sábado, 14 de setembro de 2013

Vasco Lourenço inconformado com país dirigido «por corruptos e por aldrabões»

Vasco Lourenço, um dos intervenientes da revolução de abril de 1974, afirmou hoje, num encontro de militares em Alcáçovas (Évora), estar inconformado com um «país sequestrado pelo medo» e dirigido «por corruptos, por aldrabões, por pessoas sem ética nem moral».

Num encontro em Monte Sobral, Alcáçovas, para assinalar os 40 anos da fundação do Movimento dos Capitães, Vasco Lourenço elogiou a revolução dos cravos, que pôs termo à ditadura, mas admitiu que não se aproveitou o 25 de Abril para construir «um país melhor do que o que hoje» existe.
O militar disse estar inconformado por Portugal se ter tornado «num protetorado de forças estrangeiras» [numa alusão à 'troika'] e estar a ser dirigido por pessoas que «tudo espezinham para manterem lugar à mesa dos poderosos».
Diário Digital / Lusa

O MARCO ANTONIO COSTA IRA RESPONDER OU TEM MEDO?


Portugal sem política europeia

Embaixador Seixas da Costa acusa Governo de seguidismo e mau trabalho.
Luísa Meireles
Francisco Seixas da Costa fez duras críticas ao Governo Jorge Simão Francisco Seixas da Costa fez duras críticas ao Governo
O embaixador Francisco Seixas da Costa fez hoje uma áspera critica ao trabalho de Portugal junto das instituições europeias, considerando que o atual Governo "prescindiu deliberadamente de ter uma política europeia".

Seixas da Costa, que se reformou no princípio do ano da carreira diplomática, acusou em particular o Governo de uma política "de um seguidismo sem limites face aquilo que presumia que agradava a Berlim.

O embaixador e ex- secretario de Estado dos Assuntos Europeus, que intervinha num debate sobre o tema da representação portuguesa na Europa, no âmbito do segundo dia do encontro "Portugal europeu e agora", criticou igualmente o modo como foi negociado o ultimo quadro financeiro plurianual (as perspectivas financeiras).

Segundo Seixas da Costa, essa negociação foi feita "de um modo verdadeiramente lesivo dos interesses nacionais, tanto mais que tem efeitos para um septanato em que a nossa capacidade de investimento público é reduzidíssima", afirmou.

O diplomata debateu o tema com o também diplomata e actual director de assuntos europeus do ministério dos Negócios Estrangeiros, Francisco Duarte Lopes e a professora da Universidade Nova, Catherine Moury.

  Seixas da Costas defendeu que em vez aceitar "resignadamente o que lhe deram", Portugal devia ter lutado por uma "discriminação positiva", precisamente devido a situação de emergência excepcional.

O diplomata considerou ainda que o pais foi perdendo poder paulatinamente "à mesa do Conselho", fruto dos alargamentos e do Tratado de Lisboa, e que essa circunstancia deveria exigir outro tipo de políticas.

O grande problema português em Bruxelas é "estar numa posição de distancia face aos interesses médios da União, o que não favorece a capacidade de garantir uma defesa eficaz dos interesses próprios", afirmou

Comissários irrelevantes


Seixas da Costa estendeu as suas críticas aos comissários portugueses em Bruxelas, considerando uns prestigiados e competentes, outros diletantes e irrelevantes. "Houve um pouco de tudo" , disse. Portugal teve até hoje três comissários, Cardoso e Cunha, Deus Pinheiro e Antonio Vitorino.

Nem a comunicação social portuguesa na capital belga escapou às criticas do diplomata, para quem esta opta quase sempre por um rigor jornalístico "que vai ao ponto de denunciar as nossas fragilidades, em vez de funcionar como um reforço do poder nacional", como acontece com os "media" de outros países.

"Não tenho duvidas que este comportamento segue os melhores cânones deontológicos, mas também não hesito em considera-lo lesivo dos interesses nacionais", afirmou.
FALA QUEM SABE. UM DIPLOMATA QUE CONHECE BEM OS MEANDROS DA UE.
O LIVRO "DIPLOMACIA EUROPEIA - Instituições, alargamento e o futuro da União" da DOM QUIXOTE  que publicou em 2002 é bem esclarecedor.
Este governo anda entretido com pequenas coisas e pequenos casos caseiros. Política Europeia nem vê-la. São uns aprendizes e uns rapazolas. Só pensam em cortes a quem menos pode e menos tem.
        



Seguro quer que Passos explique destruição de documentos

António José Seguro desafiou o primeiro-ministro a pronunciar-se sobre a destruição dos arquivos de contratos swap.
Lusa        
Líder do PS voltou a criticar o Governo António José/Lusa Líder do PS voltou a criticar o Governo
O secretário-geral do PS desafiou hoje o primeiro-ministro a pronunciar-se sobre o caso da destruição de arquivos referentes à celebração de contratos 'swap' pelo Estado português e exigiu o imediato apuramento de responsabilidades.
António José Seguro falava aos jornalistas após uma visita à Feira da Transumância, na freguesia de Fernão Joanes, numa iniciativa integrada na pré-campanha socialista das eleições para a Câmara Municipal da Guarda.
Questionado como estava a acompanhar o caso de os arquivos sobre vários dos contratos 'swaps' celebrados pelo Estado português terem sido destruídos ao fim de três anos, o líder socialista fez duras críticas. "Penso que se trata de uma situação de enorme gravidade. Devem ser apuradas as responsabilidades de quem destruiu esses dossiês", vincou o secretário-geral do PS.
António José Seguro afirmou mesmo que este caso relacionado com a destruição de processos sobre contratos 'swaps' "não pode ficar assim" sem apuramento de responsabilidades. "Isto não pode ser um caso em que se fala e fala e depois não há apuramento de responsabilidades. Foram destruídos dossiês com informação relevante. O que o primeiro-ministro [Pedro Passos Coelho] tem a dizer sobre esta matéria?" questionou o líder socialista.
O secretário-geral do PS disse depois que "os portugueses estão fartos que lhes sejam impostos sacrifícios". "Mas, quando se trata de pessoas que agiram erradamente em nome do interesse público, não há apuramento de responsabilidades?", interrogou-se Seguro, usando um tom de voz de indignação.
Confrontado com a justificação do Governo de que os cortes nas pensões da Caixa Geral de Aposentações não apresentam qualquer caráter de retroatividade, o líder socialista discordou. "Há retroatividade nesse corte de pensões. Volto a ser muito claro sobre isto: O PS votará contra esse corte retroativo das pensões; se esse corte entrar em vigor, enviaremos o diploma para o Tribunal Constitucional; se mesmo assim se mantiver, quando o PS chegar ao Governo revogará essa lei, porque é uma indignidade e uma imoralidade o que se está a fazer",
 
A GOLPADA TEM DE SER ESCLARECIDA E JÁ. A MINISTRA DAS FINANÇAS TEM DE EXPLICAR.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/seguro-quer-que-passos-explique-destruicao-de-documentos=f830471#ixzz2eu5FL176

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Uma professora descontente com o estado da educação em Portugal interrompeu nesta sexta-feira o discurso do ministro Nuno Crato, durante a tomada de posse do presidente do Instituto Politécnico de Viseu (IPV).
O ministro da Educação e Ciência discursava numa sessão solene na Aula Magna do IPV, sobre a importância de “dotar os jovens, em todo o seu percurso de estudo, das ferramentas que lhes permitam ter uma capacidade e uma liberdade de escolha nos momentos decisivos”.

Apontou que “essas ferramentas têm nomes”, como Português, Matemática, Inglês, Física, História e Geografia, tendo sido nesse momento interrompido por Delmira Figueiredo, professora há 21 anos.

“Há mais”, disse a professora da Escola Básica 2/3 do Caramulo, concelho de Tondela, do meio da plateia.

Nuno Crato concordou, referindo-se também à Música, à Astronomia, à Poesia, à Pintura e ao Cinema e foi novamente interrompido pela professora, que o questionou se “tem consciência do que está a fazer à educação”.

“Eu tenho todo o gosto em discutir consigo noutra ocasião, creio que aqui é um bocadinho despropositado, embora a minha natureza democrática me leve a aceitar este diálogo”, respondeu o governante.

No fim da cerimónia, Delmira Figueiredo admitiu aos jornalistas que tentou ficar calada, mas não conseguiu, porque “o que o senhor ministro estava a dizer é uma mentira, as escolas não funcionam”.

Convidou-o a visitar a escola onde lecciona, para conhecer a realidade.

“Ficámos seis professores do ano passado, os colegas foram postos na rua. É quase o desemprego, porque estão em horário zero. Estão na escola, não podem fazer o que de melhor sabem fazer e são precisos”, lamentou.

Delmira Figueiredo contou que já se cruzou várias vezes com Nuno Crato e que “acreditava nele, no que ele dizia da educação democrática”.

“Se calhar não é por acaso que ele não aparece com tanta frequência, porque eu acho que ele não acredita no que está a fazer. Eu acho que ele queria uma escola melhor. Porque, um professor como ele foi, é impossível querer a morte da escola”, considerou.

Em declarações aos jornalistas, Nuno Crato disse que “essa senhora devia estar com alguma vocação psicanalítica”, e não saber a que estava ela a referir-se.

“Eu estou a fazer aquilo que sempre pensei, aquilo que penso que é melhor para a educação. Estou em colaboração com os politécnicos, com as universidades, com as escolas, a defender um conjunto de princípios fundamentais”, explicou.

Segundo o ministro, tratam-se de princípios como “o desenvolvimento da educação desde o primeiro ciclo, uma educação sólida, que permita aos jovens mais tarde poderem ter opção para escolher cursos superiores de acordo com aquilo que gostam, que é a sua vocação e [é] bom para o país”.

Delmira Figueiredo integrava um grupo de professores que, empunhando bandeiras da Fenprof, aguardavam a chegada do ministro na estrada, junto às instalações do IPV.

“Estamos aqui a protestar porque estas medidas que o Governo tem tomado estão a reduzir o emprego e a piorar a qualidade de ensino e da educação dada às crianças e aos jovens”, justificou à agência Lusa o dirigente da Fenprof Francisco Almeida.
 
O SENHOR MINISTRO DEVIA FALAR MENOS E AGIR MAIS E MELHOR.
A decisão do Tribunal Constitucional, de permitir que um autarca passe para outra câmara depois de cumprir três mandatos sucessivos numa, não é bem aceite pelos portugueses.
De acordo com os dados da Eurosondagem para o Expresso e para a SIC, 48,6 por cento dos inquiridos diz ser contra essa decisão, contra 41,7 que apoia a mudança de câmara pelos chamados dinossauros autárquicos.
 
PARA DEMONSTRAR ESSA VONTADE TERÃO DE VOTAR NOS PARTIDOS QUE NÃO CANDIDATAM DINOSSAUROS.
A LEI NÃO FOI CLARIFICADA NO PARLAMENTO PORQUE O PSD E A CDU NÃO ESTAVAM INTERESSADOS.
O CDS COMO NÃO TEM AUTARCAS NAS PRESIDÊNCIAS DEIXOU ROLAR.




Maioria quis fazer correcções à lei que define valor das indemnizações, mas presidente do parlamento travou essa intenção

A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, negou aos partidos da maioria PSD/CDS as rectificações que estes pediam ao Código do Trabalho no que às indemnizações por despedimento diz respeito. A maioria queria rectificar as alterações feitas e aprovadas no parlamento (tinha um prazo de 60 dias após a publicação do texto para o fazer), mas Assunção Esteves negou este pedido. Assim, a lei vai ficar inalterada, tal como foi aprovada.
O pedido foi feito esta quarta--feira pelos dois partidos da maioria no parlamento e suscitou as críticas de todos os partidos da oposição que não concordaram com as rectificações apresentadas, afirmando que estas podiam levar a interpretações diferentes e, em último caso, até a retirar o direito a haver compensação por despedimento.
Terá sido a falta de consenso entre os partidos que levou Assunção Esteves a negar as correcções ao PSD/CDS. Para a presidente do parlamento, a oposição acaba por ter razão quando argumenta que "as alterações requeridas alteram substancialmente" as disposições da lei que tinha sido aprovada.
Em causa estavam algumas alterações ao diploma que entra em vigor a 1 de Outubro e que a oposição considerou não se tratar de meras correcções de português para clarificar a lei. Por exemplo, na versão original estava escrito que a indemnização por despedimento se aplica apenas "nos casos em que o contrato de trabalho não tenha atingido a duração de três anos" e os dois partidos queriam que passasse a ficar escrito "até à data em que o contrato perfaça três anos".
Outra correcção dizia respeito ao tempo de trabalho entre dia 1 de Novembro de 2012 até 30 de Setembro deste ano (dia antes da entrada em vigor do novo corte nas indemnizações). O diploma aprovado dizia que o direito a receber compensação por despedimento (18 dias por cada ano de trabalho) era calculado "proporcionalmente" ao tempo de trabalho.
A alteração proposta pela maioria mudava a redacção do texto para "por cada ano completo" de trabalho. Como o período em causa é de apenas 11 meses e não um ano completo, a oposição acredita que, no limite, uma interpretação mais à letra poderia retirar o direito a qualquer indemnização respeitante a esse período.
Artur Rego, deputado do CDS, prefere não comentar ainda a decisão da presidente da Assembleia da República, mas entende que "era uma questão de uniformizar a redacção" da nova legislação. "Não era nenhuma alteração de substância, nem de conteúdo. Era meramente de forma", diz ao i o deputado centrista.

AO QUE ISTO CHEGOU. ALTERAÇÕES À SUCAPA?
EM QUE PAIS ESTAMOS?

O porta-voz do PSD, Marco António Costa, desafiou hoje o PS a «moderar» a linguagem durante a campanha, considerando que essa atitude deve-se às notícias que revelam que o líder da oposição está sob «grande pressão» interna.

"As notícias que têm saído ultimamente revelam que o líder da oposição está sob grande pressão interna, isso é um problema do PS, não é um problema nosso, não pode é essa pressão interna dentro do PS transformar numa espiral de linguagem demagógica, numa campanha eleitoral que tem que ser de responsabilidade", disse.
"Deixo aqui mais uma vez um desafio ao PS que modere a linguagem, que não procure semear medos na sociedade portuguesa com o intuito de assustar os portugueses e com isso obter vantagens eleitorais", acrescentou.
Marco António Costa, que falava em Portalegre durante um encontro com apoiantes da candidatura da coligação PSD/CDS-PP, encabeçada pelo médico Jaime Azedo, apelou aos militantes do PSD para que "não respondam às provocações" e, acrescentou, "nem se deixem impressionar" pela linguagem vinda do maior partido da oposição.
Para Marco António Costa, que sublinhou ainda que o país "continua" após o dia 29 de setembro, recordou que continua a existir a "necessidade" de haver uma aproximação para alcançar "amplos" consensos que permitam à sociedade portuguesa encontrar políticas estáveis.
Sobre as medidas tomadas na área das aposentações da função pública, Marco António Costa lamentou que a oposição apresente as mesmas como se fossem para "todos" os pensionistas.
"Nós temos hoje em Portugal cerca de quatro milhões de pensionistas e o PS tenta passar esta imagem que são medidas que vão atingir os quatro milhões dos pensionistas, isto é falso e é preciso dizer que não vale assustar as pessoas", disse

ESTE RAPAZOLA GOSTA DE FALR E TEM A KINGUA AFIADA, MAS JÁ NINGUÉM ACREDITA NELE.
SERÁ QUE ELE NÃO OUVIU A SUA COMPANHEIRA DRª. MANUELA FERREIRA LEITE QUE FOI 10 VEZES MAIS CONTUNDENTE DO QUE O PS?
SERÁ QUE ELE NÃO OUVIU ONTEM NA TVI A DRª. FERREIRA LEITE A DIZER QUE ISTO É UMA EXPERIÊNCIA PARA AVANÇAR PARA TODOAS AS PENSÕES E REFORMAS?

FICA~LHE MAL TENTAR DISFARÇAR ACUSANDO O PS.
O QUE VÃO FAZER DEPOIS DAS ELEIÇÕES É ESMIFRAR MAIS O POVO E DESGRAÇAR O PAÍS.
SERÁ QUE ELE NÃO OUVIU QUE ELES ESTÃO A BRINCAR E A MENTIR AO POVO?
Cumprindo a promessa feita na moção de confiança, Paulo Portas pediu já uma reunião com a direcção do PS para preparar – antecipadamente – a oitava e nona revisões do memorando português, que começam na segunda-feira. Mas a resposta que obteve não foi, confirmou o SOL, a esperada.
Do Largo do Rato, os socialistas perguntaram qual era o motivo da reunião. O gabinete de Portas respondeu, mas isso não chegou para convencer a direcção de Seguro a uma reunião que aparece em tempo «pouco oportuno»: à beira das eleições autárquicas, com o líder socialista a correr o país com um discurso cada vez mais duro contra o Governo.
Assim, entrou-se num impasse. O PS, disse uma fonte socialista ao SOL, deixou claro que o Governo «já sabe a posição» do partido sobre a próxima revisão. Quis saber, por isso, qual era a agenda proposta pelo vice-primeiro-ministro. Até ontem, não tinha havido resposta formal. E, entretanto, Portas rumou a Washington com Carlos Moedas, para uma reunião com a directora do FMI que completa a ‘peregrinação’ portuguesa pelos chefes políticos da troika.
A agenda é agora apertada, embora ninguém descarte que a reunião aconteça. Na segunda-feira, o Governo fala com os parceiros sociais – um dia antes do encontro dos chefes de missão com sindicatos e patrões. Na quarta-feira, há encontro marcado da troika no Parlamento.

O PS NÃO PODE IR NA CONVERSA DO DR. PORTAS. SE A AGENDA NÃO É CLARA E NEM SEQUER FOI INFORMADO DO QUE ANDA A FAZER NAS REUNIÕES COM A TROIKA PORQUE QUER AGORA UMA REÚNIÃO EM CIMA DAS ELEIÇÕES?
A POSIÇÃO DO PS DEVE SER IRREVERSÍVEL E SO HÁ CONVERSA DEPOIS DE 29 DE SETEMBRO
SEGURO E O PS DEVEM FALAR AOS PORTUGUESES E CONVENCER OS INDECISOS A VOTAR E MANDAR ESTE GOVERNO DE FÉRIAS PROLONGADAS PIOR INCOMPETÊNCIA E IMPREPARAÇÃO.
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Swaps: PS exige explicações sobre “contradições” no afastamento de ex-gestores


Reacendeu-se a polémica em redor de Marco António Costa, vice-presidente do PSD e ex-administrador da Metro do Porto

Marco António Costa foi administrador não executivo da Metro do Porto entre 2007 e 2011 Rui Gaudêncio
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O partido socialista (PS) exigiu nesta quinta-feira que o Governo explique as “contradições” no processo de afastamento de ex-gestores de empresas públicas que subscreveram swaps considerados especulativos, reagindo às declarações do secretário de Estado dos Transportes sobre o caso de Marco António Costa, vice-presidente do PSD que foi administrador não executivo da Metro do Porto.
João Galamba afirmou ao PÚBLICO que “há contradições que carecem de explicação” e uma “dualidade de critérios que o Governo tem de clarificar”. O deputado socialista referia-se em concreto ao caso de Marco António Costa, que voltou a ser envolvido nesta polémica nos últimos dias.
Apesar de ter pertencido ao conselho de administração da Metro do Porto no período em que foram aprovados derivados problemáticos, Marco António Costa não saiu do cargo de secretário de Estado da Segurança Social, enquanto outros dois secretários de Estado (Juvenal da Silva Peneda e Paulo Braga Lino) foram afastados, em Abril. A saída do agora porta-voz do PSD acabou por acontecer só em Julho, na sequência da sua nomeação para coordenador da comissão política do partido.
Em Abril, quando a polémica rebentou e o Governo decidiu avançar com uma remodelação que afectou Silva Peneda (por ter sido administrador da Metro do Porto) e Braga Lino (por ter sido director financeiro da mesma empresa), chegou a especular-se sobre a demissão de Marco António Costa. A justificação para mantê-lo no cargo esteve relacionada com o facto de ter ocupado um cargo não executivo na administração da transportadora pública.
O vice-presidente do PSD, que foi administrador não executivo da Metro do Porto entre 2007 e 2011, voltou a estar em destaque esta semana por ter sido referido, numa das audições a ex-gestores públicos que estão a decorrer na comissão parlamentar de inquérito ao caso dos swaps.
Perante a insistência dos deputados, Ricardo Fonseca, ex-presidente da Metro do Porto entre 2008 e 2012, nomeou os membros do conselho de administração da empresa que autorizaram derivados. “Quem aprovou os novos swaps de 2008 foram os três membros do conselho executivo [Ricardo Fonseca, Maria Gorete Rato e Jorge Delgado], mais Rui Rio, Mário Almeida, Marco António Costa e Maria Fernanda Meneses”, afirmou, falando de “co-responsabilidade” na subscrição destes contratos.
Governo quer "baralhar as pessoas"
Nesta quinta-feira, o secretário de Estado das Infra-estruturas, Transportes e Comunicações reagiu à polémica que se reacendeu nos últimos dias. Em declarações à Atena 1, Sérgio Monteiro afirmou que “há uma diferença entre administradores executivos e administradores não executivos”, não podendo ser “responsabilizados de forma igual”. O governante fez uma comparação entre este caso e o anterior governo: “Que eu saiba o secretário-geral do PS [António José Seguro] não tem o mesmo grau de responsabilidade do que o antigo primeiro-ministro [José Sócrates] na execução das contas do país e na situação que herdámos”.
João Galamba considerou que estas afirmações têm como objectivo “baralhar as pessoas”, revelando “um profundo desconhecimento do Código das Sociedades Comerciais, que determina que todos os gestores são solidariamente responsáveis, sendo eles executivos ou não executivos”.
“Essa conclusão resulta da leitura geral do código e da jurisprudência. A única forma de ilibar Marco António Costa, como o PSD tem tentado fazer, seria provar que ele não esteve presente nas reuniões ou que, se esteve, votou contra. Mas ele aprovou estes swaps e, por isso, é solidariamente responsável”, acrescentou o deputado socialista.
Tal como o PÚBLICO noticiou nesta quinta-feira, há muitos ex-administradores de empresas do Estado que subscreveram swaps especulativos que continuam a ocupar cargos públicos. Há também dois candidatos autárquicos: um do PSD/CDS e outro do PS. Questionado sobre este caso, o deputado socialista respondeu que “antes de tomar uma posição é preciso ouvir os gestores envolvidos, ao contrário do que o Governo fez”.
Recorde-se que alguns dos ex-administradores que foram afastados pelo Governo e que têm sido ouvidos na comissão parlamentar de inquérito criticam o facto de terem sido demitidos sem direito a contraditório. Silva Rodrigues, ex-presidente da Metro de Lisboa/Carris que foi exonerado do cargo na sequência desta polémica, chegou a classificar a sua demissão como um “processo sumário”.

É UM ARTISTA PORTUGUES...
UM DIA PODE ESPALHAR-SE..
PARA A SEMANA O TEMPO VAI AQUECER E OS POLITICOS QUE SE CUIDEM.
QUANDO LÊ O QUE LHE MANDAM DIZER É HABILIDOSO MAS NÃO CONVENCE NINGUÉM.
É CORESPONSÁVEL PELA DIVIDA DA CAMARA DE GAIA E QUANDO ESTEVE EM VALONGO E GONDOMAR A SUA PASSAGEM NÃO FOI POSITIVA.




PS encosta Seguro e exige-lhe a maioria nas autárquicas

 
 
Carlos César, Santos Silva e vários candidatos socialistas não se satisfazem com o objetivo mínimo de ter apenas mais votos que o PSD nas eleições de dia 29. Elevam a fasquia exigindo que o PS tenha maior número de câmaras. E já admitem pôr em causa a liderança de Seguro.
O semanário "Sol" escreve hoje que "a oposição interna, alguns notáveis do partido e até candidatos acham curta a fasquia que António José Seguro fixou para reclamar uma vitória nas autárquicas. A sombra de uma disputa interna voltou ao partido".
Segundo o semanário, "a tese que vai vingando pode ser traduzida nas declarações de Carlos César. "A vitória que se espera é a de ter não só a maioria dos votos - o que parece fácil -, como o PS conquistar a maioria das câmaras". O ex-presidente do Governo Regional dos Açores, próximo de António Costa, acrescenta: "Uma vitória só em número de votos era o mesmo que em legislativas o PS ter mais votos que o PSD e um número inferior de deputados eleitos. Era, pelo menos, uma vitória incompleta". Já o socialista Vítor Ramalho explicita "as autárquicas não são iguais às legislativas e é óbvio que ganhar é ter a maioria das câmaras". A pesar de Seguro ser comedido quanto a resultados, tendo afirmado que "ganhar é ter mais votos", Augusto Santos Silva já avisou que isso não chega. "Se o PS ganhar Lisboa folgadamente e ganhar por poucos a eleição nacional, isso significará uma grande vitória de António Costa, comparada com uma pequena vitória de António Seguro. E isso pode reabrir a questão interna do Partido Socialista", diz.
O semanário avança ainda que "para dia 29, a oposição interna tem já uma lista de pelo menos 10 câmaras cujas eventuais derrotas serão cobradas a Seguro. É um conjunto de concelhos importantes, em que os candidatos socialistas são considerados fracos e cuja escolha direta foi de Seguro ou resultado de uma decisão das estruturas locais "que o líder não devia ter aceitado", salienta um ex-dirigente socialista".

DEVIA SER UMA DISCUSSÃO INTERNA.
MAS ALGUNS RESPONSÁVEIS SÃO ASSIM. GOSTAM DE APARECER NEM QUE SEJA PARA DERROTAR O PS.
Manuela Ferreira Leite considerou que a lei que estabelece a convergência de pensões entre o sector público e o sector privado, reduzindo em 10% as pensões de valor superior a 600 euros, é “imoral”.
No seu habitual comentário no programa Política Mesmo na TVI24, a antiga presidente do PSD desfez ponto por ponto e de forma muito dura a medida do Governo aprovada esta quinta-feira em Conselho de Ministros.
“Antes de ser constitucional ou não ser constitucional (…) no ponto fundamental é profundamente imoral. E na política, como na vida, nós, a despeito dos objectivos, temos de olhar aos meios que utilizamos para atingir esses objectivos”, afirmou a social-democrata.
E para Manuela Ferreira Leite na política é necessário existirem “princípios e valores” que “têm estar presentes nas decisões”. “Este é um caso dramático e gritante e algo que não pode ser feito numa sociedade e que a sociedade não pode aceitar.”
A antiga presidente fala mesmo em “leviandade, ligeireza e superficialidade” como esta matéria está a ser encarada pelo Governo.
“Agride uns princípios tão fundamentais e tão básicos do que é a relação entre as pessoas, do que é a construção de vida das pessoas, do que é o drama que implica nas pessoas, que não creio que haja o direito de ela ser aplicada sem ser com uma profunda ponderação que deve envolver as forças vivas deste país”, acrescentou.
Ferreira Leite nega haver uma injustiça dos funcionários públicos em relação aos trabalhadores do privados porque “não se pode pôr igual aquilo que é diferente ”.
A antiga ministra de Cavaco Silva considerou ainda uma “brincadeira de mau gosto” que esta medida seja apresentada pelo Governo como temporária enquanto o país estiver em crise porque os objectivos do Governo não serão atingidos. “O único objectivo disto é transmitir ao Tribunal Constitucional que esta é uma medida temporária e não definitiva. “Não sei quem acredita nisto”, acrescenta.
Ferreira Leite prevê também que dentro de algum tempo o Governo apresente cortes nas reformas que vão atingir todos e não apenas os aposentados da função pública. “Esta media é um teste a pessoas que não fazem greve, que que não têm representação na concertação social, que não têm nenhuma legislação que os proteja. Mas é evidente que isto não resolve nenhuma reforma orçamental.”
A social-democrata recusa colocar a questão nas questões partidárias, mas lamenta muito que “haja um partido social-democrata e um partido democrata cristão que subscrevem uma situação desta natureza”.
“Uma sociedade que aceita esta situação, de se poder socializar uma classe de reformados,  é uma sociedade que está doente”, acrescentou.

A DRª. MANUELA CONHECE-OS BEM. SABE DO QUE FALA E O QUE DIZ.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013




Sobre o regime de requalificação, o sindicato considera que nada tem de positivo

A vice-presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos (STE), Helena Rodrigues, afirmou hoje que a convergência de pensões que o Governo anunciou hoje ter aprovado "é uma mentira" e adiantou que vão continuar o debate na Assembleia da República.
O Governo aprovou hoje uma proposta de Lei que estabelece a convergência de pensões entre o setor público e o setor privado, que reduz em 10% as pensões de valor superior a 600 euros e as de sobrevivência de valor acima de 419,22 euros.
"É mentira. Não há convergência de pensões, há corte", contrapôs Helena Rodrigues, lamentou que o Governo tenha aprovado o diploma antes de terminar o prazo para as negociações suplementares pedidas pelos sindicatos da função pública.
O STE prepara-se agora para continuar o debate na Assembleia da República e exigir a convergência com o regime da Segurança Social, por exemplo, no cálculo da pensão, atribuição de pensão de sobrevivência e na contagem de tempo para descontos e noutras regras que "a Caixa Geral de Aposentações [o regime que se aplica aos funcionários públicos] não tem".
"O que o Governo precisa é de dinheiro e vem buscar a este grupo, por via de quem já está reformado e por via da requalificação", criticou.
Questionada sobre a forma que o Governo encontrou para ultrapassar o chumbo do Tribunal Constitucional ao chamado "regime de qualificação" dos funcionários públicos, atribuindo uma remuneração de 40% ao fim de 12 meses em vez do despedimento, a dirigente do STE considerou que nada tem de positivo.
Criticando o facto de os trabalhadores estarem a pagar erros de gestão das empresas a que pertencem, Helena Rodrigues salientou que "ter trabalhadores em casa sem trabalhar nunca é positivo para ninguém".
Segundo a proposta do Governo, hoje aprovada em Conselho de Ministros, os funcionários colocados no regime de requalificação vão receber durante 12 meses 60% da sua remuneração e numa segunda fase 40%, com limites mínimo de 485 euros e máximo de 838,44 euros

A MENTIRA TEM A PERNA CURTA.
É UM ROUBO AOS REFORMADOS E PENSIONISTAS.
O SENHOR PORTAS DEVIA DEMITIR-SE JÁ. MAS COMO É UM POLÍTICO SEM PALAVRA VAI APLAUDIR.
http://youtu.be/2YP-jLJPL6s - clique em cima

Veja aqui o vídeo de homenagem a Relvas no Brasil.


Défice. Portas quer alargar, Passos não sabe e Bruxelas torce o nariz a 4,5%

Portas e Maria Luís deixaram escapar objectivo no parlamento. Barroso diz que governo tem de cumprir
O elevado fardo de cortes para o ano e o medo de que o Tribunal Constitucional dificulte ainda mais as contas para 2014 estão a levar o governo a ensaiar a estratégia de pressionar aos poucos a troika para que a meta do défice para o ano seja de 4,5% e não de 4%. Mas se dentro do próprio governo o tom difere entre os ministros com responsabilidade e o primeiro-ministro, de Bruxelas a resposta é para já a uma só voz: o gabinete do presidente do Eurogrupo diz desconhecer as pretensões portuguesas e Durão Barroso insistiu em não falar sobre o assunto, direccionando a questão para a necessidade de Portugal cumprir com o acordado para recuperar a credibilidade perdida.
Mas afinal o que pretende o governo? Para já que a troika suavize a meta do défice para o ano 0,5 pontos percentuais (ajudando assim na elaboração do Orçamento do Estado, que está a um mês de ser apresentado), mas sem grande alarido, para não provocar tumultos nos mercados, já escaldados com a Grécia e com a crise política do início do Verão.
Paulo Portas, vice-primeiro- -ministro, e Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças, estiveram ontem juntos numa audição no parlamento - pela primeira vez enquanto responsáveis pelas relações com a troika - para assumirem em uníssono que o governo continua a defender que a meta "mais adequada" para o défice é de 4,5%. A ministra das Finanças foi até mais longe, dizendo que se trata de um tema "a ser discutido" a partir de segunda-feira com os técnicos do FMI, do BCE e da Comissão Europeia.
Na base da argumentação dos dois ministros está o facto de uma diferença de 0,5 pontos não pesar muito nas contas do défice estrutural - por força do Pacto Orçamental, ratificado o ano passado, os países têm de ter no máximo 0,5% de défice estrutural. "Quando falamos em ajustamentos de metas, só podemos falar de valores que permitam a redução do défice estrutural, porque estamos comprometidos com o Tratado", reafirmou Maria Luís Albuquerque, depois de Portas ter dito que a diferença de posições entre o governo e a troika neste ponto não afectaria o défice estrutural e que portanto é uma situação "gerível".
Passos desafina Contudo, horas depois, Passos Coelho desafinou (um pouco) no tom. O primeiro-ministro até admitiu que se o país precisar o governo "não está distraído" e "não deixará de discutir essa matéria com os credores oficiais", mas não assumiu uma data, como os dois ministros. Disse, aliás, que "não há uma decisão tomada".
A posição do primeiro-ministro pode estar relacionada com o facto de não serem do agrado de Bruxelas os pedidos públicos de melhores condições. Nos dois primeiros anos de mandato, o governo teve como estratégia não falar em suavizações do défice (já aconteceram duas) sem as ter garantidas, mas, no início deste ano, Passos admitiu pela primeira vez essa possibilidade sem ainda ter sido negociado, o que não agradou aos credores. Depois disso, a opção do governo tinha sido não falar oficialmente no assunto. Pesa do outro lado o facto de as duas suavizações terem sido concedidas com a argumentação de que o cenário macroeconómico europeu justificava uma flexibilização. Com a melhoria, mesmo que aos solavancos, da economia portuguesa e europeia, o executivo perde esse argumento.
Barroso pressiona Para já, em Bruxelas o assunto cai em saco vazio. O porta-voz do comissário dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, recusou comentar as pretensões portuguesas. E uma fonte do gabinete do presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, disse à Lusa desconhecer qualquer pedido formal.
No entanto, quem deu a cara pela pressão directa ao executivo português acabou por ser Durão Barroso. O presidente da Comissão Europeia recusou comentar um eventual alargamento do défice e preferiu lembrar que o "que Portugal tem que fazer é ganhar a confiança dos investidores para poder voltar a uma situação de normalidade financeira".
Em busca da credibilidade Para já a faca continua a pairar sobre as cabeças da equipa de Passos Coelho e Durão Barroso fez questão de não a aliviar: "A questão é saber-se se Portugal vai ou não cumprir os objectivos a que se comprometeu", disse. Mas para isso o país precisa de recuperar a credibilidade perdida também com a crise política do início do Verão. "Como é que Portugal pode manter a credibilidade apesar da crise política, que, com certeza, teve um custo, essa crise política teve um custo bastante sério em termos da credibilidade da aplicação do programa?", lembrou

QUE CREDIBILIDADE TEM ESTE SENHOR PORTAS DEPOIS DO QUE ESCREVEU?
QUE GARANTIAS DÁ A MINISTRA DAS FINANÇAS COM O CASO SWAPS e outros piores?
ESTE GOVERNO FALIU E O PR CONTINUA MUDO E QUEDO.

Confuso, senhor ministro? Nós também

12/09/13 00:21 | Helena Cristina Coelho 
 


                               


António Pires de Lima já cumpriu 50 dias como ministro da Economia. Desde então, não lhe têm faltado discursos optimistas ou palavras de incentivo.
Ontem, contudo, o governante lançou algumas mensagens que mais facilmente (e sem surpresa) se ouviriam da boca de um gestor descontente, de um empresário desencantado ou mesmo de um líder de oposição do que de um ministro da Economia. Em resumo, ficaram três recados. Primeiro: a consolidação de um ciclo económico virtuoso em Portugal não é sustentável com uma fiscalidade tão agressiva. Segundo: as empresas estão a fazer o seu trabalho e as famílias fizeram o ajustamento, por isso é chegado o momento de o Estado fazer a sua parte no esforço colectivo. E, por fim, sugere que o Governo dê sinais fiscais mais positivos aos portugueses.
Pires de Lima sabe bem do que fala. Até há precisamente 50 dias, liderava uma grande empresa nacional e, através dela, lidava directamente com um mercado paralisado pela crise e pela fuga de consumidores e cercado por uma carga fiscal asfixiante. Por isso, tudo o que disse ontem faz sentido e deve ser levado a sério. Só que Pires de Lima já não é gestor de uma empresa privada, é ministro.
O que disse ontem é precisamente o que empresários e trabalhadores exigem e necessitam. E é precisamente aquilo que se espera que um Governo consiga fazer: reduzir impostos, facilitar a vida de empresas e trabalhadores e abrir caminho à recuperação económica. Ou será que, por momentos, Pires de Lima se esqueceu que é ministro da Economia e que tudo aquilo que ontem reclamou é aquilo que hoje está (também) nas suas mãos tornar uma realidade?
Não é só de um ministro que se espera coerência nas políticas e no discurso, é de todo o Governo. Pires de Lima não pode surgir a defender menos impostos e, no mesmo dia, outro ministro, como foi o caso de Miguel Poiares Maduro, ameaçar com novo aumento da carga fiscal se a reforma do Estado não tiver os efeitos pretendidos.
Ou será que um estaria a pensar em baixar os impostos sobre os lucros de bancos e empresas e o outro a ponderar um agravamento fiscal sobre os rendimentos do trabalho e das pensões? Assim, em boa verdade, já não haveria incoerência - talvez, e apenas, uma grande dose de injustiça.
Esta espécie de bipolaridade governativa - e que ontem se manifestou de novo, com o vice-primeiro ministro a prenunciar uma meta de défice mais flexível e o primeiro-ministro a não querer comprometer-se com isso - não é uma boa política. Por um lado, revela muito de como anda o consenso governamental por estes dias. Por outro, confunde um país que, mais do nunca, precisa de um rumo, não que lhe exibam o mapa do labirinto em que estão metidos.

Münchau: "Não vejo como Portugal pode prosperar na Zona Euro sem mutualização de dívida”
 
 
Wolfgang Münchau acredita que a saída da Grécia do euro ainda é o desfecho mais provável e considera que, nesse cenário, a pressão para a saída de Portugal também será forte.
Wolfgang Münchau, matemático e jornalista alemão, colunista regular do "Financial Times", tem sido um dos maiores críticos das políticas de austeridade vigentes na Europa. Entrevistado pelo "Diário de Notícias" por ocasião da conferência sobre a Europa que a Fundação Francisco Manuel dos Santos organiza nesta semana, diz que o programa de ajuda financeira a Portugal foi mal desenhado e admite ser necessário um segundo resgate.

“Todos os programas basearam-se em hipóteses demasiado optimistas. No caso de Portugal, ninguém estimou previamente o impacte do Tribunal Constitucional, por exemplo. Mas o ponto principal não é tanto a dificuldade em atingir um certo nível de austeridade, mas a dificuldade em regressar ao nível de crescimento necessário para a dívida ser sustentável”, refere.

Münchau diz não ter a certeza de que ficar no euro sob as actuais condições salve Portugal. “A austeridade não funcionou. Mas também não vejo como é possível haver condições mais ligeiras”.

“Se a Grécia sair da Zona Euro, que é o que espero que no fim vai acontecer, penso que a pressão também será forte sobre Portugal. Sem um certo grau de mutualização de dívida, não vejo como é que Portugal pode alguma vez prosperar na Zona Euro. É esta decisão que Portugal tem de tomar”, considera.
 


Líder do PS disse ontem que na agenda do Conselho de Ministros de hoje está "um novo corte nas pensões e nas reformas".
O Secretário-geral do PS, António José Seguro, avisou ontem à noite em Faro, que o Governo de Pedro Passos Coelho se prepara para, no Conselho de Ministros de hoje, fazer "um novo corte nas pensões e nas reformas".
"Eles amanhã [quinta-feira] vão todos sentar-se no Conselho de Ministros para fazer um novo corte nas pensões e nas reformas", declarou António José Seguro, durante um jantar comício no âmbito da campanha eleitoral para as autárquicas na capital do Algarve, onde discursou para várias centenas de pessoas durante 34 minutos.
O líder do PS recordou que durante a campanha eleitoral de há dois anos e dois meses, o actual Governo foi o "campeão" da defesa dos pensionistas e dos reformados, mas que agora que se apanharam "no poder", o que vão fazer é "esquecer completamente o que prometeram aos portugueses".
"Vão cortar nas pensões e nas reformas de quem trabalhou uma vida inteira", reiterou António José Seguro, referindo que isso "não é justo".
A proposta do Governo prevê cortes de 10% nas pensões de velhice pagas pela Caixa Geral de Aposentações (CGA) superiores a 600 euros. Já as pensões de sobrevivência acima de 419,22 euros também sofrem reduções.

O GOVERNO QUER MAIS UMA VEZ ENGANAR OS PORTUGUESES. ATÉ ÀS ELEIÇÕES VÃO PROMETER TUDO E MAIS ALGUMA COISA.
VOTAR NA DIREITA NO DIA 29 DE SETEMBRO E ACEITAR O DESASTRE E O ROUBO AOS TRABALHADORES E OENSIONISTAS.
ESTE GOVERNO MERECE UM GRANDE CARTÃO VERMELHO E JÁ. 
D.R.12/09/2013 | 10:25 | Dinheiro Vivo
O ministro das Finanças alemão considera que Portugal pode vir a enfrentar problemas após o final do programa de assistência financeira no próximo ano."Talvez Portugal ainda venha a ter problemas" após o final do programa, alertou Wolfgang Schäuble durante um comício eleitoral na cidade de Moenchengladbach, no oeste da Alemanha, citado pela Bloomberg.
O braço direito de Angela Merkel quis, no entanto, deixar bem claro que o programa de Portugal "está a correr bem".
A zona euro através do seu fundo de resgate está a permitir que "os países ajudem-se a si próprios" de forma a sacudirem a pressão dos mercados financeiros para poderem organizar a sua economia.
As eleições alemãs vão ter lugar no dia 22 de setembro e Portugal tem sido um dos assuntos em destaque na campanha eleitoral. Noutro discurso a 31 de agosto, Wolfgang Schäuble disse que o programa de Portugal iria "presumivelmente" terminar na data estipulada, a 30 de junho do próximo ano.
Recentemente, em entrevista ao jornal alemão Die Welt, o ministro adiantou também que "provavelmente" nem Portugal nem a Irlanda vão precisar de mais ajuda financeira mas avisou que os mercados financeiros "nem sempre são racionais".

JÁ TODA A GENTE PERCEBEU QUE O PROGRAMA NÃO RESULTOU E FOI E É UM TOTAL DESASTRE.
SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013




Educação

BE acusa Nuno Crato de 'apartheid' escolar

Económico com Lusa                   

O Bloco de Esquerda (BE) acusou hoje o ministro da Educação de "'apartheid' escolar e espezinhamento da Constituição", criticando Nuno Crato por criar uma escola "duplamente dualizada".
"Estudar não será para todos, nem no currículo nem na escola que se frequenta. Os filhos de famílias com recursos sobreviverão, os outros que se aguentem", disse a deputada bloquista Cecília Honório numa intervenção na reunião da comissão permanente da Assembleia da República.
A deputada sublinhou que o "último murro na Constituição" do Governo chegou "pela mão do ministro Nuno Crato", considerando que a proposta de financiamento do ensino privado "é a prova do revanchismo desta direita que não conseguiu rever a Constituição por medida".
"Isto, senhoras e senhores deputados, é 'apartheid' escolar e espezinhamento da Constituição, no ataque à igualdade de oportunidades no acesso e no sucesso, e na natureza do sistema público de ensino aí previsto", sustentou.
Cecília Honório acusou ainda o executivo de "desprezar" os "milhares de professores no desemprego" e de deixar a escola pública no "osso dos recursos": "Vejam-se os casos de crianças com aulas em contentores, ou das turmas sobrelotadas com mais de 30 alunos e mais de um nível de ensino", disse.
"Tentem pelo menos, ao menos uma vez, pensar no que estão a fazer às crianças e aos jovens deste país", reclamou a bloquista.Portugal, a continuar assim, sairá "das referências europeias" na área da Educação por "desprezar o esforço de instituições e profissionais" e "fechar a porta das Universidades a milhares de jovens, esquecendo os compromissos da Estratégia 2020", sublinhou Cecília Honório.
"Esta política radical de destruição do ensino público não pode continuar. Sobra o recurso aos tribunais, e toda a luta, na esperança que o país responda a um recuo em todos os níveis de ensino que não é de 20 mas de 50 anos. Há radicais. Pois há, e estão sentados no Governo", acusou a deputada.

É BOM QUE ALGUÉM VÁ LEMBRANDO PARA ONDE ESTES NEOLIBERAIS QUEREM LEVAR O PAÍS


Barroso: Portugal é exemplo de que recuperação económica "está à vista"

Durão Barroso aponta Portugal como exemplo de que a receita europeia para sair da crise está a funcionar e diz que cabe aos governos evitar instabilidade política, a maior ameaça à recuperação económica.
Daniel do Rosário, enviado a Estrasburgo
Este foi o último discurso de Durão Barroso sobre o Estado da União EPA Este foi o último discurso de Durão Barroso sobre o Estado da União
A recuperação económica "está à vista" para a Europa, mas a crise ainda não acabou e os governos têm que cumprir a sua "função" que é a de assegurar estabilidade política, disse hoje Durão Barroso, em Estrasburgo, no plenário do Parlamento Europeu (PE).
Naquele que foi o seu último discurso sobre o Estado da União antes das eleições europeias de Maio de 2014, o presidente da Comissão Europeia dedicou grande parte da sua intervenção de 40 minutos a defender o que a Europa fez para ultrapassar a crise que, recordou, teve início com a crise financeira desencadeada nos Estados Unidos "há exactamente cinco anos", recordou.
Durão passou em revista os últimos indicadores económicos relativos aos países "mais vulneráveis" (Espanha, Irlanda, Portugal, Grécia e Chipre) para concluir que "a recuperação está à vista para a Europa", mas apelando ao realismo na análise: "não sobrestimemos os resultados positivos, mas também não subestimemos o que foi feito".
Em relação a Portugal, o ex-primeiro-ministro apontou o défice da balança corrente ("que era estruturalmente negativo, deverá agora estar globalmente equilibrado") e o crescimento económico ("está a retomar, depois de muitos trimestres no vermelho") para reforçar o lado positivo da análise, mas também para alertar para os riscos de um optimismo precipitado: "é claro que temos que permanecer vigilantes, uma andorinha não faz a primavera, nem sequer um belo dia. E um bom trimestre não significa que já deixámos o mau tempo económico. Mas é claro que estamos na direcção certa. Com base nos dados e evoluções que agora vemos, temos boas razões para estar confiantes".
Mais à frente, Barroso identificou o que considera ser a maior ameaça "neste momento de frágil recuperação": "o maior risco que vejo é político, de falta de estabilidade, falta de determinação e perseverança". Sem identificar o destinatário do recado, o presidente da Comissão evocou o passado recente para afirmar que "qualquer coisa que lance dúvidas sobre o compromisso de um governo efectuar reformas é instantaneamente punida". E concluir que "nesta fase da crise a função dos governos é assegurar a certeza e previsibilidade de que os mercados ainda gostam".
Durão não se referiu a nenhum país em particular, mas a crise política de Julho em Portugal permanece bem fresca nas memórias e a imprevisível situação em Itália continua a ser motivo de preocupação.
Este foi a último discurso de Durão Barroso sobre o Estado da União antes das eleições europeias de Maio do próximo ano. Um pretexto evocado várias vezes por Barroso para mobilizar os que se dizem adeptos do projecto europeu para a defesa daquilo que a Europa tem feito pelos cidadãos: "os cidadãos não se deixarão convencer apenas com retórica e promessas, mas com um conjunto concreto de realizações comuns. Temos que mostrar as muitas áreas em que a Europa resolveu problemas para os cidadãos. A Europa não é a causa dos problemas, a Europa é parte da solução".
 
COM TANTA AUSTERIDADE, A ECONOMIA MORTA, O DESEMPREGO ALARMANTE, OS REFORMADOS A PAGAR A CRISE, AS FALÊNCIAS A SUBIR, O DÉFICE SUBINDO, A DIVIDA EM VALORES INCOPORTÁVEIS, E PORTUGAL É UM EXEMPLO?
SÓ PORQUE HÁ ELEIÇÕES. MAIS UMA AJUDINHA SENHOR BARROSO.
IMPOR UM NEOLIBERALISMO SELVAGEM VAI DAR MAU RESULTADO.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

O ex-presidente da Metro do Porto, Ricardo Fonseca, afirmou hoje na Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso dos 'swaps' que Marco António Costa era um dos nomes presentes nas reuniões do conselho de administração da empresa que aprovaram a contratação de 'swaps' em 2008 e 2009.
Quando o atual Governo afastou dois secretários de Estado - Paulo Braga Lino e Juvenal Silva Peneda - por terem ligações ao caso dos 'swaps' justificou a manutenção de Marco António Costa no Executivo, como secretário de Estado da Segurança Social, pelo facto deste ter sido administrador não executivo da Metro do Porto, e não um responsável pela gestão da empresa.
A um administrador não executivo numa empresa cabe a função de acompanhar e avaliar a gestão da sociedade pelos seus gestores.
Ricardo Fonseca confirmou que nas reuniões do conselho de administração da Metro do Porto que aprovaram a contratação de 'swaps', em 2008 e 2009, estava também Marco António Costa.
Marco António Costa deixou entretanto o Governo para assumir a pasta de coordenador da direção do PSD. 
O conselho de administração da empresa aprovou por unanimidade, em Julho de 2008, um empréstimo de 100 milhões de euros, afirmou Ricardo Fonseca, citado pela agência Lusa.
Em 2009, foi também aprovado um outro empréstimo de 180 milhões de euros e até 2012 foram realizadas duas novas operações de financiamento de 75 milhões de euros ao Deutsche Bank e de 50 milhões de euros à Caixa Geral de Depósitos.
A Metro do Porto tinha em carteira instrumentos financeiros de 1,06 mil milhões de euros de perdas potenciais em 2012.  
 
SOMA $ SEGUE. BOA RAPAZIADA. 
 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Nuno Crato admite contratação de "alguns milhares" de professores esta semana

"Está tudo a ser preparado para que a abertura do ano escolar corra sobre rodas. Ainda haverá colocação de alguns professores. Existem alguns milhares de professores que estão a ser contratados e que esta semana vão ser destacados", disse, durante uma visita à Escola Secundária da Moita.
O ministro recusou a ideia de que as contratações estão a ser feitas tarde e defendeu que as colocações foram feitas "da forma mais racional possível".

É PRECISO TER LATA.
ATÉ DIA 29 VAI APARECER DE TUDO PARA A CAÇA AO VOTO.
É UMA VERGONHA.
SÓ FALTA ANUNCIAR BACALHAU A PATACO.
 



Sócrates acusou, na RTP, o Governo de estar a fazer "um grande esforço" para esconder as medidas previstas para o OE/2014.
"O Governo está a fazer um grande esforço para que medidas do Orçamento do Estado não sejam conhecidas antes de eleições, o que prejudica a vida das instituições", acusou ontem José Sócrates.
No comentário habitual na RTP, o ex-primeiro-ministro disse que "o Governo tem medo de revelar os cortes" que tem previstos e que "está a fazer uma gestão cautelosa da medidas do Orçamento do Estado para 2014 para não ser prejudicado nas eleições" autárquicas de 29 de Setembro. O discurso "que se lixem as eleições", protagonizado por Passos Coelho, "era um engodo", diz Sócrates.
O ex-líder do PS aproveitou ainda para criticar o que considerou "o mais triste e preocupante sinal de desinvestimento no ensino superior": a quebra de 18% no número de alunos colocados no ensino superior na primeira fase de candidatura. Para Sócrates trata-se da "consequência do desinvestimento no ensino superior" que o Governo de Passos tem levado a cabo, acusando o Executivo de ter como "único esforço" para melhorar a competitividade a desvalorização dos salários.
 

domingo, 8 de setembro de 2013

O secretário-geral do PS acusou o primeiro-ministro de estar a empobrecer o país com os cortes na saúde, educação e segurança social.
"O primeiro-ministro, com a sua política de cortes, está a empobrecer os portugueses e isso soma mais crise à crise que neste momento já temos em Portugal", afirmou António José Seguro, quando discursava na quinta-feira dia 5 de Setembro, num jantar de apresentação da candidatura de Dinis Duarte à Câmara do Cadaval, pelo PS, nas eleições autárquicas de 29 de Setembro.

O líder socialista falava de mais cortes anunciados para a saúde, educação e segurança social por Passos Coelho, que classificou como um "primeiro-ministro insensível à dor e ao sofrimento". "Mais cortes geram mais crise, porque mais cortes é mais recessão, mais recessão é mais falências, mais falências é mais desemprego e mais desemprego é mais despesa para o Estrado com o pagamento de subsídios de desemprego e menos contribuições para a Segurança Social", considerou.

"Um país que está de novo a ver emigrar a geração mais qualificada dos portugueses está ou não está a empobrecer?", questionou António José Seguro, para responder de seguida de forma afirmativa.

O secretário-geral do PS defendeu, em alternativa, que "é possível controlar as dívidas apoiando as empresas e a economia [em vez de subir impostos], para gerar riqueza, porque só com riqueza se consegue pagar as dívidas e preservar os postos de trabalho e criar novas oportunidades de emprego".

O SECRETÁRIO GERAL DO PS TODOS OS DIAS FALA NO NOME DE PASSOS COELHO.
ELE AGRADECE PORQUE MELHOR PROPAGANDA NÃO POD EXISTIR.
O PS NÃO CONSEGUE COMANDAR A AGENDA POLÍTICA E ASSIM SERVE EM PELNO A ESTRATÉGIA DO PSD E DO GOVERNO.
UM POLÍTICO NÃO PODE TER RAZÃO ANTES DE TEMPO MAS TEM DE SABER FALAR A TEMPO.
A REPETIÇÃO DE FRASES FEITAS COMEÇA A CANSAR OS PORTUGUESES.
OU O PS ARREPIA CAMINHO (E JÁ VAI TARDE) OU TERÁ UMA GRANDE SURPRESA NO DIA 29 DE SETEMBRO.
AGUARDEMOS. 

Ferreira Leite acusa Governo de fazer "bluff" ao falar de medidas mais duras para os portugueses


 
 

 
 

A ex-líder do PSD, Manuela Ferreira Leite acusou o Governo de fazer 'bluff' ao dizer que o chumbo do Tribunal Constitucional (TC) ao regime jurídico da "requalificação de trabalhadores em funções públicas" poderá provocar medidas mais duras para os portugueses.

"Isto é um 'bluff' de todo o tamanho. Tudo isto é um processo que demoraria  muito mais de um ano, porque só na qualificação eles estariam um ano, mesmo  que não tivesse sido considerado inconstitucional nunca isto teria qualquer  efeito orçamental nem este ano, nem no próximo", afirmou Manuela Ferreira  Leite na quinta-feira à noite na TVI24. 
Os juízes do TC chumbaram a 29 de agosto o regime jurídico da "requalificação  de trabalhadores em funções públicas", cuja "fiscalização abstrata preventiva"  tinha sido pedida pelo Presidente da República. 
No dia seguinte, a reagir a este chumbo, o primeiro-ministro Pedro Passos  Coelho afirmou que se o Governo não puder baixar os salários, nem as pensões,  o caminho será um segundo resgate. 
Manuela Ferreira Leite defendeu que o chumbo do TC "não tem nada a ver  nem com a necessidade de redução de despesa do próximo ano, nem com o orçamento  do próximo ano, nem com a oitava avaliação da 'troika', não tem a ver com  nada do ponto de vista orçamental". 
A antiga ministra das Finanças defendeu mesmo que "só pode ser mais  fácil  1/8negociar 3/8 com uma criatura que quer que se faça determinada coisa,  ao dizer-lhe 'eu queria fazer, mostrei que queria fazer, mas não me deixam".
"E ele vai ter que compreender", disse. 
Quando questionada sobre qual seria o objetivo do Governo com o novo  regime da requalificação dos funcionários públicos, a ex-líder do PSD respondeu:  "Era provavelmente para ter a hipótese de vir a libertar-se dos funcionários,  admito que sim".  
"Por este motivo, por estas normas não terem sido consideradas constitucionais  para o orçamento de 2014 não se perde um cêntimo", reiterou. 
Manuela Ferreira Leite acusou ainda o executivo de amedrontar os funcionários  públicos com o "bicho papão". 
"Aquilo que eu acho aqui preocupante é que, a propósito desta possibilidade  de despedimento, se amedronte as pessoas com o papão de que 'agora que grande  desgraça aconteceu, como é que nós fazemos a consolidação das contas públicas?'",  disse. 
A antiga ministra das Finanças considerou que "se  1/8o regime jurídico 3/8  era inconstitucional,  1/8o TC 3/8 fez muito bem em ter chumbado".  
"Nós estamos ou não estamos num Estado de Direito? Como eu acho que  cada vez que há medidas muito violentas de corte de despesa, e isso só nos  prejudica, eu continuo a achar que o chumbo do TC nalgumas situações só  nos ajudou a não nos afundarmos tanto", defendeu.