 1º. MINISTRO. ERA SÓ PARA ASSUSTAR?
"Muito provável", "praticamente inevitável" e mesmo "largamente inevitável" foram os prognósticos ouvidos pelo PÚBLICO junto de várias fontes envolvidas no actual programa de assistência financeira a Portugal. No centro desta convicção está a constatação de que muito dificilmente Portugal reconquistará a confiança dos investidores para voltar a obter nos mercados o financiamento necessário ao funcionamento do Estado a partir do fim do actual programa de ajuda, em Junho de 2014.
Com taxas de juro superiores ao nível considerado insustentável de 7%, a par da ameaça das agências de notação financeira de voltar a degradar o nível de risco da dívida portuguesa, as probabilidades de o país conseguir recuperar nos próximos meses a credibilidade perdida são neste momento consideradas quase nulas.O primeiro-ministro, Passos Coelho, já tinha levantado a eventualidade de um segundo resgate em Agosto, após o chumbo da requalificação da função pública pelo Tribunal Constitucional (TC) e voltou a falar no tema há uma semana.
Todos os interlocutores atribuem a desconfiança dos mercados ao "ruído" - ou seja, ao desacordo - gerado dentro do Governo ao longo da Primavera em torno do nível dos cortes nas despesas do Estado e que levou, no início de Julho, à demissão do ministro das Finanças, Vítor Gaspar, e à crise política subsequente.
QUEM FALOU EM RESGATE NAS CAMPANHAS ELEITORAIS FOI O 1º. MINISTRO. ERA SÓ PARA ASSUSTAR?
O ministro da Administração Interna admitiu hoje que possa haver um «atraso» na divulgação dos resultados eleitorais de domingo por causa da forma como será feita a transmissão de dados na sequência do fim dos governos civis.
Miguel Macedo falava aos jornalistas durante uma visita ao Centro de Recolha de Resultados Eleitorais, da Direção-Geral da Administração Interna, em Oeiras.O ministro visitou a sala onde serão monitorizados os resultados das eleições autárquicas de domingo.
Diário Digital / Lusa
COM ESTE GOVERNO NADA FUNCIONA, OU QUASE NADA, PORQUE A AUSTERIDADE ESSA É A DOER E VEM AÍ MAIS PARA OS QUE ACREDITAM NAS PALAVRINHAS MANSAS DO 1º. PRIMEIRO MINISTRO E DO 2º. PRIMEIRO MINISTRO PAULO PORTAS.
COM O OE PARA 2014 OS PORTUGUESES VÃO SABER QUANTO CUSTA A VIDA COM O NEOLIBERALISMO SELVAGEM.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Mijar para a história
por FERNANDA CÂNCIOHoje
O primeiro-ministro mais divertido da história recente é Pinheiro de Azevedo.
Que gritava "bardamerda para o fascista", que metia as mãos nos suspensórios
para afirmar aos jornalistas, com ar de quem tinha regado bem o almoço, ou, não
tendo ainda almoçado, de quem começava cedo, "não gosto de ser sequestrado, é
uma coisa que me chateia" (a propósito do cerco de operários a São Bento), que
declarou greve do Governo e cunhou o famoso "É só fumaça, o povo é sereno".
Almirante, este homem de trato pouco polido e claro sentido de humor dirigiu um
dos enésimos governos provisórios do pós-25 de abril, num tempo épico e louco,
cheio de som, fúria e esperança, tendo-lhe calhado a ingrata tarefa de pilotar o
País entre agosto de 1975 e junho de 1976.
Não fosse tão exuberante no linguajar e talvez ninguém o distinguisse hoje dos outros PM desse conturbado período - à exceção, claro, de Vasco Gonçalves, que substituiu. Talvez Passos Coelho, que tinha 11 anos quando Pinheiro de Azevedo tomou posse, pense, por se considerar no segundo processo revolucionário em curso do pós-25 de abril, ser apropriado recuperar a linguagem desbragada de um PM do original PREC - e que, se por mais nada, será ao menos por isso recordado. Há, aliás, se virmos bem, mais paralelismos entre os dois. Onde Pinheiro de Azevedo se via cercado pelos gonçalvistas, Passos crê-se sitiado pelos juízes do Constitucional; onde Pinheiro de Azevedo foi o penúltimo dirigente governamental antes do advento da democracia (as primeiras legislativas), e estava em funções quando a Constituição entrou em vigor, a 25 de abril de 76, o atual PM quis ser o primeiro a rasgar o contrato eleitoral mal tomou posse, fazendo tudo ao contrário do que propusera, tendo como objetivo inconfesso cilindrar a Constituição.
De alguma forma, Passos é a antítese de Pinheiro de Azevedo: o segundo pretendeu "acalmar" um Portugal incendiado pelas paixões políticas, o primeiro quer, na esteira de Vasco Gonçalves, reacender o conflito entre patrões e trabalhadores, entre esquerda e direita, entre democratas e autoritários. Pinheiro de Azevedo foi um nome da transição para a democracia; Passos é a cara de um Executivo que se verga a todos os ditados de poderes estrangeiros e estranhos ao primado da representação democrática. Quando, na tão esforçada campanha para umas eleições que alegadamente queria "que se lixassem", usa a elegante expressão "para trás mija a burra", o primeiro-ministro está, afinal, a assumir que, para ele, a história começou a 5 de junho de 2011, quando decidiu implantar um novo regime e, à boa maneira estalinista, redesenhar a realidade, justificando todas as suas ações na paranoia do cerco e da inevitabilidade. Conta para isso com o proverbial "povo sereno". Não podemos saber o que lhe diria cara a cara o desaparecido em 1983 "almirante sem medo", mas podemos apostar que não andaria longe de "bardamerda". E nós?
O POVO TEM DE DAR A RESPOSTA NO DIA 29. VOTAR EM MASSA CONTRA ESTE GOVERNO QUE DESGRAÇA O PAÍS E AS PESSOAS.
É UM BANDO QUE NÃO SABE MAIS QUE FAZER PARA EMPOBRECER OS PORTUGUESES.
AJOELHOU PERANTE OS CREDORES.
MENTE DESCARADAMENTE.
SE O VOTO É UMA ARMA PORQUE NÃO USÁ.LA?
Não fosse tão exuberante no linguajar e talvez ninguém o distinguisse hoje dos outros PM desse conturbado período - à exceção, claro, de Vasco Gonçalves, que substituiu. Talvez Passos Coelho, que tinha 11 anos quando Pinheiro de Azevedo tomou posse, pense, por se considerar no segundo processo revolucionário em curso do pós-25 de abril, ser apropriado recuperar a linguagem desbragada de um PM do original PREC - e que, se por mais nada, será ao menos por isso recordado. Há, aliás, se virmos bem, mais paralelismos entre os dois. Onde Pinheiro de Azevedo se via cercado pelos gonçalvistas, Passos crê-se sitiado pelos juízes do Constitucional; onde Pinheiro de Azevedo foi o penúltimo dirigente governamental antes do advento da democracia (as primeiras legislativas), e estava em funções quando a Constituição entrou em vigor, a 25 de abril de 76, o atual PM quis ser o primeiro a rasgar o contrato eleitoral mal tomou posse, fazendo tudo ao contrário do que propusera, tendo como objetivo inconfesso cilindrar a Constituição.
De alguma forma, Passos é a antítese de Pinheiro de Azevedo: o segundo pretendeu "acalmar" um Portugal incendiado pelas paixões políticas, o primeiro quer, na esteira de Vasco Gonçalves, reacender o conflito entre patrões e trabalhadores, entre esquerda e direita, entre democratas e autoritários. Pinheiro de Azevedo foi um nome da transição para a democracia; Passos é a cara de um Executivo que se verga a todos os ditados de poderes estrangeiros e estranhos ao primado da representação democrática. Quando, na tão esforçada campanha para umas eleições que alegadamente queria "que se lixassem", usa a elegante expressão "para trás mija a burra", o primeiro-ministro está, afinal, a assumir que, para ele, a história começou a 5 de junho de 2011, quando decidiu implantar um novo regime e, à boa maneira estalinista, redesenhar a realidade, justificando todas as suas ações na paranoia do cerco e da inevitabilidade. Conta para isso com o proverbial "povo sereno". Não podemos saber o que lhe diria cara a cara o desaparecido em 1983 "almirante sem medo", mas podemos apostar que não andaria longe de "bardamerda". E nós?
O POVO TEM DE DAR A RESPOSTA NO DIA 29. VOTAR EM MASSA CONTRA ESTE GOVERNO QUE DESGRAÇA O PAÍS E AS PESSOAS.
É UM BANDO QUE NÃO SABE MAIS QUE FAZER PARA EMPOBRECER OS PORTUGUESES.
AJOELHOU PERANTE OS CREDORES.
MENTE DESCARADAMENTE.
SE O VOTO É UMA ARMA PORQUE NÃO USÁ.LA?
António Costa garante que “as boas sondagens que têm aparecido”, incluindo aquela que foi divulgada esta sexta-feira e que lhe atribui 48% das intenções de voto em Lisboa, não o deixam “adormecido e embalado”.
O autarca diz-se “confiante” numa vitória em toda a linha, não só na câmara mas também na assembleia municipal e nas juntas de freguesia, acrescentando que neste momento há apenas uma dúvida: “Que condições vamos ter para governar o município.”
Num balanço de campanha realizado ao fim da manhã desta sexta-feira, o ainda presidente da Câmara de Lisboa, que se recandidata a um derradeiro mandato, deixou críticas aos partidos à esquerda. “Impressiona-me muito como em Lisboa o único objectivo a que o PCP e o BE se propõem é o enfraquecimento do PS”, disse, criticando o facto de ambos os partidos se terem mostrado indisponíveis para um acordo, quer antes quer depois das eleições.
“Temos de nos bastar a nós próprios”, concluiu António Costa, sublinhando que para isso “é fundamental uma votação clara e expressiva”. Seguindo uma ideia vincada por Helena Roseta (cabeça de lista à Assembleia Municipal de Lisboa) na intervenção antes da sua, o candidato frisou que esta não é uma candidatura do PS, mas sim do “PS mais”, porque integra o movimento Cidadãos por Lisboa, a associação Lisboa é Muita Gente e independentes.
As eleições de 2009 deram-lhe nove dos 17 lugares de vereador da câmara e as sondagens dizem que poderá agora chegar aos dez. Depois de seis anos à frente do município, António Costa defende que o ideal é que haja “pelo menos” 11 eleitos com pelouros, para não haver uma sobrecarga de responsabilidades.
Essa é, no entanto, uma meta que o “PS mais” não deverá conseguir alcançar, dado que a entrega de pelouros a outras forças política parece estar fora de questão. À esquerda porque, sublinha António Costa, o PCP e o BE afastaram essa hipótese, e à direita porque essa é uma possibilidade que o candidato nem sequer equaciona. “Não faz sentido haver um entendimento entre nós de partilha de soluções governativas”, diz, referindo-se a Fernando Seara, da coligação PSD/CDS/MPT.
José Sá Fernandes também esteve presente no balanço da campanha, onde criticou o BE, partido com o apoio do qual foi eleito em 2007, mas que acabou por lhe retirar a confiança política. “O BE à primeira oportunidade fugiu das responsabilidades. Não estão para construir algo em Lisboa mas sim para atacar o PS”, disse o vereador, que pela segunda vez concorre à Câmara de Lisboa na lista de António Costa.
Já Helena Roseta, actual vereadora e candidata à presidência da assembleia municipal, considerou que o “PS mais” de que fala “será uma grande lição para as forças de esquerda”. A autarca reafirmou que a candidatura que integra pretende concretizar “políticas anti-crise” em Lisboa, fazendo da cidade “um bastião de resistência às políticas de austeridade”.
Num balanço de campanha realizado ao fim da manhã desta sexta-feira, o ainda presidente da Câmara de Lisboa, que se recandidata a um derradeiro mandato, deixou críticas aos partidos à esquerda. “Impressiona-me muito como em Lisboa o único objectivo a que o PCP e o BE se propõem é o enfraquecimento do PS”, disse, criticando o facto de ambos os partidos se terem mostrado indisponíveis para um acordo, quer antes quer depois das eleições.
“Temos de nos bastar a nós próprios”, concluiu António Costa, sublinhando que para isso “é fundamental uma votação clara e expressiva”. Seguindo uma ideia vincada por Helena Roseta (cabeça de lista à Assembleia Municipal de Lisboa) na intervenção antes da sua, o candidato frisou que esta não é uma candidatura do PS, mas sim do “PS mais”, porque integra o movimento Cidadãos por Lisboa, a associação Lisboa é Muita Gente e independentes.
As eleições de 2009 deram-lhe nove dos 17 lugares de vereador da câmara e as sondagens dizem que poderá agora chegar aos dez. Depois de seis anos à frente do município, António Costa defende que o ideal é que haja “pelo menos” 11 eleitos com pelouros, para não haver uma sobrecarga de responsabilidades.
Essa é, no entanto, uma meta que o “PS mais” não deverá conseguir alcançar, dado que a entrega de pelouros a outras forças política parece estar fora de questão. À esquerda porque, sublinha António Costa, o PCP e o BE afastaram essa hipótese, e à direita porque essa é uma possibilidade que o candidato nem sequer equaciona. “Não faz sentido haver um entendimento entre nós de partilha de soluções governativas”, diz, referindo-se a Fernando Seara, da coligação PSD/CDS/MPT.
José Sá Fernandes também esteve presente no balanço da campanha, onde criticou o BE, partido com o apoio do qual foi eleito em 2007, mas que acabou por lhe retirar a confiança política. “O BE à primeira oportunidade fugiu das responsabilidades. Não estão para construir algo em Lisboa mas sim para atacar o PS”, disse o vereador, que pela segunda vez concorre à Câmara de Lisboa na lista de António Costa.
Já Helena Roseta, actual vereadora e candidata à presidência da assembleia municipal, considerou que o “PS mais” de que fala “será uma grande lição para as forças de esquerda”. A autarca reafirmou que a candidatura que integra pretende concretizar “políticas anti-crise” em Lisboa, fazendo da cidade “um bastião de resistência às políticas de austeridade”.
ASSIM É QUE SE FALA.
O PCP E BE FALAM MUITO DE ESQUERDA MAS FAZEM ACORDOS COM A DIREITA PARA DERRUBAR O PS COMO FOI NO PEC IV.
MAS OS ELEITORES JÁ PERCEBERAM O QUE ELES QUEREM.
Mário Soares afirma na carta, que na impossibilidade de se deslocar ao Porto, não quer “deixar de enviar uma mensagem de total solidariedade” para com Pizarro “rumo à vitória do PS”
O candidato do PS à Câmara do Porto, Manuel Pizarro, recebeu hoje o apoio do antigo Presidente da República Mário Soares, que lhe deseja que “seja o campeão dessa tão difícil batalha” eleitoral.
“Tenho seguido com muito interesse o esforço enorme que tem feito para que o PS ganhe também as eleições no Porto e você seja o campeão dessa tão difícil batalha”, afirma Mário Soares, numa mensagem escrita dirigida a Pizarro, na qual lamenta não poder estar presente neste último dia de campanha eleitoral no Porto a seu lado.
“É uma mensagem que me enche de alegria”, afirmou à Lusa Pizarro, salientando que Mário Soares “foi sempre um lutador por um conjunto de valores” com os quais se identifica, em especial “os valores da liberdade e da solidariedade”.
Para o candidato socialista, nesta fase da campanha, a luta pela presidência da autarquia é entre si, “um candidato de esquerda”, e “dois candidatos com ligação ao Governo – um que é o candidato oficial do PSD [Luís Filipe Menezes] e outro que, sendo independente, tem o apoio formal do CDS [Rui Moreira]”.
“O dr. Mário Soares é um homem que travou muitas batalhas difíceis na sua vida e ganhou muitas delas. Basta lembrar a sua primeira eleição presidencial. Portanto, é muito inspirador”, sustentou.
O socialista afirmou estar “em condições de vencer as eleições” e entende ser “imperioso”, quer para o Porto, quer para o país, que os cidadãos “deem um sinal de rejeição desta política centralista e desumana do Governo”.
“O PS é o partido que apresenta o projeto mais consistente e que melhor garante o desenvolvimento e coesão da cidade”, concluiu Manuel Pizarro.
Mário Soares afirma na carta, que na impossibilidade de se deslocar ao Porto, não quer “deixar de enviar uma mensagem de total solidariedade” para com Pizarro “rumo à vitória do PS”.
Além de Manuel Pizarro, concorrem ao Porto Luís Filipe Menezes (PSD/MPT/PPM), Pedro Carvalho (CDU), José Soeiro (BE), Rui Moreira (independente apoiado pelo CDS-PP), Nuno Cardoso (independente), José Carlos Santos (PCTP/MRPP) e José Manuel Costa Pereira (PTP).
“Tenho seguido com muito interesse o esforço enorme que tem feito para que o PS ganhe também as eleições no Porto e você seja o campeão dessa tão difícil batalha”, afirma Mário Soares, numa mensagem escrita dirigida a Pizarro, na qual lamenta não poder estar presente neste último dia de campanha eleitoral no Porto a seu lado.
“É uma mensagem que me enche de alegria”, afirmou à Lusa Pizarro, salientando que Mário Soares “foi sempre um lutador por um conjunto de valores” com os quais se identifica, em especial “os valores da liberdade e da solidariedade”.
Para o candidato socialista, nesta fase da campanha, a luta pela presidência da autarquia é entre si, “um candidato de esquerda”, e “dois candidatos com ligação ao Governo – um que é o candidato oficial do PSD [Luís Filipe Menezes] e outro que, sendo independente, tem o apoio formal do CDS [Rui Moreira]”.
“O dr. Mário Soares é um homem que travou muitas batalhas difíceis na sua vida e ganhou muitas delas. Basta lembrar a sua primeira eleição presidencial. Portanto, é muito inspirador”, sustentou.
O socialista afirmou estar “em condições de vencer as eleições” e entende ser “imperioso”, quer para o Porto, quer para o país, que os cidadãos “deem um sinal de rejeição desta política centralista e desumana do Governo”.
“O PS é o partido que apresenta o projeto mais consistente e que melhor garante o desenvolvimento e coesão da cidade”, concluiu Manuel Pizarro.
Mário Soares afirma na carta, que na impossibilidade de se deslocar ao Porto, não quer “deixar de enviar uma mensagem de total solidariedade” para com Pizarro “rumo à vitória do PS”.
Além de Manuel Pizarro, concorrem ao Porto Luís Filipe Menezes (PSD/MPT/PPM), Pedro Carvalho (CDU), José Soeiro (BE), Rui Moreira (independente apoiado pelo CDS-PP), Nuno Cardoso (independente), José Carlos Santos (PCTP/MRPP) e José Manuel Costa Pereira (PTP).
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Dívida pública portuguesa é insustentável e tem de ser reestruturada - Conselheiro de George Bush
A dívida pública portuguesa é insustentável e vai precisar de uma considerável reestruturação, afirmou em entrevista à Lusa o economista e antigo conselheiro do ex-presidente dos Estados Unidos em 1990, George Bush.
Robert Kahn, em Portugal a convite da Embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) e da Universidade Católica para um debate que decorrer hoje com o ex-ministro das Finanças Vítor Gaspar sobre reestruturação de dívida, integra atualmente a equipa de especialistas do 'think-tank' Council of Foreign Relations, e já trabalhou para o Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional, Reserva Federal e para o Departamento do Tesouro dos EUA.
O especialista em gestão de crises da dívida pública defende que toda a periferia da zona euro vai precisar de um perdão de dívida considerável e sugere mesmo a abordagem do Clube de Paris, um grupo informal formado por 19 países desenvolvidos que ajudam financeiramente países em desenvolvimento com dificuldades económicas.
SÓ PASSOS COELHO É QUE NÃO QUER VER.
O especialista em gestão de crises da dívida pública defende que toda a periferia da zona euro vai precisar de um perdão de dívida considerável e sugere mesmo a abordagem do Clube de Paris, um grupo informal formado por 19 países desenvolvidos que ajudam financeiramente países em desenvolvimento com dificuldades económicas.
SÓ PASSOS COELHO É QUE NÃO QUER VER.
TC declara inconstitucionais algumas alterações ao Código do Trabalho
O Tribunal Constitucional (TC) declarou inconstitucionais algumas das novas normas do Código de Trabalho, relacionadas com o despedimento por extinção do posto trabalho e por inadaptação, segundo um acórdão a que a Lusa teve hoje acesso.
O acórdão, com data de 20 de setembro, responde a um pedido de fiscalização sucessiva da constitucionalidade de normas introduzidas no Código do Trabalho em 2012, entregue por deputados do PCP , BE e Verdes, no TC a 12 de julho do ano passado.
O TC declara ainda inconstitucional que se coloque o Código de Trabalho acima da contratação coletiva, no que se refere ao descanso compensatório e à majoração de três dias de férias, embora considere constitucional o fim da possibilidade de aumentar o período anual de férias em função da assiduidade, quando tal é regulado pela lei geral. O Tribunal considerou também que a redução de quatro feriados cumpre a Constituição.
MAIS UMA DO GOVERNO QUE NÃO QUER CUMPRIR A CONSTITUIÇÃO.
O TC declara ainda inconstitucional que se coloque o Código de Trabalho acima da contratação coletiva, no que se refere ao descanso compensatório e à majoração de três dias de férias, embora considere constitucional o fim da possibilidade de aumentar o período anual de férias em função da assiduidade, quando tal é regulado pela lei geral. O Tribunal considerou também que a redução de quatro feriados cumpre a Constituição.
MAIS UMA DO GOVERNO QUE NÃO QUER CUMPRIR A CONSTITUIÇÃO.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
O primeiro-ministro, Passos Coelho, decidiu, sob proposta dos respectivos ministros e com luz verde da ministra das Finanças, atribuir um subsídio diário de 25 euros, com efeitos retroactivos, a quatro novos elementos do elenco governativo, avança o Jornal de Negócios.
A edição online do Jornal de Negócios revela, esta quarta-feira, que quatro secretários de Estado, nomeadamente Berta Cabral, Fernando Alexandre, João Grancho, e Nuno Vieira e Brito, vão ter direito a um subsídio de alojamento no valor diário de 25 euros e com efeitos retroactivos.
A decisão foi tomada pelo gabinete do primeiro-ministro Passos Coelho depois de apresentada a proposta pelos líderes dos ministérios a que pertencem e do “parecer favorável da ministra de Estado e das Finanças, Maria Luís Albuquerque.”
Segundo o Jornal de Negócios, os subsídios atribuídos, no “montante de 50% do valor das ajudas de custo estabelecidas para as remunerações base superiores ao nível remuneratório 18”, têm um valor diário de 25,10 euros, o que por mês perfaz um total de 778,10 euros para as despesas com a habitação em Lisboa.
Porém, esta ajuda tem “efeitos a partir da data da sua posse e pelo período de duração das respectivas funções”.
Ora, a secretária de Estado da Defesa, Berta Cabral e o secretário de Estado adjunto do ministro da Administração Interna, Fernando Alexandre, tomaram posse em Abril deste ano mas João Grancho, secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, e Nuno Vieira e Brito, que tem a pasta da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, entraram para o Governo em Outubro do ano passado e Fevereiro deste ano, respectivamente.
Contas feitas: João Grancho, natural do Porto, terá a receber 7.781 euros; Nuno Vieira e Brito, 5.446 euros, Berta Cabral, natural dos Açores, e Fernando Alexandre, de Braga, vão receber cada um 3.112 euros. Pelo que, só em retroactivos, o Governo vai pagar a estes quatro secretários de Estado perto de 20 mil euros, de acordo com a decisão de Passos Coelho hoje publicada em Diário da República, mas com data de 10 de Setembro.
QUANDO É PARA OS AMIGALHAÇOS HÁ SEMPRE DINHEIRO.
25 de Setembro, 2013
O secretário-geral do PS dirigiu-se hoje aos críticos da situação do país para sustentar que não basta protestar e que é preciso mudar, temendo que esses desiludidos cruzem os braços e se abstenham no próximo domingo."Faço um forte apelo aos portugueses para que votem no domingo. Sei que há muita gente desiludida e desencantada, mas o voto não é um favor que se faz aos políticos, mas uma opção que as pessoas têm para manifestar a suas escolhas", declarou António José Seguro no final de uma acção de campanha na Marinha Grande.
Neste contexto, Seguro chegou mesmo a advertir os eleitores descontentes com a situação do país que "não basta protestar, não basta discordar e não basta dizer que é preciso mudar".
"É preciso que essa mudança se concretize no voto", concluiu a seguir.
Interrogado pelos jornalistas se teme uma elevada abstenção nas eleições de domingo, o líder socialista respondeu que, na presente conjuntura de crise, "as pessoas desencantadas [com a política] podem ser levadas a cruzar os braços e a ficar em casa".
"É importante que as pessoas vão votar e façam as suas opções", salientou, antes de dizer que o emprego tem sido "a prioridade" da sua campanha pelo país.
A meio da tarde, António José Seguro esteve ao lado de outro autarca do PS recandidato, Raul de Castro, presidente do município de Leiria.
Seguro e Raul de Castro visitaram a fábrica de moldes DRT, na freguesia de Marrazes, que exporta a totalidade da sua produção e tem entre os seus clientes da indústria automóvel a Porsche e a Jaguar, tendo registado uma facturação consolidada de 15 milhões de euros no ano passado.
O secretário-geral do PS afirmou-se "orgulhoso" com o exemplo de sucesso desta moderna empresa de moldes, que tem 90 trabalhadores.
A empresária, Sónia Calado, queixou-se ao líder socialista da burocracia exigida pelos serviços do Estado e defendeu que deveria haver mais apoios ao emprego de jovens qualificados e não apenas de cidadãos desempregados de longa duração.
"Nesta empresa precisamos de quadros muito qualificados", justificou.
António José Seguro referiu-se a outras ideias, dando especial relevo à sua proposta de equiparar no plano fiscal os reinvestimentos dos lucros aos empréstimos junto da banca.
"Isso ajudaria muito", reconheceu a empresária em conversa com o secretário-geral do PS.
No primeiro ponto da tarde, a caravana socialista apanhou chuva em Pombal, o que atrapalhou a arruada neste concelho de tradicional maioria PSD, em que o PS candidata a presidente da Câmara Adelino Mendes.
Lusa/SOL
Neste contexto, Seguro chegou mesmo a advertir os eleitores descontentes com a situação do país que "não basta protestar, não basta discordar e não basta dizer que é preciso mudar".
"É preciso que essa mudança se concretize no voto", concluiu a seguir.
Interrogado pelos jornalistas se teme uma elevada abstenção nas eleições de domingo, o líder socialista respondeu que, na presente conjuntura de crise, "as pessoas desencantadas [com a política] podem ser levadas a cruzar os braços e a ficar em casa".
"É importante que as pessoas vão votar e façam as suas opções", salientou, antes de dizer que o emprego tem sido "a prioridade" da sua campanha pelo país.
A meio da tarde, António José Seguro esteve ao lado de outro autarca do PS recandidato, Raul de Castro, presidente do município de Leiria.
Seguro e Raul de Castro visitaram a fábrica de moldes DRT, na freguesia de Marrazes, que exporta a totalidade da sua produção e tem entre os seus clientes da indústria automóvel a Porsche e a Jaguar, tendo registado uma facturação consolidada de 15 milhões de euros no ano passado.
O secretário-geral do PS afirmou-se "orgulhoso" com o exemplo de sucesso desta moderna empresa de moldes, que tem 90 trabalhadores.
A empresária, Sónia Calado, queixou-se ao líder socialista da burocracia exigida pelos serviços do Estado e defendeu que deveria haver mais apoios ao emprego de jovens qualificados e não apenas de cidadãos desempregados de longa duração.
"Nesta empresa precisamos de quadros muito qualificados", justificou.
António José Seguro referiu-se a outras ideias, dando especial relevo à sua proposta de equiparar no plano fiscal os reinvestimentos dos lucros aos empréstimos junto da banca.
"Isso ajudaria muito", reconheceu a empresária em conversa com o secretário-geral do PS.
No primeiro ponto da tarde, a caravana socialista apanhou chuva em Pombal, o que atrapalhou a arruada neste concelho de tradicional maioria PSD, em que o PS candidata a presidente da Câmara Adelino Mendes.
Lusa/SOL
Soares considerou ainda que a crise na Europa resulta do desaparecimento da democracia-cristã "a sério" mas também da "morte" de diversos partidos socialistas e social democratas
O antigo Presidente da República Mário Soares disse hoje que Ângela Merkel "não ganhou" as eleições alemãs porque não foi maioritária e espera o contributo na mudança face à atual crise dos social-democratas e socialistas alemães.
"Toda a gente diz que [Ângela Merkel] ganhou [as eleições alemãs] mas não ganhou, não foi maioritária", disse Mário Soares, na Figueira da Foz, durante uma ação de campanha do PS local.
Para Mário Soares é urgente mudar "rapidamente" de políticas para vencer a crise, dando precisamente o exemplo alemão onde espera que a mudança aconteça "com a ajuda dos social democratas e socialistas".
Soares considerou ainda que a crise na Europa resulta do desaparecimento da democracia-cristã "a sério" mas também da "morte" de diversos partidos socialistas e social democratas.
"A democracia-cristã a sério desapareceu. A crise que estamos a viver é uma crise por morte dos dois grandes partidos que fizeram a Europa, socialistas e social democratas e da democracia cristã a sério", frisou.
O ex-PR argumentou que o povo português, face à atual conjuntura económica e financeira, "está mal", destacando, em especial, quem vive nas grandes cidades "e vai às caixas à procura de comida".
"É uma situação insuportável", sustentou.
E A MORTE DOS PARTIDOS TRABALHISTAS, SOCIALISTAS E SOCIAIS-DEMOCRATAS COMEÇOU NA ALEMANHA COM O LIDER DO SPD SR. SHROEDER QUE FOI MAIS LONGE DO QUE BLAIR E DEPOIS NO 1º. GOVERNO DE MERKEL O SPD AJUDOU MERKEL COM O MINISTRO DAS FINANÇAS DO SPD QUE AGORA ERA CANDIDATO CONTRA MERKEL. O POVO NÃO COMPREENDE ISTO.
"Toda a gente diz que [Ângela Merkel] ganhou [as eleições alemãs] mas não ganhou, não foi maioritária", disse Mário Soares, na Figueira da Foz, durante uma ação de campanha do PS local.
Para Mário Soares é urgente mudar "rapidamente" de políticas para vencer a crise, dando precisamente o exemplo alemão onde espera que a mudança aconteça "com a ajuda dos social democratas e socialistas".
Soares considerou ainda que a crise na Europa resulta do desaparecimento da democracia-cristã "a sério" mas também da "morte" de diversos partidos socialistas e social democratas.
"A democracia-cristã a sério desapareceu. A crise que estamos a viver é uma crise por morte dos dois grandes partidos que fizeram a Europa, socialistas e social democratas e da democracia cristã a sério", frisou.
O ex-PR argumentou que o povo português, face à atual conjuntura económica e financeira, "está mal", destacando, em especial, quem vive nas grandes cidades "e vai às caixas à procura de comida".
"É uma situação insuportável", sustentou.
E A MORTE DOS PARTIDOS TRABALHISTAS, SOCIALISTAS E SOCIAIS-DEMOCRATAS COMEÇOU NA ALEMANHA COM O LIDER DO SPD SR. SHROEDER QUE FOI MAIS LONGE DO QUE BLAIR E DEPOIS NO 1º. GOVERNO DE MERKEL O SPD AJUDOU MERKEL COM O MINISTRO DAS FINANÇAS DO SPD QUE AGORA ERA CANDIDATO CONTRA MERKEL. O POVO NÃO COMPREENDE ISTO.
Seguro acusa Passos de tentar desviar atenções
Segundo o líder socialista, a lei das campanhas eleitorais serve para o primeiro-ministro não falar dos “pesados sacrifícios aos portugueses”.
25-09-2013 20:52
António José Seguro acusa o primeiro-ministro de tentar desviar as atenções dos portugueses ao propor alterações à lei das campanhas eleitorais.
O líder do PS garante que apenas falará do tema após as eleições de domingo, até lá só discute o que considera serem os verdadeiros problemas do país.
“Porque é que ele [Passos] exigiu pesados sacrifícios aos portugueses, porque fez cortes nas reformas e nos salários, porque despediu professores e porque aumentou impostos e, ao mesmo tempo, não cumpre com os seus objectivos, já que há cada vez mais crise, tal como se demonstra nos dados da mais recente execução orçamental", disse na Marinha Grande.
Seguro garantiu ainda que os recados do Presidente da República têm como destinatário Passos Coelho. Depois de Cavaco Silva ter apelado aos dirigentes políticos para falarem de crescimento económico e criação de emprego, o líder do PS garantiu que pela parte que lhe toca é isso que faz.
MAS TEM DE DIZER MAIS AOS PORTUGUESES.
O líder do PS garante que apenas falará do tema após as eleições de domingo, até lá só discute o que considera serem os verdadeiros problemas do país.
“Porque é que ele [Passos] exigiu pesados sacrifícios aos portugueses, porque fez cortes nas reformas e nos salários, porque despediu professores e porque aumentou impostos e, ao mesmo tempo, não cumpre com os seus objectivos, já que há cada vez mais crise, tal como se demonstra nos dados da mais recente execução orçamental", disse na Marinha Grande.
Seguro garantiu ainda que os recados do Presidente da República têm como destinatário Passos Coelho. Depois de Cavaco Silva ter apelado aos dirigentes políticos para falarem de crescimento económico e criação de emprego, o líder do PS garantiu que pela parte que lhe toca é isso que faz.
MAS TEM DE DIZER MAIS AOS PORTUGUESES.
Publicado hoje às 17:06
O FMI defende a mutualização da dívida europeia e a criação de fundos anti-crise a nível nacional e europeu. O fundo diz ainda que a zona euro deve avançar para uma harmonização da política fiscal.
Num relatório publicado esta quarta-feira, um conjunto de técnicos do fundo argumenta ainda que os 17 países que partilham a moeda única devem avançar para uma harmonização da política fiscal que passa pela cedência de parte da soberania orçamental.
Esta crise, escrevem os técnicos do FMI, trouxe à tona a globalização financeira, sendo que os problemas locais podem rapidamente alastrar a outros países.
Para evitar futuras crises na zona euro, a harmonização fiscal é um caminho a considerar de forma muito séria pelos 17 países que partilham a moeda única, que devem estar preparados para abdicar de pelo menos parte do controlo sobre os próprios orçamentos.
Sem referirem países concretos, os especialistas dizem que a zona euro não pode dar-se ao luxo de repetir políticas fiscais imprudentes levadas a cabo nalguns estados-membro; por isso, devem receber incentivos para não as voltar a aplicar e ameaças fortes para o caso de o fazerem.
A disciplina fiscal permitiria a criação de fundos anti-crise que devem funcionar a nível nacional e europeu.
Esta crise, escrevem os técnicos do FMI, trouxe à tona a globalização financeira, sendo que os problemas locais podem rapidamente alastrar a outros países.
Para evitar futuras crises na zona euro, a harmonização fiscal é um caminho a considerar de forma muito séria pelos 17 países que partilham a moeda única, que devem estar preparados para abdicar de pelo menos parte do controlo sobre os próprios orçamentos.
Sem referirem países concretos, os especialistas dizem que a zona euro não pode dar-se ao luxo de repetir políticas fiscais imprudentes levadas a cabo nalguns estados-membro; por isso, devem receber incentivos para não as voltar a aplicar e ameaças fortes para o caso de o fazerem.
A disciplina fiscal permitiria a criação de fundos anti-crise que devem funcionar a nível nacional e europeu.
Hugo Neutel
ANDAM SEMPRE COM PALPITES. QUEM DEFINE AS POLITICAS PARA A UE NÃO É A UNIÃO?
O Governo cancelou o contrato de assessoria com a empresa de António Borges e Diogo Lucena, na sequência da morte do ex-presidente do PSD e ex-administrador da Goldman Sachs. “A Parpública confirma que as partes chegaram a acordo para denunciar o contrato, estando o processo a decorrer”, afirmou fonte oficial da empresa esta semana ao SOL.
O contrato foi assinado, pela primeira vez, em Fevereiro de 2012 e tinha sido renovado este ano. O acordo foi feito entre a Parpública e a empresa que Borges detinha, a ABDL – António Borges e Diogo Lucena (ex-administrador da Fundação Gulbenkian) – e previa o pagamento de 25 mil euros mensais, que, segundo Borges, eram repartidos por uma equipa de cinco pessoas.
O objectivo do contrato era claro: consultoria para as privatizações, reestruturação do sector empresarial do Estado e renegociação das parcerias público-privadas. Um dos últimos dossiês em que Borges trabalhou foi na privatização dos CTT.
Mas, na verdade, o contrato era na prática destinado ao próprio Borges, que faleceu dia 25 de Agosto, vítima de cancro.
Como consultor do Governo, teve muitas vezes opiniões diferentes das do Executivo. No final de Janeiro, por exemplo, afirmou que a privatização da RTP ia mesmo avançar e, dias depois, o Governo adiava o processo de alienação da estação pública. Em 2012, tinha defendido a privatização da Caixa Geral de Depósitos, mas o Governo garantia que essa hipótese não estava em cima da mesa.
A Parpública não esclarece se, agora, na ausência de Borges, vai contratar outro consultor para as mesmas áreas.
ESTAS ASSESSORIAS SÃO ESCANDALOSAS.
O contrato foi assinado, pela primeira vez, em Fevereiro de 2012 e tinha sido renovado este ano. O acordo foi feito entre a Parpública e a empresa que Borges detinha, a ABDL – António Borges e Diogo Lucena (ex-administrador da Fundação Gulbenkian) – e previa o pagamento de 25 mil euros mensais, que, segundo Borges, eram repartidos por uma equipa de cinco pessoas.
O objectivo do contrato era claro: consultoria para as privatizações, reestruturação do sector empresarial do Estado e renegociação das parcerias público-privadas. Um dos últimos dossiês em que Borges trabalhou foi na privatização dos CTT.
Mas, na verdade, o contrato era na prática destinado ao próprio Borges, que faleceu dia 25 de Agosto, vítima de cancro.
Como consultor do Governo, teve muitas vezes opiniões diferentes das do Executivo. No final de Janeiro, por exemplo, afirmou que a privatização da RTP ia mesmo avançar e, dias depois, o Governo adiava o processo de alienação da estação pública. Em 2012, tinha defendido a privatização da Caixa Geral de Depósitos, mas o Governo garantia que essa hipótese não estava em cima da mesa.
A Parpública não esclarece se, agora, na ausência de Borges, vai contratar outro consultor para as mesmas áreas.
ESTAS ASSESSORIAS SÃO ESCANDALOSAS.
Ministro quer esclarecer o Parlamento sobre o "erro involuntário" que disse ter cometido, quando referiu nunca ter sido accionista da SLN.
Numa carta dirigida terça-feira ao presidente da comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, Alberto Martins, hoje divulgada à Agência Lusa, Rui Machete sugere que seja aproveitada a sua primeira audição parlamentar, prevista para dia 8 de Outubro, para "prestar os esclarecimentos que os senhores deputados julguem pertinentes".
"Tendo os senhores deputados do Bloco de Esquerda levantado dúvidas em relação a uma carta de 5 de Novembro de 2008, que escrevi ao senhor deputado Luís Fazenda, em que, por erro involuntário, referi nunca ter sido accionista da SLN - Sociedade Lusa de Negócios S.A., julgo curial aproveitar a minha primeira ida ao Parlamento após aqueles eventos para prestar os esclarecimentos que os senhores deputados julguem pertinentes", sugeriu Rui Machete.
O ministro ressalvou ainda que estes esclarecimentos podem ser prestados "sem prejuízo que se cumpra a agenda normal" daquele tipo de reuniões.
A audição de Rui Machete está prevista para dia 8 ao abrigo do Regimento da Assembleia da República, que estabelece que os ministros devem ser ouvidos pelas respectivas comissões parlamentares pelo menos quatro vezes por cada sessão legislativa.
Em causa estão as afirmações de Rui Machete em 2008 numa carta dirigida ao líder parlamentar do BE à época, Luís Fazenda, no âmbito da comissão parlamentar de inquérito ao BPN, declarando que nunca possuiu acções da Sociedade Lusa de Negócios (SLN).
Rui Machete admitiu, depois de o semanário Expresso ter noticiado a existência da carta, que cometeu uma "incorrecção factual" ao escrever, na carta de 2008, nunca ter tido acções da SLN, mas disse não haver qualquer intenção de o ocultar.
"No momento em que escrevi esta carta, em 5 de Novembro de 2008, não tinha quaisquer acções ligadas ao BPN. Aliás, nunca tive, em qualquer momento, acções do BPN. Equivocadamente escrevi então que nunca tinha tido acções da SLN. É bom sublinhar que este é o único ponto da minha carta em que existe uma incorrecção factual", refere um comunicado enviado à agência Lusa.
QUANTO MAIS FALAR MAIS SE ENTERRA.
NUM PAIS DECENTE E COM UM GOVERNO DECENTE ESTE MINISTRO NÃO TOMAVA POSSE OU JÁ ESTAVA DEMITIDO.
COM UM PR QUE FAZ DE CONTA TUDO PASSA.
UM DIA SE CLARIFICARÁ TUDO ISTO, MAS SERÁ TARDE.
Numa carta dirigida terça-feira ao presidente da comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, Alberto Martins, hoje divulgada à Agência Lusa, Rui Machete sugere que seja aproveitada a sua primeira audição parlamentar, prevista para dia 8 de Outubro, para "prestar os esclarecimentos que os senhores deputados julguem pertinentes".
"Tendo os senhores deputados do Bloco de Esquerda levantado dúvidas em relação a uma carta de 5 de Novembro de 2008, que escrevi ao senhor deputado Luís Fazenda, em que, por erro involuntário, referi nunca ter sido accionista da SLN - Sociedade Lusa de Negócios S.A., julgo curial aproveitar a minha primeira ida ao Parlamento após aqueles eventos para prestar os esclarecimentos que os senhores deputados julguem pertinentes", sugeriu Rui Machete.
O ministro ressalvou ainda que estes esclarecimentos podem ser prestados "sem prejuízo que se cumpra a agenda normal" daquele tipo de reuniões.
A audição de Rui Machete está prevista para dia 8 ao abrigo do Regimento da Assembleia da República, que estabelece que os ministros devem ser ouvidos pelas respectivas comissões parlamentares pelo menos quatro vezes por cada sessão legislativa.
Em causa estão as afirmações de Rui Machete em 2008 numa carta dirigida ao líder parlamentar do BE à época, Luís Fazenda, no âmbito da comissão parlamentar de inquérito ao BPN, declarando que nunca possuiu acções da Sociedade Lusa de Negócios (SLN).
Rui Machete admitiu, depois de o semanário Expresso ter noticiado a existência da carta, que cometeu uma "incorrecção factual" ao escrever, na carta de 2008, nunca ter tido acções da SLN, mas disse não haver qualquer intenção de o ocultar.
"No momento em que escrevi esta carta, em 5 de Novembro de 2008, não tinha quaisquer acções ligadas ao BPN. Aliás, nunca tive, em qualquer momento, acções do BPN. Equivocadamente escrevi então que nunca tinha tido acções da SLN. É bom sublinhar que este é o único ponto da minha carta em que existe uma incorrecção factual", refere um comunicado enviado à agência Lusa.
QUANTO MAIS FALAR MAIS SE ENTERRA.
NUM PAIS DECENTE E COM UM GOVERNO DECENTE ESTE MINISTRO NÃO TOMAVA POSSE OU JÁ ESTAVA DEMITIDO.
COM UM PR QUE FAZ DE CONTA TUDO PASSA.
UM DIA SE CLARIFICARÁ TUDO ISTO, MAS SERÁ TARDE.
IIF: Portugal ainda pode evitar segundo resgate
Alberto Teixeira
25/09/13 15:10
Alberto Teixeira
25/09/13 15:10
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Instituto de Finanças Internacionais (IIF, sigla inglesa) diz que Governo tem de afastar incertezas políticas para escapar a novo resgate.
O Instituto de Finanças Internacionais (IIF, sigla inglesa), que representa os principais bancos mundiais e que negociou directamente com a Grécia e a ‘troika' a reestruturação da dívida helénica em 2012 em representação do sector privado, não acredita num ‘haircut' em Portugal.
Ao Económico, Jeff Anderson, director da instituição para os Assuntos Europeus, salienta, no entanto, que o acesso aos mercados no próximo ano será complicado perante os actuais níveis dos juros da dívida nacional. E é sobretudo aqui que se joga o segundo resgate a Lisboa, argumenta.
"A necessidade de mais apoio oficial a Portugal vai depender, claro, da restauração do acesso aos mercados. O acesso aos mercados será sempre complicado face aos actuais juros das obrigações. O regresso dos juros aos níveis a que estavam no início do ano, quando Portugal tinha capacidade para emitir obrigações, vai requerer a dissipação de qualquer incerteza política que ainda persiste na mente dos investidores depois da remodelação governamental em Julho", afirma Jeff Anderson. "Especialmente no que toca à determinação em manter uma forte implementação do programa face às decisões do Tribunal Constitucional", acrescentou.
Mas há outros factores que o responsável aponta para Portugal ser bem-sucedido no caminho que falta até ao regresso aos mercados: "Vai também depender em parte do desempenho da economia, podendo beneficiar de um cenário internacional mais favorável".
A percepção de risco da parte dos investidores em relação a Portugal continua a deteriorar-se, com os juros a subirem novamente hoje em quase todos os prazos. A ‘yield' das obrigações a 10 anos continua acima da fasquia psicológica dos 7% em mercado secundário, quando em Maio chegou a negociar nos 5,2%, o nível mais baixo observado desde que Portugal pediu ajuda.
Também o diferencial para a dívida da Irlanda, país ao qual Portugal estava a ser comparado no que toca ao sucesso do ajustamento, tem aumentado nas últimas sessões, sinalizando o desconforto dos investidores em relação à actual situação de Portugal.
Jeff Anderson enfatiza as "consideráveis reservas de caixa" que foram acumuladas pelo Tesouro português e os 12 mil milhões de euros em fundos que a ‘troika' ainda vai disponibilizar a Portugal até Junho de 2014, "o que dá tempo ao governo para consolidar o sentimento dos investidores".
Sobre a possibilidade de haver uma reestruturação da dívida portuguesa, o director do IFF importou as palavras dos credores oficiais de Portugal para afastar este cenário: "A troika tem deixado claro e repetido que isso não é necessário nem desejável".
PARA EVITAR SEGUNDO RESGATE ERA NECESSÁRIO TER UM GOVERNO CREDIVEL E GOVERNANTES SÉRIOS E COMPETENTES.
OS ESPECULADORES NÃO PERDOAM.
O Instituto de Finanças Internacionais (IIF, sigla inglesa), que representa os principais bancos mundiais e que negociou directamente com a Grécia e a ‘troika' a reestruturação da dívida helénica em 2012 em representação do sector privado, não acredita num ‘haircut' em Portugal.
Ao Económico, Jeff Anderson, director da instituição para os Assuntos Europeus, salienta, no entanto, que o acesso aos mercados no próximo ano será complicado perante os actuais níveis dos juros da dívida nacional. E é sobretudo aqui que se joga o segundo resgate a Lisboa, argumenta.
"A necessidade de mais apoio oficial a Portugal vai depender, claro, da restauração do acesso aos mercados. O acesso aos mercados será sempre complicado face aos actuais juros das obrigações. O regresso dos juros aos níveis a que estavam no início do ano, quando Portugal tinha capacidade para emitir obrigações, vai requerer a dissipação de qualquer incerteza política que ainda persiste na mente dos investidores depois da remodelação governamental em Julho", afirma Jeff Anderson. "Especialmente no que toca à determinação em manter uma forte implementação do programa face às decisões do Tribunal Constitucional", acrescentou.
Mas há outros factores que o responsável aponta para Portugal ser bem-sucedido no caminho que falta até ao regresso aos mercados: "Vai também depender em parte do desempenho da economia, podendo beneficiar de um cenário internacional mais favorável".
A percepção de risco da parte dos investidores em relação a Portugal continua a deteriorar-se, com os juros a subirem novamente hoje em quase todos os prazos. A ‘yield' das obrigações a 10 anos continua acima da fasquia psicológica dos 7% em mercado secundário, quando em Maio chegou a negociar nos 5,2%, o nível mais baixo observado desde que Portugal pediu ajuda.
Também o diferencial para a dívida da Irlanda, país ao qual Portugal estava a ser comparado no que toca ao sucesso do ajustamento, tem aumentado nas últimas sessões, sinalizando o desconforto dos investidores em relação à actual situação de Portugal.
Jeff Anderson enfatiza as "consideráveis reservas de caixa" que foram acumuladas pelo Tesouro português e os 12 mil milhões de euros em fundos que a ‘troika' ainda vai disponibilizar a Portugal até Junho de 2014, "o que dá tempo ao governo para consolidar o sentimento dos investidores".
Sobre a possibilidade de haver uma reestruturação da dívida portuguesa, o director do IFF importou as palavras dos credores oficiais de Portugal para afastar este cenário: "A troika tem deixado claro e repetido que isso não é necessário nem desejável".
PARA EVITAR SEGUNDO RESGATE ERA NECESSÁRIO TER UM GOVERNO CREDIVEL E GOVERNANTES SÉRIOS E COMPETENTES.
OS ESPECULADORES NÃO PERDOAM.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
A cópula do PSD nacional e distrital deslocou-se esta terça-feira a Gaia e a Gondomar para, através do seu vice-presidente Marco António Costa, reforçar a mobilização e declarar guerra a sondagens recentes que podem indiciar uma pesada derrota.
Ao final da tarde de ontem, na sede de candidatura do candidato a Gaia, Carlos Abreu Amorim, o ambiente era belicoso, mas taciturno. Uma sondagem que deverá ser publicada esta quarta-feira, explica o retrato. “Na semana passada, foram-me ditos os dados de mais uma sondagem que sairá no JN. Não acredito”, disse o presidente da distrital do PSD Porto, Virgílio Macedo.
Para debelar a sondagem, desfavorável a Abreu Amorim – candidato para quem as sondagens são “instrumentos políticos para influenciar a opinião” - Macedo recorreu a outra sondagem encomendada esta terça-feira pelo próprio PSD “a uma empresa de Lisboa”.
Por ainda não estar registada na Entidade Reguladora para a Comunicação Social, Macedo não identificou a empresa autora do estudo do PSD que, anunciou, dá, afinal, a vitória ao PS (23,2%), seguido pelo PSD (22,1%) e por José Guilherme Aguiar (21,9%), com 24% de indecisos.
“Não tenho dúvidas que esses 24% vão votar” no PSD “e que vamos ganhar”, frisou Macedo, pedindo depois aos apoiantes na sala cheia para que “passem a palavra” e “mobilizem”.
Marco António Costa criticou depois o “comportamento” das empresas de sondagens e garantiu que Abreu Amorim será “eleito pelos votos do povo”.
“Até ao dia 29 é preciso resistir”, exortou, para que “o trabalho [dos mandatos de Menezes em Gaia] não vá por água abaixo”. E para isso, sublinhou, o PSD em Gaia tem de lutar contra “o seu principal adversário que é a abstenção”, conquistando as pessoas “com uma atitude positiva e não com uma atitude de arrogância” que apontou aos adversários.
Minutos antes, a candidatura acusou num comunicado os candidatos Guilherme Aguiar (ex-PSD) e Eduardo Vítor Rodrigues (PS) de, concertados, denegrirem o projecto de Abreu Amorim.
Marco António reconheceu ainda que a candidatura “partiu de trás”, mas pediu aos presidentes de junta e candidatos para que não “desistam” e exortou a JSD a reforçar a mobilização da candidatura.
Mais curto nas palavras, Abreu Amorim disse que as sondagens são “trambicadas e marteladas”. No palanque, de forma pungente lembrou a necessidade da presença de todos nas acções dos próximos dias.
Candidatura de Gondomar animada apesar de sondagem favorável ao PS
A mesma necessidade sentiu-se depois em Gondomar, mas num ambiente mais animado com uma arruada com cerca de 30 apoiantes. A comitiva, carregada de bandeiras era pontificada pelo entusiamo da candidata do PSD, Maria João Marinho. Também em Gondomar, uma sondagem recente dá mais de 40% dos votos ao PS. “Essa sondagem é irreal. A minha sondagem é a rua. E na rua sou vencedora. Vou ganhar Gondomar nos próximos 12 anos”, disse efusiva.
Já Marco António, que seguiu rapidamente para Gondomar, descredibilizou a sondagem desfavorável e insistiu na necessidade de “convencer” os “indecisos” de “forma genuína” pouco antes de Maria João Marinho lhe pedir que divulgue, entretanto, a sondagem pedida pelo partido para Gondomar.
Para debelar a sondagem, desfavorável a Abreu Amorim – candidato para quem as sondagens são “instrumentos políticos para influenciar a opinião” - Macedo recorreu a outra sondagem encomendada esta terça-feira pelo próprio PSD “a uma empresa de Lisboa”.
Por ainda não estar registada na Entidade Reguladora para a Comunicação Social, Macedo não identificou a empresa autora do estudo do PSD que, anunciou, dá, afinal, a vitória ao PS (23,2%), seguido pelo PSD (22,1%) e por José Guilherme Aguiar (21,9%), com 24% de indecisos.
“Não tenho dúvidas que esses 24% vão votar” no PSD “e que vamos ganhar”, frisou Macedo, pedindo depois aos apoiantes na sala cheia para que “passem a palavra” e “mobilizem”.
Marco António Costa criticou depois o “comportamento” das empresas de sondagens e garantiu que Abreu Amorim será “eleito pelos votos do povo”.
“Até ao dia 29 é preciso resistir”, exortou, para que “o trabalho [dos mandatos de Menezes em Gaia] não vá por água abaixo”. E para isso, sublinhou, o PSD em Gaia tem de lutar contra “o seu principal adversário que é a abstenção”, conquistando as pessoas “com uma atitude positiva e não com uma atitude de arrogância” que apontou aos adversários.
Minutos antes, a candidatura acusou num comunicado os candidatos Guilherme Aguiar (ex-PSD) e Eduardo Vítor Rodrigues (PS) de, concertados, denegrirem o projecto de Abreu Amorim.
Marco António reconheceu ainda que a candidatura “partiu de trás”, mas pediu aos presidentes de junta e candidatos para que não “desistam” e exortou a JSD a reforçar a mobilização da candidatura.
Mais curto nas palavras, Abreu Amorim disse que as sondagens são “trambicadas e marteladas”. No palanque, de forma pungente lembrou a necessidade da presença de todos nas acções dos próximos dias.
Candidatura de Gondomar animada apesar de sondagem favorável ao PS
A mesma necessidade sentiu-se depois em Gondomar, mas num ambiente mais animado com uma arruada com cerca de 30 apoiantes. A comitiva, carregada de bandeiras era pontificada pelo entusiamo da candidata do PSD, Maria João Marinho. Também em Gondomar, uma sondagem recente dá mais de 40% dos votos ao PS. “Essa sondagem é irreal. A minha sondagem é a rua. E na rua sou vencedora. Vou ganhar Gondomar nos próximos 12 anos”, disse efusiva.
Já Marco António, que seguiu rapidamente para Gondomar, descredibilizou a sondagem desfavorável e insistiu na necessidade de “convencer” os “indecisos” de “forma genuína” pouco antes de Maria João Marinho lhe pedir que divulgue, entretanto, a sondagem pedida pelo partido para Gondomar.
O POVO NÃO É ESTUPIDO E SABE O QUE NÃO QUER. ESTE GOVERNO ESTÁ FALIDO E SEM CREDIBILIDADE. FORAM DOIS ANOS HORRIVEIS.
JÁ NEM UM MILAGRE OS PODE SAFAR.
MAIS DOIS ANOS COM ESTES APRENDIZES SERIA A DESGRAÇA TOTAL E POR MUITOS ANOS.
AINDA ACREDITO QUE O POVO É SÁBIO E VAI VOTAR COM UM CARTÃO VERMELHO AOS PARTIDOS QUE NOS DESGOVERNAM.
Pedro Passos Coelho chegou acompanhado por jovens angolanas e cabo-verdianas vestidas com trajes tradicionais e um grupo de apoiantes com bandeiras verdes. Paulo Portas esperava-o com um bloco de notas Castelo na mão, no interior do pavilhão dos bombeiros voluntários. O cumprimento foi um abraço com palmadas nas costas. O cenário: Algueirão-Mem Martins, para apoiar o candidato da coligação PSD-CDS à câmara de Sintra, Pedro Pinto.Os líderes do PSD e CDS estiveram hoje juntos pela primeira vez numa ação de campanha eleitoral. Quase só falaram de Sintra, nem uma resposta as perguntas dos jornalistas sobre as recentes declarações de Passos sobre os efeitos da crise política provocada por Portas nos juros da dívida.
O presidente do PSD começou por fazer uma pequena arruada no centro de Mem Martins. Com Pedro Pinto pelo braço, ainda se esforçou por falar com os poucos transeuntes, mas o entusiasmo foi nulo. À janela, poucas pessoas retribuíam o seu aceno e em poucos metros tropeçou várias vezes nos cortes das reformas. Ouviu mesmo insultos. " Não tem vergonha de vir para aqui", "ponha-se daqui para fora", "anda a roubar os reformados", gritavam alguns idosos, à passagem de Passos, junto ao edifício dos bombeiros.
O primeiro-ministro ignorou. Instantes antes tinha conversado com uma mulher que o espreitava da janela do rés do chão, e o tema não podia deixar de ser o mesmo, as reformas. "Isto é uma vergonha", queixava-se. Passos retorquia que as reformas abaixo dos 600 euros não tinham sido cortadas. "Mas está tudo mais caro", insistia a moradora. "Os remédios estão mais baratos", respondia Passos, sem desistir. "Pois, mas só voto à esquerda, direita, para mim, nada", respondia a freguesa de Sintra a tentar rematar a conversa.
Paulo Portas apareceu à hora marcada no sítio do comício, o pavilhão dos bombeiros. No discurso, falou várias vezes na AD, mas era sempre a aliança de Sintra. Pediu "energia, humildade" aos candidatos e que "aceitem as críticas" e proponham "soluções".
Passos, que foi o único dos dois líderes a cantar o refrão do hino 'Sintra pode mais', elogiou Pedro Pinto e queixou-se da lei da CNE.
O encontro entre Passos e Portas demorou pouco mais de meia hora. "O Portas saiu, nem deu uma moeda aos bombeiros. O Passos ainda deixou ali cinco euros", comentava um residente, no final do breve comício.
A DUPLA DA DESGRAÇA.
O presidente do PSD começou por fazer uma pequena arruada no centro de Mem Martins. Com Pedro Pinto pelo braço, ainda se esforçou por falar com os poucos transeuntes, mas o entusiasmo foi nulo. À janela, poucas pessoas retribuíam o seu aceno e em poucos metros tropeçou várias vezes nos cortes das reformas. Ouviu mesmo insultos. " Não tem vergonha de vir para aqui", "ponha-se daqui para fora", "anda a roubar os reformados", gritavam alguns idosos, à passagem de Passos, junto ao edifício dos bombeiros.
O primeiro-ministro ignorou. Instantes antes tinha conversado com uma mulher que o espreitava da janela do rés do chão, e o tema não podia deixar de ser o mesmo, as reformas. "Isto é uma vergonha", queixava-se. Passos retorquia que as reformas abaixo dos 600 euros não tinham sido cortadas. "Mas está tudo mais caro", insistia a moradora. "Os remédios estão mais baratos", respondia Passos, sem desistir. "Pois, mas só voto à esquerda, direita, para mim, nada", respondia a freguesa de Sintra a tentar rematar a conversa.
Paulo Portas apareceu à hora marcada no sítio do comício, o pavilhão dos bombeiros. No discurso, falou várias vezes na AD, mas era sempre a aliança de Sintra. Pediu "energia, humildade" aos candidatos e que "aceitem as críticas" e proponham "soluções".
Passos, que foi o único dos dois líderes a cantar o refrão do hino 'Sintra pode mais', elogiou Pedro Pinto e queixou-se da lei da CNE.
O encontro entre Passos e Portas demorou pouco mais de meia hora. "O Portas saiu, nem deu uma moeda aos bombeiros. O Passos ainda deixou ali cinco euros", comentava um residente, no final do breve comício.
A DUPLA DA DESGRAÇA.
Seguro luta contra a abstenção
por Céu Neves
Fotografia © Jorge Amaral/Global Imagens
A caravana socialista seguiu, ontem, pelo
distrito de Bragança, acabando em Crestuma,Vila Nova de Gaia. As arruadas não
estiveram concorridas como em outros concelhos, mas António José Seguro escolheu
seis autarquias do PSD e CDS para dizer que é preciso " mudar".
O jantar em Valongo tinha um tradutor de língua gestual, o número dois para a
Assembleia Municipal é surdo-mudo, Armando Baltazar. Aqui o secretário-geral do
PS prometeu que, for Governo, vai "revogar a má organização administrativa" e
que juntou freguesias, justificando que está contra "esta pertença reforma".
Mas a mensagem principal do dia foi contra a abstenção. O líder socialista apelou à dinamização de todos para convencer os conhecidos a votar no dia 29 e a "escolher a pessoa certa", obviamente um candidato socialista.
Aos familiares, vizinhos, amigos e colegas expliquem que "o que está em causa no voto não é um favor que se faz aos políticos, é escolher alguém que vai governar a vossa terra", disse Seguro, mostrando compreensão para os que estão desacreditados da política e dos políticos. E garantiu: "Têm que saber que na vida não são todos iguais e na política também é assim".
O secretário-geral socialista falava em Mirandela, onde andou de bicicleta, numa arruada de apoio a José Manuel Morais, repetindo o tom do discurso iniciado em Macedo de Cavaleiros e que terminou em Crestuma.
Em Bragança, o líder socialista foi à feira e na companhia de elementos do Lacaramontaina (mirandês), onde não faltou a gaita de foles e o careto (típico do carnaval transmontano). Cruzaram com os sociais-democratas que esperaram que pela sua vez para divulgar a mensagem.
Mas a mensagem principal do dia foi contra a abstenção. O líder socialista apelou à dinamização de todos para convencer os conhecidos a votar no dia 29 e a "escolher a pessoa certa", obviamente um candidato socialista.
Aos familiares, vizinhos, amigos e colegas expliquem que "o que está em causa no voto não é um favor que se faz aos políticos, é escolher alguém que vai governar a vossa terra", disse Seguro, mostrando compreensão para os que estão desacreditados da política e dos políticos. E garantiu: "Têm que saber que na vida não são todos iguais e na política também é assim".
O secretário-geral socialista falava em Mirandela, onde andou de bicicleta, numa arruada de apoio a José Manuel Morais, repetindo o tom do discurso iniciado em Macedo de Cavaleiros e que terminou em Crestuma.
Em Bragança, o líder socialista foi à feira e na companhia de elementos do Lacaramontaina (mirandês), onde não faltou a gaita de foles e o careto (típico do carnaval transmontano). Cruzaram com os sociais-democratas que esperaram que pela sua vez para divulgar a mensagem.
Tribunal Administrativo aceita providência para travar 40 horas de trabalho semanal no Fisco
O Tribunal Administrativo aceitou a providência cautelar do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) para adiar o alargamento do horário de trabalho até às 40 horas semanais, tendo agora o Ministério das Finanças 15 dias para responder.
"Fomos notificados segunda-feira ao fim do dia que o tribunal aceitou a nossa providência cautelar, mas deu à Administração Pública duas semanas para contra-argumentar", disse à Lusa o presidente do STI, Paulo Ralha.
O objetivo da providência cautelar entregue pelo STI no Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa é o de suspender de forma imediata o alargamento da carga horária para as 40 horas, até que o Tribunal Constitucional se pronuncie definitivamente sobre essa matéria.
O objetivo da providência cautelar entregue pelo STI no Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa é o de suspender de forma imediata o alargamento da carga horária para as 40 horas, até que o Tribunal Constitucional se pronuncie definitivamente sobre essa matéria.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
A afirmação do ministro da Educação, Nuno Crato, de que pretende introduzir o Inglês no currículo do 1.º ciclo do Ensino Básico valeu-lhe nesta sexta-feira reacções indignadas do dirigente da Confederação Nacional de Associações de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) e do presidente da Associação Portuguesa de Professores de Inglês (APPI), que o acusam de “inconsistência”.
O termo usado foi o mesmo e as razões apontadas são idênticas. Rui Martins, da CNIPE, e Alberto Gaspar, da APPI, manifestaram-se surpreendidos com “a rapidez” com que, na sua perspectiva, o ministro passou de uma posição de desvalorização do Inglês para, hoje, considerar o ensino desta língua “fundamental” e desejavelmente obrigatório no 1.º ciclo do básico.
“O que será de nós e dos nossos filhos quando o ministro da Educação prefere trabalhar para o Dr. Passos Coelho e arrebanhar votos para as autárquicas a olhar para a Educação? Como é que podemos levar a sério estas afirmações?”, criticou Rui Martins, da CNIPE. Também Alberto Gaspar se referiu ao facto de o tema ter entrado no discurso da campanha para as eleições autárquicas, na última semana, para defender que a “mudança súbita de posição” se “deve a pressões exteriores”.
Críticas de todos os lados
Um despacho de Julho fez com que a disciplina, que era de oferta obrigatória nas Actividades de Enriquecimento Curricular, passasse, apenas, “a poder” ser oferecida pelas escolas. Muitos pais só se aperceberam das consequências da medida na semana passada, com o recomeço das aulas, e ela tornou-se alvo de críticas de dirigentes de partidos da oposição, de comentadores e de candidatos autárquicos.
Esta segunda-feira, na sessão solene de abertura do ano lectivo 2013-2014 do Conselho Nacional de Educação (CNE), Nuno Crato voltou a pegar no tema. Disse desejar que todos os alunos do 1.º ciclo passem a ter Inglês como disciplina curricular obrigatória e acrescentou que tal só não acontece, ainda, porque essa mudança no programa curricular terá “implicações no 2.º e no 3.º ciclos”. Nesse contexto, pediu ajuda aos conselheiros para encontrar a forma de desenvolver o Inglês nas escolas, do 1.º ao 9.º ano de escolaridade.
“Claro que o princípio nos agrada, mas só posso dizer que temo muito que o processo não se desenvolva com pés e cabeça”, disse Alberto Gaspar, da APPI. Frisou que “a despromoção do Inglês” não resultou apenas do fim da oferta obrigatória no 1.º ciclo. Na sua perspectiva, ela advém, igualmente, “da redução da carga horária semanal da disciplina” nalguns anos do 2.º e no 3.º ciclos e no facto de Crato “ter deixado cair a imposição da ministra Maria de Lurdes Rodrigues, segundo a qual os professores do 1.º ciclo deviam ter experiência de ensino de crianças, para além da formação científica adequada”.
“Agora qualquer professor de Inglês, mesmo que só tenha experiência de secundário, pode dar 1.º ciclo, desde que seja para completar horário”, disse.
Alberto Gaspar considera que “aquelas medidas, contraditórias com a criação do anunciado teste diagnóstico obrigatório no 9.º ano, resumem-se numa palavra: inconsistência”.
Rui Martins, da CNIPE, lamentou que “as crianças estejam a ser vítimas de uma política inconsistente de um ministro que resolveu entrar na campanha”.
Por exemplo, Luís Filipe Menezes (PSD-Porto) e Vítor Sousa (PS-Braga) já prometerem que, se vencerem, nos seus municípios haverá Inglês para todas as crianças do básico.
“O que será de nós e dos nossos filhos quando o ministro da Educação prefere trabalhar para o Dr. Passos Coelho e arrebanhar votos para as autárquicas a olhar para a Educação? Como é que podemos levar a sério estas afirmações?”, criticou Rui Martins, da CNIPE. Também Alberto Gaspar se referiu ao facto de o tema ter entrado no discurso da campanha para as eleições autárquicas, na última semana, para defender que a “mudança súbita de posição” se “deve a pressões exteriores”.
Críticas de todos os lados
Um despacho de Julho fez com que a disciplina, que era de oferta obrigatória nas Actividades de Enriquecimento Curricular, passasse, apenas, “a poder” ser oferecida pelas escolas. Muitos pais só se aperceberam das consequências da medida na semana passada, com o recomeço das aulas, e ela tornou-se alvo de críticas de dirigentes de partidos da oposição, de comentadores e de candidatos autárquicos.
Esta segunda-feira, na sessão solene de abertura do ano lectivo 2013-2014 do Conselho Nacional de Educação (CNE), Nuno Crato voltou a pegar no tema. Disse desejar que todos os alunos do 1.º ciclo passem a ter Inglês como disciplina curricular obrigatória e acrescentou que tal só não acontece, ainda, porque essa mudança no programa curricular terá “implicações no 2.º e no 3.º ciclos”. Nesse contexto, pediu ajuda aos conselheiros para encontrar a forma de desenvolver o Inglês nas escolas, do 1.º ao 9.º ano de escolaridade.
“Claro que o princípio nos agrada, mas só posso dizer que temo muito que o processo não se desenvolva com pés e cabeça”, disse Alberto Gaspar, da APPI. Frisou que “a despromoção do Inglês” não resultou apenas do fim da oferta obrigatória no 1.º ciclo. Na sua perspectiva, ela advém, igualmente, “da redução da carga horária semanal da disciplina” nalguns anos do 2.º e no 3.º ciclos e no facto de Crato “ter deixado cair a imposição da ministra Maria de Lurdes Rodrigues, segundo a qual os professores do 1.º ciclo deviam ter experiência de ensino de crianças, para além da formação científica adequada”.
“Agora qualquer professor de Inglês, mesmo que só tenha experiência de secundário, pode dar 1.º ciclo, desde que seja para completar horário”, disse.
Alberto Gaspar considera que “aquelas medidas, contraditórias com a criação do anunciado teste diagnóstico obrigatório no 9.º ano, resumem-se numa palavra: inconsistência”.
Rui Martins, da CNIPE, lamentou que “as crianças estejam a ser vítimas de uma política inconsistente de um ministro que resolveu entrar na campanha”.
Por exemplo, Luís Filipe Menezes (PSD-Porto) e Vítor Sousa (PS-Braga) já prometerem que, se vencerem, nos seus municípios haverá Inglês para todas as crianças do básico.
CHEGOU O TEMPO DO VALE TUDO.
ESTE MINISTRO VAI FICAR NA MEMÓRIA DOSPORTUGUESES COMO O CATA-VENTO DA EDUCAÇÃO.
A resposta do PSD veio através do coordenador e porta-voz da direção nacional do partido, Marco António Costa, que se manifestou "estupefacto" e "chocado" com as palavras de António José Seguro.
O porta-voz do PSD defendeu que hoje é "um dia histórico", em que Portugal paga "5 mil milhões de euros" de dívida pública, e que 17 de maio de 2011 é que foi "um dia negro".
Em resposta ao secretário-geral do PS, António José Seguro, que classificou o dia de hoje como "negro" para Portugal, Marco António Costa contrapôs que "hoje baixa mais de 3% o rácio da dívida", o que apontou como uma "viragem" na situação do país.
Durante um almoço na Póvoa de Varzim com elementos da candidatura local do PSD às autárquicas, o porta-voz do PSD referiu que a dívida pública paga hoje foi "contraída por um Governo do PS liderado pelo engenheiro António Guterres", e assinalou que António José Seguro fez parte desse executivo.
"Hoje Portugal confirma que teve a capacidade de ter as provisões financeiras necessárias, poupar para poder ter dinheiro para pagar aquilo que os outros deixaram", considerou. "Estamos a pagar as dívidas. Esta é a sina do PSD e deste Governo, é pagar as dívidas que os outros nos deixaram", acrescentou.
Hoje de manhã, em Bragança, o secretário-geral do PS classificou o dia de hoje como "negro" para Portugal, alegando que "não se verificou" o "regresso aos mercados" prometido para 23 de setembro de 2013, e exigiu que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, desse uma explicação aos portugueses.
A resposta do PSD veio através do coordenador e porta-voz da direção nacional do partido, Marco António Costa, que se manifestou "estupefacto" e "chocado" com as palavras de António José Seguro.
"Dia negro para Portugal foi o dia 17 de maio de 2011", contrapôs, desafiando o secretário-geral do PS a dizer como classifica esse dia, foi assinado um programa de resgate financeiro acordado com o Fundo Monetário Internacional, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu.
"Mais negro do que esse dia foi o caminho que nos conduziu a esse dia", acrescentou.
SE ESTE GAJO NÃO É PARVO ANDA A TREINAR. FALAR DESTA FORMA EM ASSUNTOS DA REPUBLICA E DE ESTADO É NO MÍNIMO ESTUPIDEZ.
ESTE GAJO ANDOU PELA CAMARA DE GONDOMAR, DE VALONGO, ESTEVE DUAS VEZES NO GOVERNO E ANDOU 12 ANOS NA CAMARA DE GAIA E SABE-SE COMO FICARAM AS FINANÇAS DA CAMARA.
FALAR QUE A DIVIDA FOI CONTRAIDA POR GUTERRES, QUE ESTÃO A PAGAR A DIVIDA QUE OUTROS DEIXARAM E MAIS BACORADAS SEM SENTIDO, É DE FARTAR A RIR.
QUAL FOI O GOVERNO QUE NÃO CONTRAIU DIVIDA? A SEGUIR A GUTERRES, DURÃO E SANTANA NÃO CONTRAIRAM DIVIDA? ESTE GOVERNO DE PORTAS E PASSOS NÃO FIZERAM DIVIDA (E DE QUE MANEIRA.já ultrapassa 132%). E CAVACO?
a vinda da troika e do fmi foi desejada e trabalhada pela direita neoliberal de que faz parte.
ESTE GAJO NÃO TEM VOCAÇÃO PARA A POLÍTICA. É UM TRAULITEIRO E FRACO.
Em resposta ao secretário-geral do PS, António José Seguro, que classificou o dia de hoje como "negro" para Portugal, Marco António Costa contrapôs que "hoje baixa mais de 3% o rácio da dívida", o que apontou como uma "viragem" na situação do país.
Durante um almoço na Póvoa de Varzim com elementos da candidatura local do PSD às autárquicas, o porta-voz do PSD referiu que a dívida pública paga hoje foi "contraída por um Governo do PS liderado pelo engenheiro António Guterres", e assinalou que António José Seguro fez parte desse executivo.
"Hoje Portugal confirma que teve a capacidade de ter as provisões financeiras necessárias, poupar para poder ter dinheiro para pagar aquilo que os outros deixaram", considerou. "Estamos a pagar as dívidas. Esta é a sina do PSD e deste Governo, é pagar as dívidas que os outros nos deixaram", acrescentou.
Hoje de manhã, em Bragança, o secretário-geral do PS classificou o dia de hoje como "negro" para Portugal, alegando que "não se verificou" o "regresso aos mercados" prometido para 23 de setembro de 2013, e exigiu que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, desse uma explicação aos portugueses.
A resposta do PSD veio através do coordenador e porta-voz da direção nacional do partido, Marco António Costa, que se manifestou "estupefacto" e "chocado" com as palavras de António José Seguro.
"Dia negro para Portugal foi o dia 17 de maio de 2011", contrapôs, desafiando o secretário-geral do PS a dizer como classifica esse dia, foi assinado um programa de resgate financeiro acordado com o Fundo Monetário Internacional, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu.
"Mais negro do que esse dia foi o caminho que nos conduziu a esse dia", acrescentou.
SE ESTE GAJO NÃO É PARVO ANDA A TREINAR. FALAR DESTA FORMA EM ASSUNTOS DA REPUBLICA E DE ESTADO É NO MÍNIMO ESTUPIDEZ.
ESTE GAJO ANDOU PELA CAMARA DE GONDOMAR, DE VALONGO, ESTEVE DUAS VEZES NO GOVERNO E ANDOU 12 ANOS NA CAMARA DE GAIA E SABE-SE COMO FICARAM AS FINANÇAS DA CAMARA.
FALAR QUE A DIVIDA FOI CONTRAIDA POR GUTERRES, QUE ESTÃO A PAGAR A DIVIDA QUE OUTROS DEIXARAM E MAIS BACORADAS SEM SENTIDO, É DE FARTAR A RIR.
QUAL FOI O GOVERNO QUE NÃO CONTRAIU DIVIDA? A SEGUIR A GUTERRES, DURÃO E SANTANA NÃO CONTRAIRAM DIVIDA? ESTE GOVERNO DE PORTAS E PASSOS NÃO FIZERAM DIVIDA (E DE QUE MANEIRA.já ultrapassa 132%). E CAVACO?
a vinda da troika e do fmi foi desejada e trabalhada pela direita neoliberal de que faz parte.
ESTE GAJO NÃO TEM VOCAÇÃO PARA A POLÍTICA. É UM TRAULITEIRO E FRACO.
Portugal deve ter em mente reações brutais dos mercados à mínima dúvida - Draghi
O presidente do Banco Central Europeu (BCE) disse hoje em Bruxelas que Portugal deve prosseguir o esforço de consolidação das contas públicas, sublinhando que o país deve ter em mente as reações "brutais" dos mercados às mais pequenas dúvidas.
"A história recente mostra que mesmo o menor sinal de que os progressos na consolidação orçamental podem ser postos em causa leva os mercados a reagir de forma brutal. Viu-se com os juros da dívida: os juros 'saltaram' ao menor sinal de que algo poderia correr mal, e depois recuaram tão depressa quanto subiram", apontou Mario Draghi, que considerou por isso não ser a altura indicada para se falar de uma extensão das metas do défice para Portugal.
O presidente do BCE, que respondia a uma questão da eurodeputada socialista portuguesa Elisa Ferreira sobre a situação em Portugal, durante um debate na comissão de Assuntos Económicos do Parlamento Europeu, frisou que esta reação dos mercados às mínimas dúvidas sobre a determinação na implementação das medidas de consolidação orçamental deve ser sempre tida em conta pelos países mais frágeis, que não devem assim relaxar os seus esforços
POIS É SENHOR DRAGHI. OS MERCADOS REAGEM BRUTALMENTE MAS QUEM PAGA SÃO OS REFORMADOS E OS TRABALHADORES. SEMPRE OS MESMOS. QUEM PROVOCOU ESTA CRISE ESTÁ ISENTO. A BANCA ONDE SERVIU E SERVE NÃO COMETEU FALHA NENHUMA POIS NÃO?
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O presidente do BCE, que respondia a uma questão da eurodeputada socialista portuguesa Elisa Ferreira sobre a situação em Portugal, durante um debate na comissão de Assuntos Económicos do Parlamento Europeu, frisou que esta reação dos mercados às mínimas dúvidas sobre a determinação na implementação das medidas de consolidação orçamental deve ser sempre tida em conta pelos países mais frágeis, que não devem assim relaxar os seus esforços
POIS É SENHOR DRAGHI. OS MERCADOS REAGEM BRUTALMENTE MAS QUEM PAGA SÃO OS REFORMADOS E OS TRABALHADORES. SEMPRE OS MESMOS. QUEM PROVOCOU ESTA CRISE ESTÁ ISENTO. A BANCA ONDE SERVIU E SERVE NÃO COMETEU FALHA NENHUMA POIS NÃO?
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Alemanha coloca dívida a um ano a juros mais altos
A Alemanha colocou hoje 2 mil milhões de euros em Bilhetes do Tesouro a um ano a um juro de 0,0942%, abaixo da taxa de 0,0970% do leilão comprável de agosto deste ano.
A procura de títulos de dívida de curto prazo nesta maturidade ascendeu a 5.170 milhões de euros e foi 2,6 vezes superior à oferta, contra 1,9 vezes o valor observado no leilão com características semelhantes de 26 de agosto.
Em comunicado, o Bundesbank referiu ainda, citado pela Bloomberg, que a taxa de juro média do leilão de hoje foi superior à registada na emissão de 22 de julho (0,0513%).
Em comunicado, o Bundesbank referiu ainda, citado pela Bloomberg, que a taxa de juro média do leilão de hoje foi superior à registada na emissão de 22 de julho (0,0513%).
Agência Lusa
COM A RETUMBANTE VITORIA OS JUROS SOBEM É UMA TAXA QUASE DE BORLA, ENQUANTO OS PAISES COM PROGRAMA PAGAM FORTE E FEIO.
É ESTA A EUROPA QUE TEMOS COM A SENHORA MERKEL..
Merkel tem de negociar com sociais-democratas ou Verdes.
- A vitória foi retumbante e a chanceler alemã, Angela Merkel, quase, quase chegou à maioria absoluta. Mas não a obteve, e vai acontecer o que tem sempre acontecido após as eleições na Alemanha: é preciso negociar uma coligação.
O problema para Merkel é que os seus parceiros de coligação do governo cessante, os liberais, não conseguiram sequer chegar ao Parlamento, ficando aquém dos 5% de votos que seriam necessários.
Não é uma combinação frequente – seria a terceira vez que acontece no país, sendo que a última foi justamente no primeiro mandato de Merkel. Mas aí a relação de forças era muito diferente: a CDU tinha obtido 35,2%, que era equivalente a 226 deputados, e o SPD 34,2%, correspondente a 222 deputados.
Hoje a proporção é outra: 311 para a CDU, 192 para o SPD, segundo os resultados finais preliminares 41,5% para a CDU/CSU, 25,7% para o SPD.
A queda do SPD é tido por muitos responsáveis como tendo começado nos tempos da grande coligação. (Ontem, na ronda de entrevistas com os candidatos dos partidos, o jornalista da ZDF Peter Frey perguntou mesmo a Merkel qual seria o motivo pelo qual os sociais-democratas se afundam depois de uma coligação com ela, e os liberais têm também um desastre eleitoral depois de participar num Governo seu).
Após a divulgação dos primeiros resultados, vários responsáveis sociais-democratas evitaram a questão. Hannelore Kraft, governadora do estado-federado da Renânia do Norte Vestefália e estrela do partido (muitos esperam que seja um dia a “resposta” do SPD a Merkel), comentava que esta é uma questão “delicada”. A secretária-geral do partido Andrea Nahles tinha afirmado logo: “Não nos vamos comprometer com nenhuma coligação esta noite”.
As últimas conversações para coligação entre CDU e SPD demoraram dois meses. E o ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, não excluiu que o partido entre também em conversações com os Verdes, que com 8% dariam também uma maioria estável ao Governo de Merkel.
O sucesso eleitoral enorme de Merkel dá-lhe força, mas por outro lado, terá de fazer cedências políticas para conseguir uma coligação quer com os sociais-democratas quer com os Verdes, ambos reticentes.
O SPD pediu durante a campanha um salário mínimo nacional (Merkel favorece o aprofundamento do sistema actual, em que as tabelas são definidas conforme profissões e locais, em acordos entre as associações patronais e sindicatos), e o aumento de impostos para os mais ricos (que Merkel contrariou alegando que poderia conduzir a desemprego).
Comentadores dizem que desta vez o SPD teria uma atitude diferente do que na última coligação, em que sentiram que a chanceler ficou com créditos de trabalho que foi seu (trabalho por exemplo do próprio ministro das Finanças, Peer Steinbrück). Assim, poderá mais ser uma oposição dentro da coligação.
Já os Verdes viram a sua política de marca, o fim da energia nuclear na Alemanha, roubada por Merkel na sequência do acidente nuclear de Fukushima, Japão, em 2011. Uma hipótese de coligação com a CDU provoca muitas dúvidas no partido e um dos líderes, Jürgen Trittin, tinha-a mesmo recusado durante a campanha. Nunca houve uma coligação CDU-Verdes a nível nacional, apenas no estado-federado de Hamburgo e no pequeno Sarre, e ambas acabaram em divergências e novas eleições. Assim, a hipótese, que tinha sido alvo de muita especulação, começou a parecer cada vez mais remota.
O potencial para instabilidade existe – há uma pequena maioria de deputados Vermelho-Vermelho-Verde, ou seja, SPD, Die Linke (extrema-esquerda) e Verdes. O SPD voltou ontem a dizer que não irá coligar-se com Die Linke a nível nacional, justificando-se com as diferenças em termos de política económica e estrangeira. Antes do resultado ser conhecido, o colunista Wolfgang Münchau dizia que caso houvesse uma grande coligação, o SPD poderia sempre ter a tentação de mudar de opinião a meio da legislatura. Ou mesmo de formar um governo minoritário com os Verdes com o apoio tácito do Die Linke. Mas dada a escala da vitória de Merkel, e a margem mínima de uma maioria destas, este será um cenário muito pouco provável.
Outro dado relevante das eleições de domingo foi a não entrada do partido antieuro AfD no Bundestag. O partido obteve 4,7%, perto do que seria necessário mas não suficiente para eleger deputados. No entanto, não é claro o que farão agora os seus líderes - os analistas dizem que poderão ainda ser uma voz no debate da crise do euro. Este tem estado em suspenso durante a campanha alemã, e deverá esperar ainda por um novo Governo no país, mas a probabilidade de um novo resgate à Grécia e discussões sobre a união bancária estão à porta.
Em termos europeus, espera-se que uma coligação com o SPD defenda condições melhores para os países em crise mas ninguém espera uma mudança racial de curso. Na Alemanha, o debate não é visto como “austeridade versus crescimento” e há um consenso generalizado no caminho que está a ser seguido e da necessidade de reformas nos países em crise – a maior diferença serão os eurobonds, ou mutualização da dívida, que o SPD defende e que Merkel repetiu, ainda este sábado, que não aceitará.
A COMUNICAÇÃO SOCIAL PORTUGUESA APOSTOU FORTE NA MAIORIA ABSOLUTA DE MERKEL, MAS ERROU. A ESQUERDA TEM MAIS DEPUTADOS E MERKEL VAI TER DE NEGOCIAR.
É UMA VIT
ORIA DO NEOLIBERALISMO QUE TEM DE MAIS UMA VEZ RECORRER À ESQUERDA PARA GOVERNAR. O SPD DEVE RCUSAR QUALQUER COLIGAÇÃO. O QUE FEZ NO 1º. MANDATO DE MERKEL FOI GERIR AS FINANÇAS E COLOCAR A ALEMANHA NOS CARRIS E OS RESULTADOS ESTÁ À VISTA COMO NA GRÉCIA, NA IRLANDA, NA NORUEGA, EM ESPANHA, EM ITALIA ONDE OS PARTIDOS DO SOCAILISMO DEMOCRÁTICO SE AFUNDARAM AO COLIGAR-SE COM A DIREITA E SERVIRAM O NEOLIBERALISMO NA PERFEIÇÃO COMO FEZ O SENHOR BLAIR.