sábado, 26 de outubro de 2013

Manifestantes do Porto contrariam ordem da polícia no trajeto do desfile

  

, atualizado hoje às 19.03

 
 
foto Leonel de Castro/Global Imagens
Manifestantes do Porto contrariam ordem da polícia no trajeto do desfile
 

Inverno: Relógios atrasam uma hora na madrugada de domingo

Na madrugada de domingo não se esqueça de acertar o relógio. Às 2:00 da manhã, os relógios devem ser atrasados para a 01:00 em Portugal Continental.


                  

Duelo entre o ex-ministro socialista Pedro Silva Pereira e o líder da bancada do PSD, Luís Montenegro, conduziu debate aos aumentos salariais de 2009.
O Governo de Passos Coelho é responsável pela "maior burla política de que há memória, que disse que faria o ajustamento pela despesa, e depois aumentou os impostos", acusou Pedro Silva Pereira, ex-ministro da Presidência do Governo de Sócrates. "Burlados foram os portugueses com a governação à qual está associado e que levou o país a pedir ajuda externa", respondeu Luís Montenegro, num pedido de defesa da honra da bancada.
O debate parlamentar do segundo orçamento rectificativo decorria num tom sereno, mas a calma só durou até à intervenção do socialista Pedro Silva Pereira. Depois, as intervenções incendiadas sucederam-se e houve tempo para evocar José Sócrates, o aumento de salários em 2009, Manuela Ferreira Leite e o seu aval à medida, e até as contas "do professor Eduardo Catroga que, juntamente com Carlos Moedas", indicavam que o ajustamento era possível cortando as "gorduras do Estado", nas palavras de Silva Pereira.
O ex-ministro da Presidência do Governo de Sócrates começou por apontar "três verdades inconvenientes" que encontrou no segundo Orçamento Rectificativo: "primeiro, o falhanço da meta do défice, depois o falhanço da recuperação da economia, e o falhanço da recuperação do investimento". Silva Pereira frisou que o Governo apresentou "seis rectificativos em dois anos" e garantiu que "na hora de votar este Rectificativo, o Governo estará sozinho".
Duarte Pacheco, pela bancada do PSD, pegou no tema dos rectificativos e lembrou como no Governo de Sócrates as alterações à lei orçamental eram "apelidadas de tudo menos de rectificativo" porque "o Governo não tinha coragem para falar verdade aos portugueses". E foi mais longe: "O senhor, que fez parte do governo socialista, não tem currículo, tem cadastro", disse Duarte Pacheco, para Pedro Silva Pereira, arrancando fortes aplausos das bancadas da maioria.
Foi então que as acusações de burla política surgiram. Primeiro de Silva Pereira ao Governo, por não cumprir as promessas eleitorais de não aumentar impostos e por fazer o ajustamento com recurso a cortes de salários e de pensões. Depois de Luís Montenegro, que recuperou o mandato do Governo de Sócrates para lembrar que os socialistas levaram o défice a 10% (em 2010). "Burla política é financiar as empresas públicas para não ter a sua contabilidade no perímetro do défice; burla política é transmitir para as gerações seguintes os encargos com as PPP", acusou ainda o líder da bancada do PSD.
Luís Montenegro não ficou sem resposta: Silva Pereira, de pé, mostrou bem alto uma fotocópia de uma entrevista de Manuela Ferreira Leite, onde a ex-líder do PSD concordava com o aumento de salários para os funcionários públicos em ano de eleições, e lembrou que a medida foi votada favoravelmente pelo PSD. "Todos lembramos Passos Coelho a prometer a uma criancinha que não ia tirar os salários aos pais. Porque, com o professor Catroga e Carlos Moedas, tinham feito as contas" e o ajustamento podia ser feito cortando nas gorduras do Estado, recordou ainda Silva Pereira. "As gerações vindouras estão hoje a emigrar por recomendação do seu Governo", rematou o socialista.

QUANDO A CULPA É SEMPRE DOS OUTROS O POVO É QUE SE LIXA.
O que é, afinal, um cautelar? É melhor ou pior que um segundo resgate? E implica o quê? Eis um descodificador.
A melhor imagem para distinguir um novo resgate de um programa cautelar foi usada por Mira Amaral, do banco BIC: é o mesmo que dizer se vamos ter de continuar em coma induzido ou podemos ficar ‘só’ nos cuidados intensivos.
Na prática, um resgate é um programa para três anos, onde o financiamento do país é quase inteiramente feito pela Europa e FMI. Num cautelar não: o país financia-se normalmente, emitindo dívida, e só recorre a uma linha de financiamento pré-definida se tiver necessidade disso.
Os contornos destes programas alternativos só agora começam a ser preparados – para a Irlanda. Mas o novo Mecanismo Europeu de Estabilidade tem previstos dois mecanismos – que se diferenciam só pela avaliação que a Europa fará do país.
Em todo o caso, será preciso preencher requisitos mínimos. Respeito pelas regras e metas do défice e dívida; compromisso com medidas de ajustamento; acesso comprovado aos mercados; contas externas sustentáveis; ausência de riscos no sistema financeiro. Portugal tem aqui dois problemas potenciais: dificuldades nas metas e contas públicas e no acesso pleno aos mercados.
Uma vez aceite, os contornos da assistência não são muito diferentes dos de um resgate: o FMI pode estar presente; haver um memorando com medidas a cumprir; visitas regulares ao país; informação permanente aos credores.
Há um detalhe importante: as medidas exigidas serão tanto piores quanto pior for a avaliação feita ao país. E outro ainda: a possibilidade de financiamento nos mercados potenciará a confiança destes no país. E com isso melhorará a sua situação financeira e económica.
david.dinis@sol.p

AGORA VAMOS TER CAUTEWLAR AO ALMOÇO E AO JANTAR

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

09:43 (JPP)
AGORA VAI COMEÇAR A CENA DO “PROGRAMA CAUTELAR”
 (PORQUE PORTUGAL NÃO PODE IR AOS MERCADOS) 

Como era inevitável começou a discussão do chamado “programa cautelar”, que é a segunda fase do memorando, sem a troika cá, mas em Bruxelas. O “programa cautelar” não é o “segundo resgate”, mas é a coisa mais próxima do “segundo resgate” que há. A questão central é que com a troika em Lisboa, ou a troika em Bruxelas, o mesmo tipo de política vai ser exigida, imposta, obrigada. Até um dia.

SÓ UM MILAGRE NOS SALVARÁ DE 2º. RESGATE. A TROIKA TENTOU TUDO MAS O GOVERNO NÃO SABE E NÃO CORRESPONDE.AGORA NEM O CAUTELAR É SOLUÇÃO.



Em termos absolutos, o valor dos empréstimos de risco a Portugal é o mais elevado nos países afectados pela crise do euro. Portugal era o único destes países em que havia registo de incumprimentos

O Banco Europeu de Investimentos (BEI) classificou como "de risco" créditos de cerca de 500 milhões de euros (498 milhões) concedidos a Portugal. Este é o valor dos empréstimos em que o BEI já reconheceu imparidades (perdas potenciais) tendo constituído provisões para fazer a frente a eventuais incumprimentos.
O número consta de um relatório da Moody's sobre o rating do BEI, com data de Agosto, em que a agência de notação financeira avalia a solidez do balanço da instituição face à descida de rating de alguns dos seus grandes clientes, como Espanha, Portugal e Irlanda e Grécia, na sequência da crise da dívida soberana. E se na exposição a Espanha, que é o maior cliente do BEI, a Moody's até assinala melhorias, graças à injecção de fundos feita por Madrid nas autonomias, já em relação a Irlanda e Portugal é sublinhado um "aumento significativo" de empréstimos com imparidades (perdas potenciais). Os créditos classificados como de risco em Portugal apresentam o valor mais alto, em termos absolutos, na carteira da exposição do BEI aos países sob maior pressão dos mercados e que inclui ainda a Itália e Chipre.
Os empréstimos à economia nacional neste situação ascendiam, no final do ano passado, a 498 milhões de euros e representavam 2,1% da exposição financeira a Portugal. Apesar de a Irlanda ter créditos de risco de valor mais baixo, 112 milhões de euros, o rácio face ao financiamento concedido era mais alto e atingia os 2,3%.
BEI executou garantia na A17 A maioria dos financiamentos do BEI beneficia de colaterais assegurados por terceiros, o Estado através de aval ou a banca comercial através de garantias contratadas para o efeito. Na prática, a instituição fica protegida contra o risco de incumprimento do cliente final, accionando estas garantias. Foi o que sucedeu na concessão da Brisal, que opera a auto-estrada A17, em que o BEI exigiu aos bancos, entre os quais BCP e Caixa, que avançassem com os fundos em falta.
Nos créditos classificados na carteira de risco próprio, o BEI está exposto ao risco do cliente final, o que significa que em caso de incumprimento quem fica a perder é o banco europeu. Por isso o BEI já constituiu provisões no valor de 121 milhões de euros para perdas potenciais em empréstimos a Portugal. O relatório da Moody's revela ainda que Portugal é o único país da União Europeia em que se registou um incumprimento de pagamentos de 35 milhões de euros, que sobe para 38 milhões de euros com juros e comissões.
O "maior cliente per capita do BEI" Portugal tem ainda empréstimos no valor de 5,2 mil milhões de euros incluídos na lista de vigilância dos activos do BEI que exigem uma monitorização acrescida. É de novo o valor mais alto no universo dos países afectados pela crise do euro, e representa cerca de 20% do total dos financiamentos desembolsados por entidades nacionais junto do BEI e que totalizam 21,1 mil milhões de euros.
A elevada exposição ao risco de Portugal resulta do alto nível de empréstimos concedidos ao país até à crise financeira. Em 2009, o então vice-presidente do BEI, Carlos Costa, hoje governador do Banco de Portugal, dizia que o país era o maior cliente per capita do banco europeu.
Questionado pelo i sobre os números, fonte oficial do BEI escusou-se a revelar mais dados para além dos que já são públicos. A Moody's diz que a maior exposição a Portugal está concentrada no sector empresarial, com 58%, onde estarão incluídas as concessionárias de auto-estradas, como a Brisal, que está em situação de incumprimento.



 

 

 


 
Cartoon Elias o sem abrigo, de R. Reimão e Aníbal F
O anúncio de Pires de Lima, feito em Londres, de que Portugal quer começar a negociar um programa cautelar no início de 2014 foi visto como uma “precipitação”, quer nas instituições europeias quer no interior do próprio Governo.Oficialmente, os comentários são parcos. Simmon O'Connor, porta-voz da Comissão diz ter “visto” as declarações, mas anota: “As discussões sobre a saída do programa só vão ter lugar mais tarde”. Por agora, acrescenta, “a Comissão está totalmente focada em apoiar o Governo na implementação do programa”.
A oito meses do final do resgate actual, o caso português é visto com enorme reserva na Europa – “nos antípodas do que se passa com a Irlanda”, refere um eurocrata. Vejam-se as diferenças. “A Irlanda está a dois meses de acabar o seu memorando e as taxas de juro a 10 anos, no mercado secundário de negociação de dívida, estão nos 3,6%, o que é excelente”. Por isso, anota a mesma fonte, o Governo irlandês está entre duas vias: sair sozinho e emitir dívida sem apoio da Europa (e sem um novo programa de austeridade); ou entrar num programa cautelar, que é uma espécie de seguro contra riscos eventuais, uma linha de crédito à mão para quando necessário.
Quanto a Portugal, a opção será bem diferente. “As hipóteses de sair sem apoio são muito, muito escassas”, reconhece um membro do Governo. Restam duas opções: programa cautelar ou segundo resgate. Ou três, se incluirmos o pior cenário, o de reestruturação da dívida.

A DUPLA QUER ENGANAR O ZÉ PAGODE, MAS JÁ NINGUÉM OS OUVE.
INFELIZMENTE PORTUGAL ESTÁ SEM RUMO E SEM ESTRATÉGIA.
O SEGUNDO RESGATE ESTÁ A BATER À PORTA. ELES SABEM DISSO.
ATIRAM-SE AO CONSTITUCIONAL PORQUE SÃO INCAPAZES E INCOMPETENTES.


O deputado do PSD Miguel Frasquilho admitiu em entrevista à Rádio Renascença que o próximo ano pode trazer algum alívio fiscal para os trabalhadores.


"Gostaria de beneficiar um pouco a saúde financeira das famílias no próximo ano, ou seja, que não sejam tão prejudicadas. Vamos ver se será possível. Não posso, nem quero, nem devo ir mais longe nesta altura. Vamos ter que aguardar pelo debate na especialidade. Posso garantir que o grupo parlamentar do PSD estará muito empenhado nessa direcção", disse Frasquilho, em declarações ao programa "Em Nome da Lei", que será transmitido na íntegra no sábado das 12.00 às 13.00

DE TANTAS VEZES DIZER QUE OS IMPOSTOS VÃO BAIXAR UM DIA VAI ACERTAR.
DESDE QUE FO SECRETÁRIO DE MANUELA FERREIRA LEITE QUE ANDA A CORRER COM O CHOQUE FISCAL QUE NINGUÉM SABE O QUE É
MFL MANDOU-O EMBOR E LÁ SABE PORQUÊ..


A tortura de Sócrates

 
 
Se ainda existissem dúvidas de que José Sócrates voltou à conturbada cena política nacional para ficar, elas ficariam inequivocamente desfeitas anteontem à noite. O antigo primeiro-ministro juntou perto de mil "amigos" a pretexto do lançamento do seu livro sobre a tortura em democracia, mas, como notou o próprio, é pouco provável que tal avalancha de notáveis tenha só a ver com um "súbito interesse por filosofia política". Provavelmente não tem. O que se assistiu num Museu da Eletricidade a abarrotar foi à celebração do regresso do "animal político", depois do curto exílio intelectual em Paris.
É raro ver tamanha galeria de personalidades tão influentes assim composta, por muitos que sejam os "ex" qualquer coisa que a enchiam. Lula da Silva apresentou a obra - é dele igualmente o prefácio do livro - e foi o ex-presidente do Brasil quem, ao lado do ex-presidente português, Mário Soares, exortou Sócrates a "voltar a politicar" em vez de "filosofar". E foi isso que o antigo primeiro-ministro fez. "Homem de ação" assumido, explicou a sua aventura filosófica e não perdeu a oportunidade para voltar a censurar as políticas que delapidam o Estado social, o mesmo "que libertou o indivíduo". Na plateia que o aplaudiu, sentavam-se o ex-PGR, Pinto Monteiro, o ex-presidente do Supremo, Noronha do Nascimento, o atual secretário-geral do Sistema de Informações da República, Júlio Pereira, o CEO da PT, Henrique Granadeiro, ou o ex-líder da Mota Engil Jorge Coelho. Mas não só. Parte significativa de antigos homens de mão de Sócrates também lá estava: Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão, Alberto Costa e Mário Lino. O lote de históricos do PS era igualmente invejável e de causar arrepios a António José Seguro que, previsivelmente, optou pela ausência. De Edmundo Pedro a Carlos César, Jaime Gama, Vera Jardim, António Vitorino, Ferro Rodrigues ou Manuel Alegre, todos quiseram estar presentes na rentrée travestida de Sócrates. Sabendo-se também que a bancada socialista é liderada por um seu ex-ministro, que as despesas do grupo parlamentar são feitas por um João Galamba mais próximo da linha de Sócrates do que da de Seguro ou que nas câmaras de Lisboa e Porto assumem protagonismo socialistas bem mais próximos da anterior liderança socialista, é caso para dizer que há um nervosismo justificado no Largo do Rato.
Percebe-se, de igual forma, o nervoso miudinho do PSD. Eduardo Catroga, ouvido pela Antena Um para reagir à notícia de uma alegada proposta feita por José Sócrates para que Passos Coelho tivesse sido seu vice-primeiro-ministro, defendeu que o ex-líder socialista "devia estar a ser julgado em tribunal" por "erros de gestão", até porque, para Catroga, "o PSD fez mal" em não ter aprovado o PEC 4 dando mais meses de vida ao governo do PS. Como Catroga não tem, presume-se, o dom da adivinhação, podemos sempre presumir que se os sociais--democratas tivessem dado esse tempo ao anterior executivo, talvez não tivéssemos chegado onde estamos hoje. Não sabemos. O que se sabe é que, de uma assentada, Sócrates perturba o PS e o PSD, e essa é uma irónica forma de tortura que a ferocidade do "animal" dificilmente deixaria de aproveitar. E ainda mal começou.

FICOU MUITA GENTE PREOCUPADA COM SÓCRATES. PORQUE SERÁ?
O CATROGA MAIS UMA VEZ ENTROU EM DERRAPAGEM.

Vítor Obélix Bento

por FERNANDA CÂNCIOHoje


O conselheiro de Estado Vítor Bento escreveu esta semana no Público um texto imperdível sobre o Tribunal Constitucional. Neste, começa por lamentar que a oposição tenha "judicializado o processo legislativo". Distraído, o economista não reparou ser único propósito da existência do tribunal o de fiscalizar a concordância da lei com a Constituição. E que o PR que o convidou para o aconselhar é um dos fautores dessa suposta "judicialização", ao requisitar ao TC o exame e várias normas do OE 2013 (como aliás, muitas outras leis, da do Estatuto dos Açores à do casamento das pessoas do mesmo sexo). Bento pode, claro, ser contra a existência do TC; mas em existindo o dito achar que não deve ser usado, fazendo de conta que só a "oposição política" faz dele uso - ou será que quis chamar oposição ao PR? - é pouco, digamos, sério. Mas o que são factos quando queremos provar uma tese? Nas decisões do TC, diz Bento, "acabam demasiado misturadas considerações jurídicas e políticas". Prova: se fossem "apenas objetivamente jurídicas não teria havido opiniões divididas quer no tribunal quer entre os mais reputados constitucionalistas". Suspeita-se que para o ilustre economista "objetivamente jurídico" será o mesmo que "objetivamente económico": aquilo com que concorda. Mas podia ainda assim revelar às massas ignaras onde, para além da Coreia do Norte (haverá lá tribunais?) e no Vaticano viu decisões jurídicas gerarem unanimidade absoluta, seja sobre homicídios, contratos de arrendamento ou poder paternal - quanto mais as constitucionais. E, manifestando-se tão preocupado com "a execução do programa de ajustamento acordado com os credores oficiais", é lastimável não ter anotado as vezes que o TC deixou passar normas orçamentais que a esmagadora maioria dos "reputados constitucionalistas" reprovava sem hesitações, como a contribuição especial de solidariedade e os cortes salariais que vigoraram de 2011 a 2013. Chegou até a declarar inconstitucional o corte dos subsídios de 2012 não obrigando à sua devolução, o que lhe valeu o escândalo generalizado dos especialistas. Nada que impeça Bento de o acusar de "estreitamento da amplitude interpretativa" e até "condicionamento do processo democrático". E denuncia: os seus pronunciamentos baseiam-se não em "normas positivamente prescritas na Constituição e muito mais em princípios de natureza filosófica - igualdade, proporcionalidade, proteção da confiança, etc".
Nunca tendo ouvido falar de Constitucionais ou Supremos que façam a fiscalização da constitucionalidade (como o dos EUA) a basear decisões em princípios tais, o conselheiro termina aconselhando. Bom senso, diz ele. Porque assim "a comunidade internacional" vê-nos como "uma aldeia gaulesa, ainda que sem a poção mágica". Há em compensação quem tenha caído na BD em pequenino e insista em impingir-nos bonecos

O MAL DEVE SER MEU, MAS NUNCA GOSTE DESTE INDIVIDUO.

Promessas tem havido muitas, mas as privatizações de empresas públicas de correios contam-se pelos dedos de uma mão. Até agora, apenas cinco países europeus avançaram com a venda dos serviços postais, quase todos através da dispersão em bolsa. No entanto, três deles mantiveram uma participação maioritária do Estado. A concretizar-se a alienação nos moldes aprovados pelo Governo, os CTT vão passar a ser a empresa com mais capital nas mãos de privados.
Uma análise elaborada pelo PÚBLICO mostra que, na Europa a 28, a grande maioria dos correios mantém na esfera do Estado, apesar de diferentes países terem já anunciado a intenção de privatizar o sector. De um total de 25 empresas, já que não foi possível aceder a informação sobre a Holanda e a Croácia, apenas cinco abriram a porta ao capital privado. Os casos mais recentes são os da belga Bpost e da britânica Royal Mail.
A decisão do Governo, aprovada em Conselho de Ministros a 10 de Outubro, foi recebida com surpresa, até porque havia já um rol de interessados na venda directa dos CTT e este tipo de modelo tinha sido seguido pelo Governo em todas as anteriores privatizações. O panorama europeu foi um dos argumentos usados pelos bancos que assessoraram a venda dos correios, o CaixaBI e o JP Morgan, para convencer o executivo.
Analisando a Europa a 28, conclui-se que praticamente todos os países que privatizaram os correios recorreram a ofertas públicas iniciais (OPI) de venda em bolsa. Dos cinco Estados-membros que reduziram a participação pública no sector, quatro seguiram esta via: Alemanha, Áustria e, mais recentemente, Bélgica e Reino Unido. Há ainda outro caso, o da Roménia, em que a venda de 25% do capital foi directa, sendo hoje detida por um fundo de investimento.
A oposição e os trabalhadores têm contestado duramente a privatização dos CTT. Hoje realiza-se uma greve em protesto contra o negócio.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013



Manuel Alegre: "Cavaco deixa passar tudo"

Ex-candidato presidencial criticou Cavaco Silva, que "deixa passar tudo" ao Governo e "não está a funcionar como último garante da democracia".
Mariana Cabral
                     
Manuel Alegre criticou Cavaco Silva e defendeu José Sócrates Alberto Frias Manuel Alegre criticou Cavaco Silva e defendeu José Sócrates
Manuel Alegre criticou duramente o Presidente da República, Cavaco Silva, que acusa de não estar a funcionar "como último garante da democracia" portuguesa.
"O senhor Presidente da República deixa passar tudo e acho que não é só por afinidade política e ideológica", disse Alegre, em entrevista à SIC Notícias, esta noite. "A nossa democracia está muito esvaziada", opinou o ex-candidato presidencial.
O socialista diz que Cavaco Silva tem sido cúmplice do Governo de Passos Coelho no "empobrecimento" do país, que tem acontecido de forma "intencional, de acordo com uma agenda ideológica que pretende o desmantelamento do Estado social", defende.
Manuel Alegre contesta as pressões a que o Tribunal Constitucional tem sido sujeito e recorda que a Constituição portuguesa tem de ser cumprida. "O Tribunal Constitucional não faz mais do que a sua obrigação, porque são as leias do Governo que têm de se sujeitar à Constituição e não o contrário", explicou. "Passos Coelho pode dizer que a Constituição não dá de comer, mas dá, porque é o que garante os nossos direitos", acrescentou.


Eduardo Catroga afirmou nesta quinta-feira que José Sócrates “devia estar definitivamente enterrado” e “a ser julgado em tribunal pelos erros de gestão".
Em entrevista à Antena 1, o social-democrata reagiu ao convite feito por José Sócrates a Passos Coelho para integrar o seu Governo com palavras duras. O social-democrata disse que o ex-primeiro-ministro "levou o país à falência" e "está a tentar renascer das cinzas".
O agora presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP acrescenta, porém, que Sócrates é um "indivíduo aventureiro, teimoso, determinado” e que isso fez que nunca quisesse fazer coligações


O "PINTELHO" FALA DE BARRIGA CHEIA E COMO UM NABABO QUE SEMPRE VIVEU À CUSTA DO ENCOSTO AO PSD E A CAVACO. DEPOIS DO GRANDE TRABALHO FEITO COM  ATROIKA DE QUE SE GABOU PUBLICAMENTE, FOI NOMEADO PARA A EDP.
JULGADO POR ERROS DE GESTÃO? QUAIS ERROS? NUNCA DIZ DE QUÊ E PORQUÊ.
QUANDO SE SENTE ACOSSADO REAGE MALCRIADAMENTE, É GROSSEIRO E REVELA ODIO. SE TEM PROVAS DO QUE AFIRMA PORQUE NÃO AS APRESENTA AO MINISTÉRIO PÚBLICO?
O COMBATE POLÍTICO NÃO SE PODE TRANSFORMAR EM JULGAMENTO DE CARATER E ATAQUE PESSOAL GRATUITO E SEM PROVAS.
QUEM LEVA O PAÍS À FALÊNCIA SÃO OS SEUS AMIGOS QUE ESTÃO NO GOVERNO ACONSELHADOS POR QUEM PERCEBE POUCO DE ECONOMIA E FINANÇAS NO MUNDO GLOBALIZADO.
QUEM LEVOU O PAÍS QUASE À FALÊNCIA FOI A AD EM 1983 E AO DESASTRE EM 1993 QUANDO O "PINTELHO" ESTEVE NO GOVERNO COMO MINISTRO DAS FINANÇAS
SÓCRATES NÃO SEI DE VAI PERDER TEMPO A RESPONDER-LHE.
VIVEMOS AINDA NUM ESTADO DE DIREITO E NUMA DEMOCRACIA (EMBORA CONDICIONADA) NÃO SERÁ QUALQUER CATRROGA QUE A ALTERA. 
 ALBERT EINSTEIN DISSE E COM RAZÃO: "A INTELIGÊNCIA TEM LIMITES, MAS A ESTUPIDEZ NÃO"
SERÁ QUE " O PINTELHO" SERVE DE ADVOGADO DE DEFESA A ALGUÉM QUE NÃO TEVE CORAGEM DE RESPONDER COM FRONTALIDADE A MÁRIO SOARES E  QUER AGORA DEFENDER  OAMIGO?
"O PINTELHO" AGORA A VIVER COMO UM NABABO ÀS ORDENS DOS CHINESES, ESTARÁ INFETADO PELO VIRUS DA ECONOMIA PLANIFICADA E PELO SOCIALISMO DE ESTADO? É QUE DA FORMA COMO FALA PARECE UM ESTALINISTA DE 2ª OU UM MAOISTA EM DECADÊNCIA.
PORQUE NUNCA FALOU NA ROUBALHEIRA DO BPN E DO BPP?
PORQUE NUNCA SE PRONUNCIOU SOBRE A NEGOCIATA DE ACÇÕES DO BPN/SLN?
PORQUE NUNCA FALOU SOBRE O NEGOCIO DOS SUBMARINOS?
PORQUE NUNCA FALOU NA QUASE FALÊNCIA DO SISTEMA FINANCEIRO POR ERROS GROSSEIROS DE GESTÃO E POR VIGARICES?
NÃO CUSPAS PARA O AR ...
A DIREITA E O PCP ENTRARAM EM PÂNICO E ESTÃO NERVOSOS PORQUE SÓCRAES COMEÇOU A ABRIR O LIVRO. DE QUE TÊM MEDO? DEIXEM O HOMEM FALAR E DEFENDER-SE.  


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Daniel Rocha
  •                        
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  • O "guião da reforma do Estado" foi debatido nesta quinta-feira em Conselho de Ministros e está em fase de conclusão, devendo ser aprovado na reunião do Governo da próxima semana, segundo o ministro da Presidência.
Esta informação foi avançada pelo ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Guedes, na conferência de imprensa sobre as conclusões do Conselho de Ministros.
"Esteve também no Conselho de Ministros o guião da reforma do Estado, conforme o senhor primeiro-ministro ontem [quarta-feira] já tinha referido na Assembleia da República", afirmou Luís Marques Guedes. "Está em fase de conclusão, para aprovar no próximo Conselho de Ministros", acrescentou.

ESTE PACÓVIO QUER FAZER DOS PORTUGUESES UMA CAMBADA DE PARVOS?
NÃO HÁ REFORMA NENHUMA NEM VAI HAVER.
O SENHOR 1º. MINISTRO MENTIU AO PARLAMENTO.
ESTE GOVERNO NÃO QUER REFORMA NENHUMA PORQUE A CARTILHA QUE ASSUMIU É DE: DESPEDIMENTOS, DESEMPREGO, FALENCIA DE EMPRESAS, REDUZIR SALÁRIOS E PENSÕES, PARAR OBRAS PUBLICAS E AJUDAR O SETOR FINANCEIRO.
A CARTILHA NEOLIBERAL EM RODA LIVRE.
ACABAR COM O SERVIÇO NACIONAL DE SAUDE, COM A EDUCAÇÃO E CM O ESTADO SOCIAL TAL COMO ESTAVA.
VENDER TUDO QUE É ESTATAL AO DESBARATO E JÁ.
É A ULTIMA ETAPA DA CARTILHA NEOLIBERAL QUE NUNCA FOI CONSEGUIDA NA TOTALIDADE EM NENHUM PAIS PORQUE OS POVOS SE IMPUSERAM OU PORQUE OS GOVERNOS DISSERAM BASTA.
PASSOS E PORTAS ASSUMIRAM A ECONOMIA DE CASINO E DIZER QUE VÃO AINDA APRESENTAR UM GUIÃO PARA A REFORMA DO ESTADO PARA CORTAR 4.000 MILHÕES É A ANEDOTA DO ANO. OS CORTES JÁ ESTÃO MAIS QUE FEITOS E EM 2014 HÁ MAIS E CONTINUAM PARA 2015 E SABE-SE LÁ ATÉ QUANDO COMO DIZ A MINISTRA.

 

Resposta serena de Gandhi ao professor que o detestava

 

 

Enquanto estudava Direito no Colégio Universitário da London University de Londres, um professor de sobrenome Peters tinha-lhe aversão, mas o estudante Gandhi nunca baixou a cabeça e os seus encontros eram frequentes:

Um dia o Professor Peters estava a almoçar na sala de jantar da Universidade e o aluno veio com a bandeja e sentou-se ao lado do professor.

O professor, altivo, diz:

- "Sr. Gandhi, o senhor não entende... um porco e um pássaro, não se sentam juntos para comer."

Ao que Gandhi respondeu:

- "Fique o professor tranquilo... eu vou voando", e mudou-se pra outra mesa.

Mr. Peters ficou cheio de raiva e decidiu vingar-se no teste seguinte, mas o aluno respondeu de forma brilhante a cada pergunta. Então o professor fez mais uma pergunta:

- "Mr. Gandhi, você está andando na rua e encontra um saco, dentro dele está a sabedoria e uma grande quantidade de dinheiro, qual dos dois tira?"

Gandhi responde sem hesitar:

- "É claro professor que tiro o dinheiro!"

O professor Peters sorrindo diz:

- "Eu, ao contrário, tinha agarrado a sabedoria, você não acha?"

- "Cada um tira o que não tem, responde o aluno "

O professor Peters, fica histérico e escreve no papel da pergunta… Idiota!

O jovem Gandhi recebe a folha e lê atentamente. Depois de alguns minutos dirige-se ao professor e diz:

- "Mr. Peters, vejo que assinou a minha folha, mas não colocou a nota".

 

 
20.º- Henrique Granadeiro 
Voltou a ser CEO e Chairman da Portugal Telecom, após ida de Zeinal Bava para o Brasil.
Henrique Granadeiro, em declarações exclusivas ao Negócios, comenta a saída da Caixa Geral de Depósitos do capital da Portugal Telecom: "Entristece-me ver alguns indivíduos e instituições a desistir de Portugal".

A DIREITA NEOLIBERAL QUER VENDER TUDO E DEPRESSA. ESTÁ NA AGENDA.


Sócrates convidou Passos para vice-primeiro-ministro

José Sócrates confirma convite a Passos Coelho para Governo de unidade nacional ou coligação com PS, oferecendo-lhe o lugar de vice-primeiro-ministro.
Liliana Coelho
Sócrates convidou Passos para vice-primeiro-ministro Imagem da entrevista à Antena 1
José Sócrates convidou Pedro Passos Coelho para vice-primeiro-ministro, antes da votação do PEC IV. 
Segundo adianta o "Público" de hoje, quando Sócrates ofereceu este lugar a Passos fê-lo sob a condição de não se candidatar nas eleições seguintes, que proporcionaram a subida ao poder do atual chefe de Governo.
Ângelo Correia confirma ao jornal que, nessa altura, Luís Amado lhe pediu para perceber se Passos Coelho apoiaria um Governo de unidade nacional ou uma coligação com PS. Depois deste contacto inicial, José Sócrates terá então conversado com Passos sobre o assunto.
Em entrevista hoje à Antena 1, José Sócrates explica que Passos Coelho recusou o convite, alegando que os extremos políticos ganhariam mais força.
"Naturalmente não estou a reproduzir as suas palavras, mas basicamente foi a ideia que ele era contra o bloco central e que isso faria subir os extremos", afirma José Sócrates, na entrevista ao canal público de rádio.
O ex-primeiro-ministro diz ter chamado a atenção para a importância daquela solução governativa, garantindo que os extremos políticos não saíram necessariamente reforçados.
"Ao que eu respondi várias vezes: olhe, eu acho que os extremos só subirão se os partidos que estão comprometidos com este regime democrático não se empenharem na resposta aos problemas nacionais que temos pela frente", explica Sócrates no desenvolvimento das suas declarações, que já tinha adiantado à TSF.
O ex-primeiro ministro socialista reafirma ainda que poderá regressar à política, tal como já tinha admitido na semana passada, em entrevista ao Expresso. "Estou a viver uma liberdade nova para mim, que me dá gosto. No curto prazo não tenho nenhum plano, nem nenhuma vontade, mas não quer dizer que não regresse", concluiu. 
AS CONVERSAS DE BASTIDORES EM POLÍTICA SÃO NORMAIS.
MAS QUANDO SE FAZEM CONVITES SEM CONSULTAR O PARTIDO OU O POVO DÁ MERDA


Teixeira dos Santos

“É altura de discutirmos uma revisão constitucional”

        

Fernando Teixeira dos Santos estará todas as semanas no Etv, às quartas pelas 22 horas. O primeiro programa, especial, foi dedicado em exclusivo à proposta de Orçamento para 2014.
Fernando Teixeira dos Santos considera que os partidos têm de discutir uma revisão da Constituição. Não só por causa das medidas que esbarraram na decisão dos juízes do Tribunal Constitucional (TC), mas também porque uma reforma do Estado exigirá outro quadro constitucional. Mas critica a demonização do TC. A responsabilidade, essa, cabe ao Governo.
Um dos riscos mais difíceis de ultrapassar será o do TC. Face às decisões que se verificaram em 2012 e 2013, o que é que espera da decisão do TC em medidas como a convergência das pensões?

Tenho alguma dificuldade em ter qualquer expectativa, devo confessar, sobre o TC...

É imprevisível? Isso também nos diz tudo.

Não, não é imprevisível. Não sou constitucionalista, portanto, não tenho sensibilidade e ‘know-how' para poder avaliar estas matérias. Presumo que o corte de pensões que estão em pagamento pode suscitar algumas dúvidas de constitucionalidade...

QUANDO NÃO SE QUEREM ENCONTRAR SOLUÇÕES ATACA-SE A CONSTITUIÇÃO E O TC.
PODE SER NECESSÁRIO REVER ALGUNS PONTOS DA CONSTITUIÇÃO MAS NÃO É OBRIGATÓRIO.
O MAL ESTÁ NUM GOVERNO DE APRENDIZES E OPORTUNISTAS.

Movimento "Que se lixe a troika" espera "grande manifestação" no sábado

Treze cidades portuguesas já confirmaram que vão aderir, no sábado à tarde, à manifestação "Que se lixe a troika! Não há becos sem saída!", num protesto para pedir "a demissão do Governo" e "a expulsão da troika" do país.
A manifestação pretende demonstrar, "mais uma vez", que os portugueses "não estão de acordo com a intervenção da troika, com as medidas adaptadas pelo Governo e com o Orçamento de Estado (OE) para 2014", disse à agência Lusa Joana Campos, uma das promotoras do protesto.

ESPERO QUE O POVO ACORDE E MANDE ESTE GOVERNO PARA A LUA.
Segundo Carlos Costa, depois de concretizadas a União Bancária e a União Financeira, a União Europeia vai continuar a confrontar-se com o problema de não ter uma União Orçamental
O governador do Banco de Portugal disse hoje que, no futuro, a Europa vai ter de legitimar o poder executivo através de eleições e que a Comissão Europeia tem de ser reformulada porque "no modelo atual não funciona".
Segundo Carlos Costa, depois de concretizadas a União Bancária e a União Financeira, a União Europeia vai continuar a confrontar-se com o problema de não ter uma União Orçamental e então vai surgir uma questão: "Onde está o ministro da economia e das finanças da Europa?", antecipou.
Nessa altura, que para o governador chegará "mais cedo do que se pensa" dado o ritmo que a globalização impõe, a Europa vai questionar a legitimidade do poder que irá impor vontades aos Estados-membros, pelo que é necessário começar a pensar na forma como é nomeada e como se estrutura a Comissão Europeia, o poder executivo europeu.
"É preciso um centro de coordenação político legitimado que resulta de um processo eleitoral. Não chega só nomear o Parlamento Europeu, mas também é necessário o poder executivo", disse Carlos Costa, para quem "a Comissão [Europeia] no modelo atual não funciona" porque "é um senado e não uma comissão".
"Seria melhor criar um órgão que discute iniciativas políticas, mas confia a um executivo as políticas. Neste momento, o colégio [de Comissários], numa Europa de 28 Estados membros, não consegue dar tempo aos seus membros para se pronunciarem sobre os pontos da agenda", considerou o responsável pelo supervisor e regulador bancário.
Carlos Costa participou hoje na conferência 'Para onde vai a Europa?', organizada pela Associação Portuguesa de Seguradoras (APS), no Museu do Oriente, em Lisboa.

SÓ ECONOMIA E FINANÇAS É CURTO DR. COSTA. O REGULADOR MAIS PARECE UM POLITICO DE CARREIRA DO QUE UM REGULADOR.
A EUROPA NÃO TEM LIDERES À ALTURA DA MUDANÇA QUE É NECESSÁRIA.
UMA EUROPA FEDERALISTA OU DE PAISES À DERIVA?
UMA UNIÃO ECONOMICA E POLÍTICA OU SÓ MONETÁRIA?
UMA EUROPA QUE EVOLUI A MANDO DA ALEMANHA?
UMA EUROPA DE COMISSÁRIOS POLÍTICOS OU DOS POVOS?
QUE A EUROPA NÃO FUNCIONA JÁ TODA A GENTE DEU CONTA. PRECISAM-SE SOLUÇÕES SÉRIAS E FORTES.
 
"Tem que voltar a politicar", disse Lula a Sócrates
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Ex-PM lança livro e ouve apelos para voltar. Foi o regresso da era Sócrates
O antigo presidente brasileiro Lula da Silva era o convidado-estrela da apresentação do livro de José Sócrates, ontem em Lisboa. Fez um discurso longo, muito aplaudido pela enchente socialista que compunha a sala e onde desafiou o "companheiro Sócrates": "Tem que voltar a politicar, é muito cedo para deixar a política".
"Você está em forma", atirou Lula, sentado entre Sócrates e Mário Soares, o outro apresentador do livro que também se juntou ao apelo ao ex-líder socialista: "Por favor não descanse." Sócrates interveio depois, mas não deu resposta directa. Voltou apenas a dizer o que já dissera nas várias entrevistas que concedeu nos últimos dias, a pretexto do lançamento do seu primeiro livro - que é "mais um homem de acção do que de pensamento".
As palavras iam fazendo vibrar a sala, não fosse aquela a plateia mais socrática dos últimos tempos. As salas do Museu da Electricidade encheram para lá do limite, uma em que estava a mesa principal, e outra onde a cerimónia podia ser acompanhada à distância.
As centenas de presenças socialistas e de muitos ex-ministros quase fizeram estranhar que a entrada de Sócrates não fosse acompanhada pela banda sonora do "Gladiador", a música que tocava sempre que o então líder do PS aparecia em cerimónias partidárias. Afinal, não faltava nenhuma figura da era Sócrates e nem mesmo fugiu à regra da altura a ausência de António José Seguro. Mas desta vez foi estranhada, tendo em conta que Seguro é o secretário-geral do PS. O verdadeiro motivo da sua ausência não ficou esclarecido, já que ao partido não terá chegado convite, o mesmo que a organização junto de Sócrates garante ter sido enviado.
A indicação inicial era que apenas estivessem convidados de José Sócrates, tendo sido invocados motivos de segurança. Foi a primeira vez que a editora fez um lançamento fechado ao público em geral e, apesar de não existirem barreiras no acesso, além do caos provocado pela enchente, não se notava a presença de muitos populares.
O ex-procurador-geral Pinto Monteiro e o ex-presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha de Nascimento, marcavam a plateia extrapolítica, bem como Júlio Pereira, o secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa, em pé na última fila. Henrique Granadeiro e António Mota, da Mota Engil, também marcaram presença na plateia de Sócrates.
Mas os socialistas eram a massa dominante. Jorge Coelho, Manuel Alegre (que ouviu um agradecimento especial de Sócrates pela contribuição que deu para o livro, com os seus conhecimentos sobre a Argélia, país onde esteve exilado), Jaime Gama, Carlos César, Pedro Silva Pereira, Vera Jardim, Mário Lino, Isabel Alçada, Alberto Costa, Jorge Lacão. E isto só nas primeiras filas. Nas seguintes continuava o rol de ex-ministros. Carlos Zorrinho era a única cara da actual direcção socialista que esteve no lançamento do livro, ele que chegou a ser o "homem do Plano Tecnológico", que ficou como bandeira da primeira candidatura de José Sócrates a primeiro-ministro, e chegou mesmo a ser secretário de Estado desse governo.
Presenças à parte, o que marcou mais a cerimónia foi mesmo a longa intervenção de Lula da Silva. O antigo presidente brasileiro falou das recentes manifestações - "era normal que a população quisesse mais" - no seu país, apontando-as como um alerta aos políticos. "Há gente que não gosta do povo na rua, são muito democratas, mas não gostam. Mas eu acho que eles nos estavam provocando a fazer um debate". As palavras de Lula foram mais duras para os governantes da direita e aproveitou a plateia socialista para atirar: "Não temos de nos furtar ao debate. Se a gente não tomar cuidado, quando a direita não conseguir chegar ao poder, ela induz a sociedade a não gostar da política". Da sala arrancou um aplauso sonoro quando apontou " a bandalheira e a especulação financeira que deixaram os bancos ganhar dinheiro": "Não vejo ninguém dizer 'vamos diminuir a margem de lucro dos banqueiros'."
Já Sócrates concentrou o seu discurso, no final da sessão, no tema da sua tese de mestrado, agora publicada, a tortura. Só no final lançou uma pontada política para dizer que "o papel do Estado é um dos debates que o país tem de ter". "Há por aí quem diga que o Estado está contra o indivíduo. É falso. Foi o Estado que libertou o indivíduo", disse. Quanto à tese, Sócrates é contra a tortura em todos os casos e traça como "linha vermelha" a dignidade humana.

NUNCA É TARDE PARA A ESQUERDA PERCEBER QUE SE DEIXOU EMBALAR PELO CANTO DE SEREIA DA DIREITA NEOLIBERAL. OS RESULTADOS SÃO CATASTRÓFICOS.
A ESQUERDA FOI ARRUMADA PARA O ESQUECIMENTO.
CAIU O COMUNISTO (SOCIALISMO DE ESTADO), CAIU OM URO DE BERLIM, VEIO A GLOBALIZAÇÃO MUITO ANTES, QUE A POUCO EPOUCO USANDO O DISCURSO DE ESQUERDA MONTOU CENÁRIOS EM QUE MUITOS POLITICOS DE ESQUERDA FORAM PROTAGONISTAS. OS RSULTADOS ESTÃO BEM VISÍVEIS.
LIBERALIZARAM O MERCADO DE CAPITAIS, MONTARAM A OMC A SEU GOSTO, APRESENTARAM TRATADOS ULTRA CONSERVADORES, DESTRUIRAM A ECONOMIA MUNDIAL, CRIARAM UMA ECONOMIA DE CASINO. SÃO CONTRA A REGULAÇÃO, DIZEM QUE O MERCADO RESOLVE TUDO, CONCENTRAM O CAPITAL EM MEIA DUZIA DE TUBARÕES E VAMPIROS, SACRIFICAM OS POVOS E A PODERAM-SE DAS MATÉRIAS PRIMAS DOS PAISES MAS POBRES.
CRIARAM CRISES FINANCEIRAS E QUEM PAGA É O POVO TRABALHADOR.
CHEGOU A HORA DA LUTA POR UUMA SOCIEDADE MAIS JUSTA, MAIS SOLIDÁRIA E MAIS TRANSPARENTE.
VAMOS A ISSO.   

A luz de uma das primeiras galáxias chegou até nós


Telescópio no Hawai e Hubble permitem dar uma espreitadela a quando o Universo tinha apenas 700 mil anos.

Um zoom da galáxia z8_GND_5296 V. Tilvi (Texas A&M), S. Finkelstein (UT Austin), a equipa CANDELS/ HST/NASA
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No início, era a escuridão. Após o Big Bang, que criou as coisas como as conhecemos hoje, há 13.800 milhões de anos, o Universo passou por uma “era negra”: banhado por uma sopa tão densa e quente de protões, electrões e fotões, era opaco e não deixava a luz viajar livremente. Mas quando os protões e os electrões se juntaram, formando átomos de hidrogénio, a luz (fotões) pôde passar e o Universo, aos 380 mil anos de idade, começou a tornar-se transparente. Não tardou muito, formaram-se as primeiras estrelas e galáxias, ilhas de matéria compostas por biliões e biliões de estrelas – e é agora uma dessas galáxias muito antigas, quando o Universo era um adolescente de 700 mil anos, que conseguimos ver.
Este vislumbre do início dos tempos, quase como se espreitássemos pela fresta de uma porta, traz até nós a galáxia mais distante – logo, mais antiga – já vista até agora. Ou, dito de outra forma, leva-nos numa viagem até aos primórdios do Universo (quanto mais longe se olha no Universo, mais se recua no tempo). Tudo graças às observações de telescópios cá em baixo, no solo, e lá em cima, no espaço: o Keck I, no Havai, e o Hubble, respectivamente.
A equipa de Steven Finkelstein, da Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos, fez medições do espectro da luz emitida por 43 galáxias candidatas às mais distantes. Entre elas, estava a galáxia z8_GND_5296, que a equipa confirma, na edição desta quinta-feira da revista Nature, como a mais longínqua alguma vez observada, numa altura em que o Universo tinha apenas 700 mil anos.
Através das observações, os investigadores verificaram ainda que nesta galáxia as coisas eram bem agitadas: a taxa de formação de estrelas era 100 vezes mais rápida do que a taxa da nossa galáxia, a Via Láctea. “Esta galáxia (…) sugere que o início do Universo pode albergar um número maior de locais de formação intensa de estrelas do que o esperado”, escreve a equipa na Nature.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013




"O papel do Estado é um dos debates que o país tem de ter. Há para aí quem ponha o Estado contra o indivíduo, mas é um engano e um equívoco. Foi o Estado do liberalismo clássico que libertou o indivíduo, que lhe deu direitos", sustentou José Sócrates

O ex-primeiro-ministro José Sócrates defendeu hoje que Portugal tem de debater o papel que quer para o Estado na sociedade e considerou um engano a doutrina neoliberal que pretende opor a liberdade individual ao Estado social.
José Sócrates falava na apresentação do seu livro "A confiança no mundo, sobre a tortura em democracia" (editado pela Babel), no Museu da Eletricidade, em Lisboa, tendo ao seu lado os ex-presidentes de Portugal Mário Soares e do Brasil Lula da Silva.
Depois de ter classificado Lula da Silva como o "melhor" Presidente da História Contemporânea brasileira, o anterior líder do executivo português observou que, ao contrário da Europa, no Brasil há agora manifestações a exigir-se mais saúde e mais educação.
"O papel do Estado é um dos debates que o país tem de ter. Há para aí quem ponha o Estado contra o indivíduo, mas é um engano e um equívoco. Foi o Estado do liberalismo clássico que libertou o indivíduo, que lhe deu direitos", sustentou José Sócrates.
Também na perspetiva de José Sócrates, "foi o Estado social do início do século XX que libertou os trabalhadores, propondo a igualdade na educação, na saúde e a proteção nas relações com o empregador".
"Todos os que acham que o problema está no Estado social são injustos com os últimos 50 anos. Este neoliberalismo atual, que já foi vencido pela História (derrotado pelo keynesianismo), entende que o peso do Estado coloca o indivíduo a caminho da servidão. Mas, nestes últimos 50 anos de Estado social, alguém se queixou de falta de liberdade, ou o Estado social deu uma liberdade substantiva?", questionou o ex-líder socialista, recebendo uma salva de palmas.
Na sua intervenção, José Sócrates agradeceu os contributos diretos ou indiretos para o seu livro dados pelo advogado Proença de Carvalho, por ex-ministros socialistas como Jaime Gama, Alberto Costa, Vieira da Silva Pedro Silva Pereira, pelo presidente honorário do PS, António de Almeida Santos, e por Manuel Alegre.
Manuel Alegre que José Sócrates defrontou na corrida à liderança do PS em 2004, com quem teve divergências políticas durante o seu Governo de maioria absoluta (2005/2009), mas que hoje o definiu "um símbolo da democracia" portuguesa e "a voz da liberdade".
José Sócrates deixou ainda um agradecimento especial ao ex-Presidente da República Mário Soares, cuja fundação apoiou a divulgação do livro, e dirigiu-se às muitas centenas de pessoas que estiveram no Museu da Eletricidade.
"Sei que não foi um súbito interesse por filosofia política e sei que vos motiva principalmente a amizade. Sei que quem se encontra convosco sempre encontra mais do que a conta", acrescentou o ex-primeiro-ministro.



 
   


 

 

Parceiros sociais contra aumento da idade da reforma para os 66 anos

Ainda que a justificação do Governo para avançar com a medida seja financeira, o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, considerou "completamente contraditório, numa altura em que se pretende combater o desemprego jovem aumentar a idade da reforma".
Falando aos jornalistas no final de uma reunião em sede de Concertação Social, Vieira Lopes disse tratar-se de "uma medida que não tem qualquer sentido", em que o único fundamento apresentado pelo Governo é o cumprimento do acordado com a 'troika'.

AGORA NÃO HÁ ESTUDOS PARA NADA. AUMENTA-SE A IDADE DE REFORMA PORQUE SIM. É A ALHÓMETRO.

Assunto: Xeque Mate à Humanidadee

 

 

NOVA ORDEM MUNDIAL ...

 

Xeque Mate à Humanidade (um facto real e tenebroso)  

 

Aos cépticos sobre as notícias AQUI TÊM A RESPOSTA:

 

https://www.youtube.com/watch?v=Qy5RCyqlqN8 (com legendas em português)
Afinal, a sede da RTP Internacional não poderá ser instalada no Centro de Produção do Porto, ao contrário do que anunciara há duas semanas o ministro da tutela, Miguel Poiares Maduro. O presidente da RTP diz que não há capacidade.
Alberto da Ponte, que está a ser ouvido na comissão parlamentar de Ética a pedido do PS, disse nesta quarta-feira que com a produção para a RTP2 instalada totalmente no Porto, isso não deixa espaço ou capacidade para mais nada. O presidente da RTP garantiu mesmo já ter dito ao ministro que “não haverá qualquer espaço para pôr lá a RTP Internacional” e “não haver intenção de colocar lá [no Porto] a RTP Internacional”.
O presidente da RTP deixou aos deputados alguns números sobre a ocupação do Centro de Produção do Porto. Em Junho de 2012, ainda com o programa matinal Praça da Alegria, o centro tinha uma produção de mensal de 902 horas e em Junho de 2013 foram 1089 horas. Em Janeiro de 2014 serão 2038 horas por mês. Alberto da Ponte desfiou depois a longa lista de horas de produção pelas diferentes áreas temáticas que, afirmou, “esgota a capacidade de produção dos estúdios do Porto”.
Sobre o facto de estar a contradizer o que o ministro anunciou aos mesmos deputados como dado adquirido e definido com a administração da empresa pública, Alberto da Ponte diz julgar que Miguel Poiares Maduro “se queria referir a alguns programas”. A administração, acrescentou, avisou a tutela “que não havia espaço para a RTP Internacional no Porto porque o centro de produção é para a RTP2”.

UM GOVERNO À DERIVA OU MENTIROSOS TODOS OS DIAS? OU AS DUAS COISAS.


Razões para um português enlouquecer

Henrique Monteiro



 
Há uma decisão da troika que em tempos foi aprovada por várias personalidades deste país na qual se afirma que é necessária uma reforma do Estado, de tal forma que a nossa dívida pública chegue a níveis sustentáveis.
Isso pode acontecer de várias maneiras, mas nenhuma evita cortes sérios na despesa do Estado. Mesmo que o PIB português cresça três por cento (não custa sonhar), e não tivermos défice público (coisa tão extraordinária que é preciso recuar a Salazar e a Afonso Costa para nos recordarmos), conseguimos em 2017 passar a dívida pública para 121% do PIB. Lá para 2040 estaremos nos níveis necessários - recordo que a crescer consistentemente 3% e com o Estado a não gastar nem mais um cêntimo do que recebe.
Se crescêssemos o dobro conseguiríamos em 2017 passar a dívida para 104% do PIB (o objetivo mirífico é de 60%). Mas mesmo que o Estado consiga gastar muito menos e obtenha saldos primários de 1,5% (diferença entre o que gasta e o que recebe descontando os juros da dívida), no caso de crescermos um por cento (ou seja o que crescemos no segundo trimestre deste ano), a dívida em 2017 continuará em 126%. Teoricamente, acima de 130% as dívidas são consideradas insolventes e só resolúveis por default, forma elegante de dizer falência (pelo menos parcial) por incumprimento do contrato.
Para resumir e não ser muito maçador, precisaríamos de saldos primários da ordem dos 5% para chegar a 2030 com os 60% de défice. Conseguir isto é - para utilizar a metáfora da diretora adjunta do Jornal de Negócios, Helena Garrido - o mesmo que pôr um "cavalo a voar".
Acresce que, as propostas para cortar nas despesas do Estado incidem sempre (ou na esmagadora maioria) sobre salários e pensões. Tais cortes para terem a menor hipótese de passar no Tribunal Constitucional têm de ser dados como provisórios. E, caso não passem no crivo do TC, entram em cena os célebres 'planos B' do Governo - receitas extraordinárias. E pronto. Tudo o que devia ser corte estrutural se transforma em corte provisório, extraordinário ou transitório.
Mas se tudo é transitório, extraordinário ou provisório, pergunta o leigo comum (como eu) quando é que se resolve isto?
Já adivinharam a resposta - nunca! Vamos vivendo assim, aguardando um programa cautelar (caso não se chegue ao segundo resgate) e esperando que o mau tempo passe. É como esperar que uma doença grave passe com o tempo.
A outra hipótese é enlouquecer e deixarmos de nos preocupar com o país.


ESTA DIVIDA E COM ESTE MODELO ECONOMICO NÃO É PAGÁVEL. PODEM DIZER O QUE QUIZEREM QUE É TUDO ALDRABICE.
SÓ EMITINDO DIVIDA A 100 ANOS COMO NO SÉCULO XIX PODE SER POSSIVEL.
A ITÁLIA HÁ MAIS DE 20 ANOS QUE TINHA DIVIDA ACIMA DE 100% DO PIB E NINGUÉM SE PREOCUPOU. O JAPÃO TEM DIVIDA ACIMA DE 280% E NINGUÉM FALA.
SERÁ QUE É UMA LUTA ENTRE NORTE E SUL DA EUROPA, OU MELHOR, ENTRE
CATOLICOS E PROTESTANTES?
VAMOS OUVIR DURANTE UNS TEMPO NO CAURELAR, EM SEGURO, EM RESGATE, MAS NADA DE APRESENTAR A SOLUÇÃO. ESTA GENTE NÃO É CAPAZ.




Entrada no Museu da Electricidade é reservada a convidados. PS não esclarece se Seguro estará presente

O lançamento do livro de José Sócrates, marcado para hoje às 18h30, não é aberto ao público e as razões são sobretudo de segurança. A lista de convidados é extensa e as confirmações fazem adivinhar um Museu da Electricidade cheio de figuras de peso, a marcar mais um momento do regresso político do ex-primeiro-ministro.
Lula da Silva será uma das presenças, e também um dos motivos para uma apresentação reservada a convidados e com segurança acrescida. O antigo presidente brasileiro é o autor do prefácio do livro de Sócrates e vai apresentar a obra ao lado de Mário Soares. "A confiança no mundo, sobre a tortura em democracia", é o título do livro, que é a tese de mestrado que Sócrates fez nos dois últimos anos, desde que perdeu as legislativas, na parisiense Sciences Po.
A propósito da publicação, muitas têm sido as entrevistas dadas pelo ex-líder do PS nos últimos dias. Ontem, na TSF, revelou que convidou Passos Coelho para o governo em 2011: "Falei duas ou três vezes ao então líder da oposição nessa possibilidade. Isso foi recusado porque o líder da oposição queria ser primeiro-ministro."
A outra novidade é que, pela primeira vez, Sócrates pronuncia-se directamente sobre a vida interna do PS para dizer que se houver programa cautelar o partido deve pedir eleições. "Estou convencido que se houver [programa cautelar ou segundo resgate], isso passará naturalmente por eleições. E verdadeiramente acho que é o que o país precisa", refere o ex-primeiro-ministro.

SÓCRATES FALOU E A DIREITA TREMEU. PORQUE SERÁ?
O escritor Baptista-Bastos levanta, esta quarta-feira, em artigo de opinião publicado no Diário de Notícias, a questão se o vice-primeiro-ministro e líder do CDS-PP, Paulo Portas, terá «ensandecido», face aquilo que qualifica de «incongruências problemáticas» de «um homem ferrado pelas irresoluções de carácter».
Num artigo a que deu o título de “O Governo não é burro”, Baptista-Bastos agarra nas palavras do número dois do Governo, Paulo Portas, relativamente à manifestação da CGTP, segundo as quais «os pobres não se manifestam nem vão à televisão», para afirmar que, «como sabemos que o presidente do CDS-PP não é tolo, inclinamo-nos para a triste e dura hipótese de que ensandeceu».
De resto e sobre a manifestação na Ponte 25 de Abril, o escritor defende que a proibição dos manifestantes passarem a ponte a pé constituiu uma afronta à democracia, e que «a desorientação dos habituais panegiristas do Governo, que procuram minimizar a importância do acontecimento, não obstou a que ele tivesse a monta desejada».
«No meio desta baderna, entre a asnada, a incompetência, a sobranceira desesperada dos que naufragam, o dr. Cavaco, no estrangeiro, assevera que não vai levantar pendências ao Tribunal Constitucional sobre as evidentes inconstitucionalidades do Orçamento”, continua Baptista-Bastos.
De resto e relativamente ao Presidente da República, o escritor acusa-o de não o saber ser, de mortificar o sentido da dignidade em virtude da «indiferença actuante», «fazendo pender o prato da balança para um só lado».


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O PR ESTÁ CADA VEZ MAI ISOLADO MAS SEMPRE COMPROMETIDO COM O GOVERNO DE PASSOS COELHO/PORTAS.

TRISTE SORTE PARA UM PAIS COM TANTOS ANOS DE HISTORIA.
Deputada critica Cavaco por não enviar Orçamento para o TC
As declarações do Presidente da República sobre o Orçamento do Estado no Panamá chocaram a deputada socialista Isabel Moreira, que acusa Cavaco Silva de ser um "traidor".
O chefe do Estado sugeriu que pode não pedir a fiscalização preventiva do Orçamento para o próximo ano por os "custos da não entrada em vigor do Orçamento do Estado" no dia 1 de Janeiro poderem ser "muito, muito, muito maiores" do que esperar algum tempo para saber se alguma norma é ou não declarada inconstitucional. Ou seja, Cavaco admite optar pela fiscalização sucessiva, precisamente o que fez com o OE do ano passado.
A constitucionalista escreveu ontem no Facebook um texto a criticar a atitude de Cavaco. "É este nada, zero, inútil, traidor, autocentrado, calculista, contraditório, que é, formalmente, Presidente da República."
Ao i, Isabel Moreira explica que o Presidente da República está a trair "o juramento que fez de defender a Constituição". "Quando o Presidente, sentado ao lado do primeiro-ministro, dá a entender que o Orçamento pode ter inconstitucionalidades mas vai promulgá-lo, o que está a dizer é 'juro defender o Orçamento do Estado apesar das inconstitucionalidades'."
"É um Presidente decorativo", remata Isabel Moreira, que foi uma das deputadas que mais se bateram para que o OE para 2012 fosse avaliado pelo Constitucional, mesmo com a direcção do PS a contrariar a decisão dos deputados socialistas